Domingo, 7 de Junho de 2015

ENVELHECIMENTO ATIVO

 

 

Casal cuja meia-idade fora ultrapassada há anos desce o passadiço entabuado. De bruços sobre o barco em sossego na marina, inicia afazeres para aventura marítima ou Sado acima que o adivinhar mentes não existe. Seguem a rotina estabelecida. Içam a desbotada bandeira nossa.

 

Barco em prontidão, esperam. Surge casal de faixa etária semelhante. Embarcam. Ronrona o motor. ‘Ala que se faz tarde’. O timoneiro ao curvar na estrada de água feita embate no motor externo doutra embarcação em frente. Entorta-a. Na esplanada, quem estava configura paragem e remedeio. Mas não - em português contaminado pela língua original, diz o homem do leme:

 _ Nunca tal me aconteceu!

Corrobora a mulher:

_ Que não seja motivo para susto.

E avançam com o lívido casal passageiro.

 

Envelhecimento ativo. Aventura. O guardador das embarcações fez registo.

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:30
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Sábado, 6 de Junho de 2015

HÁ DIFERENÇA ENTRE “COMPLETO” E “ACABADO”?

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Amy Kollar Anderson

 

 

Existe uma diferença, sim!

 

 

Nenhum dicionário da língua portuguesa consegue explicar adequadamente a diferença entre estas duas palavras.

 

 

Durante uma recente competição linguística em Lisboa, supostamente frequentada pelos melhores do mundo, Samdar Balgobin, um homem da Guiana, foi o vencedor convincente e ovacionado por mais de 5 minutos.

 

 

A pergunta final foi a seguinte:

Como explicar a diferença entre COMPLETO e ACABADO de maneira fácil de entender?

 

 

Há pessoas que afirmam  NÃO existir nenhuma diferença entre COMPLETO e ACABADO.

 

 

Segue a sua resposta inteligentíssima:

Ao casar com a mulher certa, você está COMPLETO.

Ao casar com a mulher errada você está ACABADO.

E quando a mulher certa te apanha com a mulher errada, você está ACABADO por COMPLETO!

 

 

Ganhou uma viagem ao redor do mundo e uma caixa de ‘Scotch’ de 25 anos.

publicado por Maria Brojo às 09:34
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2015

O ‘MEU HOMEM'

Rob Hefferan

 

Deles, dizem algumas elas:

_ Não pode ser mais um. Não pode suplicar. Não pode exigir além do indizível contrato. Não pode transmitir culpas e solidões como aumento no carrego de pedras às costas da mulher que as rejeita. Não pode invocar sistematicamente o ‘decide tu’. Não pode assenhorear-se do espaço alheio. Não pode ser um «pipi com meias altas» (figurinha cinzenta copiada do «está-a-dar»). Não pode ter GPS instalado no cérebro que mapeie a mulher. Não pode ser repetitivo nas «estórias». Não pode recontar como vício seduções antigas. Não pode rejeitar nomes e verdades dele e dela. Não pode exercer a dúvida sobre o dito com o coração. Não pode ignorar matizes da voz feminina nem erguer fantasmas roídos.

 

_ Deve ser uma praia de seixos rolados brilhantes pela maré. Confiar no que oferece e deseja. Deve aceitar a mulher e ser aceite tal qual é. Deve esconder recônditos que somente lhe pertencem. Deve respeitar o mesmo na parceira. Deve rir e chorar. Deve ser inteligente, perspicaz, ter humor. Olhar, a direito, nos olhos. Ser louco se apetecer. Transgressor. Leal antes, durante e depois com a certeza de ser entendido pela mulher. Deve ser autónomo em casa – precisar dela por saber das capacidades bastantes que possui para lidar com as miudezas do dia-a-dia. Deve ser Holmes pelo múltiplo saber e não pela arrogância. Dr. Watson porque sentimental e romântico. Lamechas se quiser.

 

Não satisfazendo o deve e por dever que ame e seja amado sem contabilidade miúda. Homem dela e dele a mulher. Porque sim. A melhor das razões.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:30
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2015

QUAL O PAÍS COM MAIS ATEUS NO MUNDO?

