Jantar de múltiplos afectos e saudades antecipadas. Alegria tisnada de advir incerto que o amanhã revelaria bom e surpreendente. Mas isto foi depois. No momento, a noite descia cálida na Grande Alface. Era o tempo do último Verão. Alças e decotes e jardim interior no lugar reservado e aprazado da Baixa lisboeta. Nem brisa, nem neblina refrescava o fora-paredes. E se o fumo ou a conversa apeteciam emolduradas por verdes profundos como a noite abobada de azul e luziratos celestes, os risos e as falas e os perfumes e o bem-estar subiam degraus. Exterior dentro. Como pêndulo que não de Foucault.
Durando o cerimonial interno e interior, a mulher sentiu húmido o pescoço que o cabelo longo não permitia respirar. A «coisa piquena» chamada mala era escassa para chaves e documentos para a condução. Sem delongas, perguntou à mesa de muitas:
_ Alguém tem mola ou esferográfica?
Nem uma. Havia lapiseira. Aceitou. Prendeu com ela e ao alto o cabelo. Pescoço e costas desnudas. Em liberdade, enfim. Felizes. Mais tarde, ouviria:
_ Como tiveste tempo para elaborar o penteado?
Com um sorriso, ao virar-se de costas, respondeu.
CAFÉ DA MANHÃ
Gerald King
Não é um hiper-espaço nem da dimensão nem na intenção. Antes espaço pequeno com fachada antiga e tipicamente francesa a dezoito quilómetros de Paris, breves minutos no RER que abrange meia dúzia de lugares da Ilha-de-França. Local: Yerres. Quem entra é acolhido com gosto, sorriso e atenção. Convidado a permanecer em recantos com encanto. Com liberdade nos olhos e nas mãos.
O nome é sugestivo: Le Pain de Quatre Livres. A rua é a Charles de Gaulle. Designações relacionadas pela história na II Guerra Mundial. O pão de quatro libras*, em tempo dramático e pobre, era sustento essencial. Fatiado com parcimónia, servia as famílias que o transportavam em sacos magros embrulhado em papel. Ficou o nome, foi-se o pão.
Porque dos direitos essenciais da criança consta no princípio sete que deverá ter oportunidade para brincar e se divertir, a “4 Libras” cumpre-o. Como fábrica de parafusos normalizados, há anos que é moda fora de moda atafulhar as crianças de judos e natações e inglês e música e ténis e tudo o mais que as ocupe mal termina o horário escolar.
O sétimo ainda afirma: “o interesse superior da criança deverá ser o interesse director daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, aos pais.” Que nenhum dos intervenientes no crescer harmonioso da criança se demita. Pais em primeiro lugar. Que se deixem de «umbiguismos» tentadores e atentem naqueles que geraram e mais merecem do que sobras de tempo e afectos. Que o mundo, dele, os senhores, e os pais não esqueçam o décimo princípio: a criança tem direito a ser criada “num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que o seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço dos seus semelhantes.”
*1 libra = 453,59237 gramas
CAFÉ DA MANHÃ
Steve Hanks/Keith Mallet/Sorayama
Da gripe porcina, parece ter surgido o microbicho responsável pela gripe A ou H1N1. Evolução que a natura explica nos vivos com ou sem racionalidade. Lógica condizente com o saber livresco, experimental e experimentado que (re)monta a Darwin.
Amantes de cabalas e teorias da conspiração, o povo menos lustrado/informado, cépticos, medrosos, conscientes/críticos andam ensimesmados. Vacinam-se ou não como cautela do risco gripado que tamanho estardalhaço causa na comunicação social? Esta pedagógica ou nem por isso – se encarado o quadro actual como osso fácil de roer, a banalidade relativa duma ocorrência dramática adquire estatuto de correlação causa/efeito.
