Num café em Tel Aviv, é servida aromática mistura aquosa, competente e munida de acrescento: leitura da sina. Presente e futuro nas borras do café em vez de escritos na palma da mão. Os funcionários obedecem à instrução recebida duma mulher com ascendência cigana. Evitam as más notícias, atentam nas boas e servem conselhos à medida do cliente.
A Teresa C., descrente nas previsões avulsas que incluem as meteorológicas, não resistiria à sina lida como alternativa ao mimo/amostra de chocolate que dispensa. Ofereçam-lhe ervas aromáticas para culinária ou plantas floridas envasadas - alarga sorriso nos lábios e no olhar. Congrega em húmus e terra espalhada numa saladeira larga de cerâmica verde-lima, branca, ou laranja, verdes minúsculos, a um euro cada nos hipermercados. Rega e persegue o crescimento. Cuida da luz precisada. Levantado o dia, enche a alma mal acordada com o jardim miniatura. Lembrança do que na Beira frui. Demasiado longe da vida urbana para lhe assistir aos ciclos. Por isso, a ternura nos gestos quando vigia o jardim possível no abrigo/casa.
A leitura da sina, mesmo em borras, seria equivalente à diversão obtida quando lê futuros fora de prazo em revistas de bonecos(as) entre champôs, máscaras capilares (trazidas de casa – economia é valor que a Teresa C. aprecia) e demais atavios no cabeleireiro.
Que escrevam, verbalizem (in)certezas ociosas. Que emaranhem vidas. Bom café e brushing a preceito servem como leitmotif para sorrir e descrer.
De -pirata-vermelho- a 4 de Novembro de 2009 às 12:31
...e quanto ao escrito, o que é que está 'aqui' a fazer tendo 'lá' uma quinta tão bonita para viver?
Anda a aturar urbanices de segunda degradada a fingir que é cosmopolita ou a armar em acelerada?
Desculp'as perguntas se lhe parecerem invasivas. Não vá acontecer como com a tal vivaça que disse que eu era abusador... deus lhe valha! (A ela, não a si, claro)
Isto de ler sinas, mãos, horóscopos e todas e quaisqueres " Rasputinações " é como todos ou quase todos sabem, é: exploração daquele bixim que todos nós temos ( idos e por vir ) de pensar ou sentir que nós somos divinos.
Ah ha h ah ah ahah ...
Não é? No outro dia fiquei a saber mais sobre o "Livro dos Mortos" do antigo Egipto. Aquilo era não mais que sacerdotes " a vender bulas para mortos, que a ler encontravam o caminho para o paraíso. Ou paraísos.
Teresa C. - Pois fique sabendo que não fica ;-) Assunto parti lhado. O prazer é todo nosso. Empatia, sinergia, quanto mais... mais! Comendo cerejas, se têm pé, arrastam cachos. Bué! (Bué também é francesa, no Centro, em Cher)
Minimim - E a pouca vergonha romana com as águias e aves outras lançadas em voo e assim descrevendo o futuro? Melhor que a Zambujeira do Mar há o meu sítio na Beira Alta e Vale do Lobo ao Sul. Sorry! Não pretendo deslustrar o seu paraíso. :)