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Gerald King – “Martyrs in the Crypt Church”

 

 

É a Suécia. Lá, 85% da população não tem nenhuma crença ou não acredita em Deus.

Esse foi o resultado da pesquisa "Ateísmo: Taxas e Padrões Contemporâneos", do sociólogo norte-americano Phil Zuckerman. Segundo ele, os suecos aprendem sobre cada uma das religiões na escola e são livres para escolher seguir ou não uma delas. E isso se repete na maioria dos países com alto índice de ateísmo. Vale lembrar que o estudo engloba ateus, agnósticos e não-crentes em Deus e o ranking é baseado na porcentagem populacional de cada país.

  • Enquanto os ateus negam a existência de Deus, os agnósticos garantem não ser possível provar a existência divina. 

 

 

  • Crer ou não crer? - Os números da religião e do ateísmo no mundo

 

  • Suécia: 85% 
  • População: 8,9 milhões
  • Ateus: 7,6 milhões

 

  • Vietname: 81%
  • População: 82,6 milhões
  • Ateus: 66,9 milhões

 

  • Dinamarca: 80%
  • O budismo e o taoísmo, religiões comuns por lá, são vistos como uma tradição, e não crença.
  • População: 5,4 milhões
  • Ateus: 4,3 milhões

 

  • Noruega: 72%
  • Um levantamento da ONU aponta que países com boa taxa de alfabetização tendem a ser mais descrentes.
  • População:4,5 milhões
  • Ateus: 3,2 milhões

 

  • Japão: 65%
  • População: 127 milhões
  • Ateus:82 milhões

 

  • República Checa: 61%
  • Em 2008, o pesquisador britânico Richard Lynn concluiu que países com alto QI são mais ateus. É o caso da população japonesa, que mantém a média 105 - uma das mais altas já registradas.
  • População: 10 milhões
  • Ateus: 6,2 milhões

 

 

  • Finlândia: 60%
  • População: 5,2 milhões
  • Ateus: 3,1 milhões

 

  • França: 54%
  • População: 60,4 milhões
  • Ateus: 32,6 milhões

 

  • Coreia do Sul: 52%
  • População: 48,5 milhões
  • Ateus: 25,2 milhões

 

Crenças no mundo

  1. Cristianismo: 33,3% ou 2 biliões de pessoas (católicos: 16,8%; protestantes: 6%; ortodoxos: 4%; anglicanos: 1,2%)
  2. Outras: 23%
  3. Islamismo: 22,4% ou 1,2 bilião de pessoas
  4. Hinduísmo: 13,7% ou 900 milhões de pessoas
  5. Budismo: 7,1%
  6. Sikhismo: 0,3%
  7. Judaísmo: 0,2%

 

 

Ateísmo por idade

  1. 18 e 34 anos - 54%
  2. 35 e 49 anos - 24%
  3. 50 a 64 anos - 15%
  4. 65 anos - 7%

 

 

Países com maior número de ateus

  1. 181,8 milhões de chineses são ateus - A China ocupa o 36º lugar no ranking de países com mais percentual de ateus (14%). Em números absolutos, porém, é onde vivem mais pessoas sem crença.
  2. Japão: 82 milhões.
  3. Rússia: 69 milhões.
  4. Vietname: 66 milhões.
  5. Alemanha: 40 milhões.
  6. França: 32 milhões.
  7. Eua: 26,8 milhões.
  8. Inglaterra: 26,5 milhões.
  9. Coreia do Sul: 25 milhões.

 

 

Os mais fiéis - Países cuja maioria da população tem alguma crença:

  1. Itália: 90% (53 milhões)
  2. Filipinas: 80% (75 milhões)
  3. México: 76% (96 milhões)
  4. Brasil: 73% (137 milhões)

 

 

Ateísmo por sexo

  1. Homens: 56%
  2. Mulheres: 44%

 

 

Ateus no mundo - 749,2 milhões (11% da população mundial)

 

 

 

Na ciência - 50% dos cientistas têm alguma religiosidade. Entre eles, 36% acreditam em Deus. Ateus: 10%. Cristãos: 2%.