Alguns, pertença dos grupos classificados como prioritários na injecção do par de doses, recusam a vacina. Sobram frascos da mistura laboratorial em relação às expectativas das autoridades de saúde. Entram os desclassificados no rol do «injecta agora». Duas grávidas de 34 semanas perderam os fetos – dentro da normalidade estatística conhecida no país e no mundo. Caso «provável» do sindroma de Guillain-Barré, doença rara do sistema nervoso central, foi detectado em França, após vacina contra a gripe A.
Na Finlândia, 75% dos habitantes rejeitam a dita. Ao facto podem estar associadas as declarações/morteiros da Dra. Rauni Kilde, médica e ex-Ministra da Saúde da Finlândia – nega mérito à vacina contra a A ou Suína ou Porcina ou H1N1. Atribui às injecções perigo para a saúde mundial. Mistura o extermínio da raça humana com a administração do químico às grávidas. Alicerça argumentos no hipotético elo entre políticos e a biotecnologia que desenvolveu o Tamiflu. A Dr.ª especula ter sido o vírus criado por cientista criminoso, imerso em laboratório recôndito, com o fim último de lucro milionário para duas ou três empresas.
Facto: no final dos noventa, pela fala regular com extraterrestres amigos a “especialista” foi declarada como profissionalmente incapaz.
CAFÉ DA MANHÃ
Kusami
A consciência de cidadania, deveres e direitos inerentes, anda arredada dos portugueses. Intervimos de menos, maldizemos de mais, somos parcos em elogios aos bons serviços prestados, recalcitramos com vozear excessivo nos vocábulos e volume de som se o atendimento público não satisfaz. Melhor é preencher espaço no livro de reclamações e enviar nota às autoridades competentes.
Estado em geral, autarquias em particular, têm melhorado a qualidade dos préstimos devidos aos utentes. As Lojas do Cidadão progridem em quantidade e qualidade. Os clássicos cabotinos «poderzecos» em forma de gente no balcão das repartições têm sido (re)formados pela Administração Pública e Local. As tecnologias difundiram práticas eficientes em tempo e papelada consumida – o ambiente e o erário público agradecem. Quem busca atendimento rápido e «descomplicado» ainda mais.
Restam, ainda, excessos na forma de certidões, documentos repetidos e exigidos, desorganização nos formulários que as instituições requerem – a algumas serve, a outras não.
Havendo queixa, que dela seja feito registo e encaminho. Estimular o cidadão atendedor com um obrigada ou frase de estímulo por bem acolher e esclarecer e atentar à necessidade do seu par do lado exterior da mesa, vai/cai bem. Meio económico e eficaz de promover maior bem-estar de todos os cidadãos. De intervir. De querer e ser maior e melhor.
CAFÉ DA MANHÃ
Distraída, sim, quando obliquo o resto e centro atenção nas prioridades. Afadigada nos últimos dias correntes, privilegio estas. Nos itens do rol que lhes estão abaixo, ainda que cimeiros relativamente a outros, cometo erros.
Dois dos escribas que muito prezo neste espaço construído pela partilha comum – Pirata-Vermelho e Zeka – viram truncados os comentários no post abaixo. Corrigi. Aceitam pedido de desculpa e um sorriso?
CAFÉ DA TARDE
Walter Girotto
Perorar sobre diversidades quotidianas era tentação. Mas, porque os comentadores do SPNI revelam excelência, bom para ela!, que a autora não possui, porque nem todos lêem os “Venenos com Açúcar”, publico resenha exemplar.
Do António:
1 - o lóbi, pé de orelha, espírito santo, calço, mala preta, fax, fruta, sossega, quota em dia, a boir, jametinhasdito, pontapé nas costas, amaciador, unto, na horizontal, a mão p'lo pelo, under, p'ás pevides, escovadela e, até, vejam bem, afago... tudo afinal expressão e representação de modos em diversos graus e quantidades de lá chegar, que não pelas vias da competência, do mérito e da qualidade intrínseca das propostas, do trabalho ou do produto!