 

 

Fontes: Pesquisas de Phil Zuckerman (2007), Richard Lynn (2008) e Elaine Howard Ecklund (2010), ONU, adherents.com, American ReligiousIdentification Survey, The Pew Research Center, Gallup Poll, The New York Times, Good, Nature, Live Science e Discovery Magazine

publicado por Maria Brojo às 10:29
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Quarta-feira, 3 de Junho de 2015

QUIM MAU

Kamille Corry

 

Trabalhou desde cedo. No comércio até aos 36 anos. Escutado o íntimo e pelas andanças da vida, ordenado sacerdote aos 41. Foi escritor. Publicou “Pão do Pobres”, “Ovo de Colombo”, “Obra de Rua” – ex-líbris o Quim Mau, garoto de braços abertos para amor desejado próximo. Arrojado, fundou a Casa do Gaiato. Exíguos recursos para a ambição de fazer homens dignos das crianças despegadas. Entrava nos hotéis, se de luxo melhor, estendia a capa e proclamava: depositem dinheiro porque os meus rapazes precisam de sustento, de educação e futuro desde o presente. E os hóspedes depositavam quantias. Não chegando, exigia mais - pagando alojamento caro, uma carcaça por rapaz abrigado não seria diferença que aliviasse por aí além os bolsos. Foi Igreja até 1956. Arrebatou-o acidente de viação.

 

No Porto, plantada num jardim do coração urbano, o Padre Américo tem estátua de Henrique Moreira que honra Homem e acção. Memória bondosa. Sempre com flores na base. Devoção das prostitutas que negoceiam momentos do corpo e da noite. Como o Quim Mau, famintas do que mais falta.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:05
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Terça-feira, 2 de Junho de 2015

“ESTE BLOG ACABA DE TER ALTA. É OFICIAL.”

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Vincent Willem van Gogh

 

 

“Há uma semana, tal como acon­te­ceu às oli­vei­ras em Itá­lia, este blog foi con­si­de­rado ofi­ci­al­mente doente. Agora, e depois de tera­pias inten­si­vas, veio toda a classe médica ates­tar que não há, nem sobra, um único — unzi­nho — dos sin­to­mas que con­du­zi­ram ao com­pe­tente diagnóstico.

 

 

Os Tris­tes do Escre­ver é Triste estão cura­dos. Não há cá hér­nias, nem fro­zen shoul­ders.. .Nem gases. Foi uma semana mag­ní­fica, vivida em exal­tante ambi­ente hos­pi­ta­lar, uma semana de com­pri­mi­dos e inje­ções, raios X, uma ou outra res­so­nân­cia mag­né­tica, um dis­creto toque rec­tal. Vol­tá­mos todos feli­zes da enfer­ma­ria para as nos­sas alvas camas.

 

 

É claro que alguns dos Tris­tes, mais dis­traí­dos, ainda não trou­xe­ram as aná­li­ses e os rela­tó­rios médi­cos. Não se admi­rem, por isso, que, ao longo dos pró­xi­mos dias, pos­sam sur­gir posts con­fes­si­o­nais sobre esta dra­má­tica expe­ri­ên­cia a que não fal­tou, é claro, dimen­são trans­cen­dente. Cada um tem a meta­fí­sica que merece. Se há quem tenha a do cho­co­late, por que não have­mos nós de ter a meta­fí­sica do este­tos­có­pio e do cateter?

 

 

Vol­ta­re­mos ao hos­pi­tal? Bom, só para ter­mos o ban­ner que a Rita Vas­con­ce­los nos trouxe, já valia a pena. Mas sabem bem que não somos muito de nos repe­tir. Depois do Hos­pi­tal, quem sabe se não fare­mos uma semana de Escre­ver é Triste no Médio Ori­ente ou, se é para con­flito vamos ao con­flito, uma semana na Escola Pri­má­ria. Se os esti­ma­dos lei­to­res qui­se­rem fazer suges­tões, não se acanhem.”

  

 

Nota – Aqui.

publicado por Maria Brojo às 08:00
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Segunda-feira, 1 de Junho de 2015

DIÁRIO DE M.

Charles Muench, Kollar Anderson

 

Sábado, 28 de Setembro

 

Não dormi quase nada. Mais uma daquelas noites que espero apagar da memória ao levantar-me. Na vigília, foi vívido o dia em que pressenti e o outro em que soube. Se no primeiro sorri, deslumbrada com o segredo que só eu guardava, no outro, um rubor delicioso e um orgulho único legitimaram a evidência: estava grávida.

 

Não sei porque recordo isto agora. Talvez por ser sábado e me sentir só. Já te confiei, meses atrás, todos os medos, receios e esperanças que envolvem o mistério pelo qual ansiava há muito. Dúvidas, tive, e uma certeza também: vou ter o melhor que a vida me pode dar. Nada rivaliza com esta riqueza que abrigo, nada poderá pô-la em causa ou toldá-la. Não vou deixar.

 

Gostaste da notícia. Primeiro, olhaste-me sem acreditar; ao assimilares a verdade estampada em desenho de felicidade no meu rosto, houve o beijo, a elevação no ar, a inquietude no dizer: «Sou um bruto, não devia!, Estás bem?, Desculpa!». Esvoaçaste em beijos, depois. Eras assim: sensível, meigo, o meu companheiro de anteontem; gostava que o fosses hoje.

 

Para ocupar a solidão vi cinema canalizado. Juntei à ansiedade o pressentido. Irracional, sei. Que saudade do ronronar comum em circunstâncias dantes!... O que tínhamos ia dando para bem mais do que pagar contas correntes. Que fazes longe, quando em casa és preciso, mais agora do que nunca? Dois meses de lonjura, em nove, é muito tempo. Demasiado para ambos. Demasiado para os três que somos. Não era o dinheiro que faltava. A mim faltas-me tu, ao que protejo falta-lhe saber-me afagada pelo pai. 

 

Adormeci agitada. Ele, talvez por isso, não me deixou sossegar. «Vozes amigas» preveniram-me para não te deixar ir, para me obstinar na recusa. Não me atrevi a fazê-lo - deixei-te decidir livremente. Foste. O jogo do mais querer quando a ambição se instala, perverte. Avaliam-se mal os que julgam não serem corrompidos. Mas são. Mais do que merecem ou precisam. Como tu. Do que eu preciso ao teres decidido procurar longe de mim bem-estar aventureiro. Por isto não dormi, não durmo, renovo no dia os pesadelos da noite. Tens de regressar a tempo. Não apenas para assistir ao parto como dizes fazer 'qualquer homem que se preze' - 'homem que se preze' não deixa entregues a outros os tesouros que possui sabendo-os frágeis. Não esperes até nos olhos doutra, como nos meus ou nos teus restar, seco, o sal das lágrimas.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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Domingo, 31 de Maio de 2015

LÁ FORA, ARQUITETURA NOSSA EM ALTA

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O Centro de Alto Rendimento de Remo do Pocinho, projeto de Álvaro Fernandes Andrade (spacialAR-TE), arquiteto e docente da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), conseguiu o primeiro lugar da categoria de "Novas Edificações" do prémio internacional ECOLA.

 

 

Citado pela FAUP, o júri destacou "a elegância da forma no modo como o desenho integra a paisagem", referindo ainda que "a composição formula-se na quantidade exata de formas geométricas permanecendo 'subtil'".

 

 

Criado em 2000 na Alemanha, o ECOLA (sigla para European Conference of Leading Architects) combina um concurso de arquitetura internacional e uma conferência. O prémio é atribuído de dois em dois anos em duas categorias: "Remodelação, Renovação e Reconversão" e "Novas Edificações".

 

 

A cerimónia de atribuição do prémio vai decorrer a 26 de setembro, em Inglaterra, no âmbito da Conferência ECOLA 2015. Estiveram a concurso 150 projetos oriundos de 13 países.

 

 

O projeto para o Centro de Alto Rendimento de Remo do Pocinho tinha já recebido uma menção especial nos Architizer A+ Awards 2015.

 

 

NOTA – A fonte é esta.

 

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publicado por Maria Brojo às 09:00
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Sábado, 30 de Maio de 2015

10 HOMENS E 1 MULHER

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Andrew Bennett

 

 

“Onze pessoas estavam penduradas numa corda, num helicóptero. Eram 10 homens e 1 mulher.