2 - em Bruxelas, há mais vitoriosos, mesmo portugueses, que (par)lamentadores, até porque desde logo os eurodeputados são os primeiros lobistas, como aliás sucede em qualquer órgão com poder de decisão, de cujos (salvo seja) membros apenas se pode esperar que convençam os demais, a menos que tudo esteja então decidido e são eurovelhas, mas a seguir a tese do modo de decisão colectiva então o presidente de um colégio é o seu primeiro lobista e nesse caso Portugal tem afinal o lobista-mor, o Dótor Durão!
3 - a martinagem, como o respectivo estio, chegou mais cedo... e valeu, valeu, ó se valeu!
Aproveitando o 'atalho... foi-se' mamata (mamar + -ata) s. f. 1. Empresa ou administração pública em que políticos e funcionários protegidos auferem lucros ilícitos. 2. Exploração ou lucro que resulta de suborno ou tráfico de influências. = comilagem, ladroagem 3. Pop. Negociata, roubo. 4. Emprego lucrativo sem grande esforço. = conezia, mama, sinecura, teta, tribuneca, veniaga 5. Ganho ou coisa pouco lícita. = expediente, marosca 6. Propina. 7. Comezaina. fasto adj. 1. Dizia-se, entre os Antigos, de um dia em que era permitido tratar dos negócios públicos, por oposição aos dias nefastos. s. m. 2. Fausto; pompa; magnificência.
Da Fata Morgana
Eu não costumo ser dúbia, mas desta vez vou sê-lo:
(a) concordo em absoluto com tudo o que combata a secular hipocrisia deste país, inclusive com a assunção aberta da actividade do lobbying (e do yang também, para equilibrar…).
(b) concordo também que Portugal perdeu demasiados comboios para que a sua matriz sócio-cultural se converta, de repente, a uma mentalidade que respeite e até estimule a diferenciada capacidade crítica individual (que é muitas vezes confundida com opiniões de senso comum- o tal rés-do-chão, senão mesmo cave, do pensamento. E o que é que isto tem a ver com o lobby? Tudo, pois se cada qual tivesse uma participação política activa, se se interessasse deveras pela participação na vida da polis e não a visse como uma dimensão dedicada aos Eleitos (que de serventes passam a servidos, como se tem visto, acharia completamente natural que grupos de cidadãos organizados elegessem os seus porta-vozes mais eloquentes e com maior capacidade de RP para que o poder estivesse atento às suas reivindicações.
(c) ora, se nas nossas relações interpessoais, sujeitas também a lobistas micro, cá neste burgo, as coisas se passam mais às escuras que às claras, como esperamos que na dimensão macro, como por milagre (plim!) passem a usufruir da luz dos holofotes? Este país é mesmo uma fonte de inspiração humorística - andamos há séculos a discutir o mesmo.
Do Pirata-Vermelho
A grande diferença entre 'a América' (e mesmo 'a Inglaterra'...) e a Europa reside nos 20-e-tal séculos de cultura mediterrânica alargada que nos enforma. Para discussão da patacoada da legitimidade do lobi-ingue Cf. Gramsci, Poulantzas, Habermas, Hirsch, para discussão sobre a génese, estrutura e desígnios do Estado (Vive uma cambada d'ignorantes, em Bruxelles... à sombra do Estado, dir-se-ia mas não é)
Do Zeka
O lobby (lóbi) vem de antecâmara e por isso já o cá temos desde o con dado. Talvez mesmo desde Viriato e Sertório, suas vítimas históricas.
Só que, como somos muito modestos e poupados, não o mostramos (face oculta) e só nos regulamos por áureas notas (apitos dourados) ou humildes vírgulas.
Ficassab endo que james tinhasd ito não é tão evi dente mas há ainda em purrão, ala vanca, en costo, almo fada, jei tinho, aj uda.
Não esquecendo que, graças à paridade, ainda haverá eurocarneiros e que Portugal só tem o José Manel (dureza oculta) porque foi cá parido... tendo oportuna mente ido à procura da putativa oportun idade de reinar sem divi dir.