 

Como a corda não era forte o suficiente para segurar todos, decidiram qual deles teria que se soltar da corda.

 

No entanto, não conseguiram decidir quem. Até que, finalmente, a mulher disse que se soltaria da corda pois as mulheres estão acostumadas a largar tudo pelos seus filhos e maridos, dando tudo aos homens e recebendo nada de volta.

 

Disse também, que os homens como criação primeira de Deus, mereceriam sobreviver, pois eram mais fortes, mais sábios e capazes de grandes façanhas.

 

Quando ela terminou de falar, todos os homens começaram a bater palmas.

 

Nunca subestime o poder e a inteligência de uma mulher!”

 

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 09:55
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2015

AINDA A NATÁLIA ENGOMAVA, ENTROU O OSTEOPATA

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Salvador Dali – “Honey is Sweeter than Blood”

 

 

 

Durmo como lajedo «prantado» há séculos na “Estrela”. Bem podem almejar interromper-me o sono que todas as tentativas saem goradas. Foi preciso muito engenho e teimosia, havendo sismo a fazer tremelicar objetos e paredes que arribou de Lisboa até Coimbra onde, na época, tinha a minha rica cama, para os pais me acordarem. Quando espertei e entendi ter de ir para a rua, a minha preocupação foi mudar para um pijama por estrear que dormia na gaveta. Também ele não havia dado por nada. Chegada à rua, o perigo havia passado. Os pais concluíram que a educação de menina obediente ao bem parecer pecara por excesso. Devo a tal sismo a minha alforria de regras ociosas. Daí em diante, foi um «tasse bem» que dura até hoje. Algumas excentricidades foram-me permitidas. E como delas fruí e fruo…

 

 

 

 

À conta duma perna que deu de si, enfiei no «bucho» três embalagens de antibiótico. Melhoras irrelevantes. Fiz um doppler à dita – nada! Fui vista por dermatologista escolhido a dedo. Extraiu-me amostra para análise, que deve ter fugido para outras paragens mais sãs pois a colheita não chegou ao destino. Vai daí, mandei às malvas o resto da terceira embalagem de antibiótico e decidi que não se passava nada. Mas passava.

 

 

 

 

A amiga/irmã com problemas graves de saúde, em cansaço por ser recambiada de médico para médico, foram-lhe recomendadas as mãos e o saber de osteopata conhecido: trata dos jogadores de Benfica, bem, pelo resultado, inclui a equipa da Terapia do Sono e a do Ginásio Clube Português. Mais me informou: ia a casa do paciente conhecendo quem o nomeara e tinha-a deixado leve como pena. Após ter visto a mãe, senhora de 89 anos, o andarilho restou num canto e a senhora quase voava. Também quis as benditas mãos, constatados os factos com estes que a terra um dia irá papar. Marcada consulta para ontem.

 

 

 

 

Ainda a Natália engomava, abro a porta a quem os de antanho chamavam ‘endireita’. Advogado como formação primeira, rapaz para a minha idade, pais médicos, só defendeu inocentes, ladrões e quejandos por cinco anos. Não era aquele o seu futuro e fez aprendizagens, concluiu graduações cá, mais ainda nos Alguidares De Baixo da «estranja».

 

 

 

Entrou com maca enfiada num saco. Breves cumprimentos e ‘bora lá’ que o tempo urge. Montado o tabuleiro rígido, estendi-me de barriga para baixo. Mexeu em cada ossinho que eu sabia e noutros que desconhecia. Colocou-me em posições de espantalho e nalgumas inspiradoras para fins distintos. Ia-me explicando o feito – nervos, tendões e outras miudezas precisados de alinho. Gravíssimo o estado da minha coluna. De tão direita e esticada (dezenas de anos de ginásio) é culpada de tensões que sinto. Pior: se não a alivio ainda fico corcunda. Ginásio, sim, (…)

 

 

 

Nota – Texto integral aqui.

publicado por Maria Brojo às 10:00
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

BAMBOLEO

 

 

Autor que não foi possível identificar

 

 