CAFÉ DA MANHÃ
Não se conheciam. Trocaram dezenas de e-mails. Sabiam nomes. Funções. Empenho num projecto comum e inovador. Origens - sítios diversos no mundo, entre eles, Portugal, Milão, U.S.A (MIT), Irlanda e mais. Objectivo - em campanhas simultâneas e exigentes no rigor e disponibilidade em lugares plurais, medir a qualidade do ar e fazer prova da necessidade de alterar a legislação europeia sobre os poluentes essenciais: benzeno, NOx e material particulado (PM 2.5). Envolvidas múltiplas instituições de graus vários no ensino e orientação última.
Durando 13 e 14, encontraram-se no III Congresso do EurolifeNet no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Lugar: Alto da Ajuda. Pompa reduzida ao mínimo. António de Sousa Lara e Pedro Ferraz de Abreu do CITIDEP abriram a hospitalidade às múltiplas nacionalidades. Tejo em fundo. A neblina ribeirinha e marítima dissolvendo contornos. Cenário maravilha. Rendição.
Mais nomes tiveram rosto. Se era conhecido Emile de Saeger, a esplêndida Anna Gerometta não. Presentes os responsáveis pela cidade de Milão, docentes protagonistas e mobilizadores de vontades unidas por fim comum – amor pelo planeta, pelo trabalho em Ciência, pela formação de uma consciência de «ecocidadania» e de jovens investigadores. Vindos de Dublin, mão cheia de sábios. Horas muitas de inglês, italiano e escasso português. Nada de monta para a mulher por detrás da Teresa C. que, como quase todos, exceptuando alguns italianos, dispensou o aro tradutor.
Concluíram a complementaridade dos processos usados. Que a Comunidade Europeia, após repetidas objecções e dúvidas «lobbistas», legislou de novo sobre os níveis permitidos dos poluentes essenciais. Restringiu. Vitória!
Formação da consciência ambiental foi processo e meta durante o trabalho de campo e tratamento dos resultados. Orientou vidas dos jovens estudantes que aderiram à campanha de 2006/2007. Médicos, químicos e sociólogos tomaram boa conta dos resultados. Foram além. Concluíram que cozinhar é semelhante a fumar nas concentrações das PM (diferente, porém, a constituição química e perigo do material particulado). Que urge repensar a acessibilidade rodoviária aos centros urbanos – a futura terceira ponte sobre o Tejo que se lixe! Só interessa se for ferroviária. Que abandonar o vício do tabaco é essencial. Com as lareiras domésticas, propícias a deleitosos ronrons, o mesmo – qualquer forma de combustão é poluente. E se não podemos/devemos deixar a bendita dieta mediterrânica, que arejemos as habitações e locais de trabalho. Afinal, passamos 80% do nosso tempo entre paredes.
Nem um só meio de comunicação social presente. Fosse encontro de pessoas tendo por hábito engolir pregos, medalhas e arames a receptividade seria outra.
CAFÉ DA MANHÃ
Emile De Saeger (à esquerda, Pedro Ferraz de Abreu - CITIDEP)
Nietzsche escreveu:
_ “A Memória é o Maior Tormento do Homem.”
_ “Talvez o Homem não Possa Esquecer Nada.”
_ “A Vantagem do Esquecimento.”
É infinita a verdade das frases transcritas. Delas emana, e contêm, matéria que consente profundas reflexões. Parte do espírito humano dissecado com objectividade, depois resumido em sínteses breves como Friedrich Nietzsche soube fazer de modo exemplar.
Ainda assim, prefiro legado de Ana Hatherly:
_ “A Memória é um Silêncio que Espera”.
No “Dia Europeu em Memória das Vítimas de Desastres Rodoviários”, pedagogicamente e porque os afectos dos vivos exigem, são lembrados aqueles que nas estradas perderam o bem de respirar. De olhar. De amar. De sentir o prazer do silêncio. Silêncio que não é quebrado pelo rumorejar da água num ribeiro ou do oceano/horizonte. Estado íntimo e superior de quem pensa e recorda e espera suavizar memórias ardentes.
CAFÉ DA MANHÃ
Chegado Outono sério, encurtado o dia, apetece casa e, havendo intervalo para remanso, vadiar no país. Nascida em localidade prosaica, na designação que não na excelência das gentes e beleza do horizonte, fascinam-me nomes extraordinários dos sítios. Gaiata pequena, quando em férias, divertia-me a designação dos habitantes das cercanias. Cabra, por exemplo, situada numa das margens cimeiras do Mondego. Chamar «cabrões» aos que ali foram nados ou viviam não me parecia acertado. Mudança ajuizada, e a terra passou a Ribamondego entrando o mais nos eixos.
De casos semelhantes está o país cheio. Cabrão e Cabrões resistem em Ponte de Lima e Santo Tirso, respectivamente - ah valentes! «Vendas» há quatro: dos Pretos, das Raparigas, da Porca e das Pulgas. Vaginha, Vale da Rata e Vale de Mortos não desmerecem em originalidade. Punhete, para os lados de Valongo, Picha em Pedrógão e Purgatório são embaraço bastante paro os nativos que têm de o fazer constar nos assentos burocráticos. Bustos, Ancas e Mamarosa, formam o triângulo sensual de Aveiro. Cabeçudos, Bicha, Às Dez, Ui, Oiã, Carapalhos e Aliviada são decentes terras nortenhas. Decentes, mas um estorvo:
_ Hora de nascimento?
_ Às dez.
_ Localidade?
_ Às Dez.
Ou Vaginha. Configurem-se, nestes casos, a perplexidade do burocrata de serviço e a reacção da fila com senha em riste e desespero no rosto.
O Brasil deve ter herdado o gosto colonialista por designações exóticas. Mariquioca, Taguatinga, Itaquaquecetuba, Muribeca dos Guararapes, Presidente Prudente é exemplo menor. Não tenho ascendência brasileira, mas a frivolidade que me constitui nem se importava pela probabilidade genética de perfeição volumétrica no bumbum e respectivo rebolado. Todavia, entre Vale da Rata e Itaquaquecetuba, prefiro a primeira – não me enrola tanto a língua.
CAFÉ DA MANHÃ
Autor que não foi possível identificar
Tudo começou com o (des)caso "férias no Dubai" ocorrido com eleitos na Assembleia da República. Jaime Gama decidiu moralizar as viagens dos deputados em serviço parlamentar. Acabam as primeiras classes nos voos e o desdobramento dos bilhetes. A partir de agora, existe impossibilidade legal da companhia da mulher/amante/companheira, ou o equivalente no masculino, através da troca de uma primeira por duas executivas.
Alguns dos elementos da delegação portuguesa num encontro da União Interparlamentar, herdeiros portugueses do «dois em um», aproveitaram complemento turístico. Viajantes: dois. Um pagou - legal, portanto; o parceiro viajou à conta do povo, vítima costumada. A reunião era em Adis Abeba. Não que a Etiópia seja destino turista regular, mas com o Dubai perto não surpreende apetite dum incauto com a família em celebração Pascal. Outro fez desvio pelo Golfo Pérsico; curva no regresso a Lisboa.
Ora, viajante só por voar que busque miscelânea de luxo ocidental e exotismo árabe pondera o Dubai. Não dispondo de +/- dois mil e quinhentos euros por noite fica arredado do fausto tecnológico e das sete estrelas do Burj Al Arab. O resto é uma rua. Griffes. A Medina e o ouro menor do costume. Arquitectura imponente para aqueles que apreciam contrafacções. O original: NY, NY! Mito nunca desmentido em cada regresso. Visita primeira/curiosa/ingénua/única ao Dubai basta. É a diferença entre uma Prada séria e outra arrebanhada em feira.
Jaime Gama é utópico. Que congemine restrições aos potenciais abusos. Que julgue normalizar a indisciplina gravada no «ser português» todavia, não exclusiva dos habitantes do quintal legado por Afonso Henriques. Pois se até a estória/lenda o afirma agressor da mãe!...
CAFÉ DA MANHÃ
Adoçantes
Brasileiros
Peregrinando