Vapor de água e dióxido de carbono quase tudo. Sobem, enovelados no ar, os produtos da queima orgânica. Fuligem é subproduto. Calor a rodos como é próprio das combustões - do arvoredo, dos espíritos apaixonados, dos corpos enleados como eras. Raízes afundidas no exaltado suporte dos sentidos. Rumba, salsa, louco bamboleio. Soprando irados os ventos, é avivado o lume. Crepitam troncos e emoções. Água que escorre nas costas cujo rego os dedos perseguem. Que migra para o peito e contorna os seios. Conhecidos vales como novos leitos. Bebida sem saciar. Desaguando em formosa cascata que o incêndio serena, iludindo quem o julgar extinto, reaceso a qualquer momento -– um beijo, uma carícia, fantasia partilhada. “Porque 'mi vida, yo la prefiero vivir asi'”.

 

 

Os dias cálidos propiciam desatinos fogosos. E chega dos incêndios o tempo. Arde a terra que não mitigou a sede. Ardem matas por limpar -– por descuido, pelo custo, pela propriedade dividida em mínimas frações. Meios frugais combatem o riso das chamas. Mas há planos e campanhas e recursos maiores e formação humana. De fora ficam os donos dos prédios rústicos onde o mato ressequido se agiganta. Rastilho de pólvora seca propício à dança ardente. Bamboleio que “'no tiene pardon de dios”'.

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

   

publicado por Maria Brojo às 09:12
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Terça-feira, 26 de Maio de 2015

TU VEUX OU TU VEUX PAS

 

Trevor Heath

 

 

Meteorologia. Pertinaz. Misteriosa. Imprevisível. Fugidia a conjecturas do Borda d’Água ou especializadas. Fascinante até no temor que pode inspirar. Trágica se é chegado o momento de perder energia acumulada. Sedutora pelo encanto ou magnificência. Por tudo feminina. À mulher presenteando com beleza acrescida quando reina o sol. Como hoje. Como nos muitos dias cálidos. Como no alvor do Verão. E vem o apetite pelo desnudar a pele, pela liberdade do corpo, subida a tensão erótica e o desejo de a diluir. Vem a leveza no estar, o gosto pela frivolidade e pelo colo atrevido, pelas pernas de cetim dourado brilhando à luz.

 

 

As calças remeto ao escuro dos armários. Quero vestidos, saias que esvoacem ou moldem a figura, sandálias de salto presas por tiras aos pés. Preciso de alças e ombros nus. Dispenso a lingerie ou uso-a em tons alegres. Quero branco e valentia nas cores. O preto confinado à íntima sedução. Ou o encarnado. Ou o preto e branco. Guardadas serão as meias encimadas por renda. As camisas. Os cinzentos. Exibidas as infinitas qualidades da condição de mulher.

 

 

E há a rebeldia da brisa que faz rodopiar a leveza dos tecidos. O gesto pueril, que tão bem o cinema captou, de prender o vestido à frente se ele insiste em voar. O gosto do capricho - encontrar o bikini fantástico de desenho revivalista. O desejo –eliminar fronteiras ociosas, inventar, dar corpo às muitas outras que me habitam. De todas sentir a unidade em que sou. Por todas fruir da meteorologia emotiva. Feminil. Como a Bardot no tempo áureo –- "Tu veux ou tu veux pas"

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2015

NUMA RUA DE BRAGA, O MISTÉRIO

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Autor que não foi possível identificar

 

 

 

Sem pé no acelerador, sem marcha-atrás engrenada, numa subida de 100m o carro sobe para trás. Com maior facilidade do que descer em primeira. Lugar procurado por automobilistas curiosos que vão ao Bom Jesus de Braga. Num pequeno troço de estrada, os veículos sobem sozinhos, sem aceleração do motor. Qual a razão para um fenómeno que intriga as gentes? Ilusão ótica, milagre ou magnetismo?

 

Explicação: uma simples bússola que não se afasta do Norte prova a ilusão. Magnetismo excecional e acto milagreiro estão fora de causa. A estrada que aparenta descer, afinal sobe ou está nivelada. A água que ao lado flui prova o mesmo _ parece subir, mas desce como lhe é natural pela obrigação gravítica. Estrada próxima, que desce com maior declive do que a misteriosa, é a responsável pela intriga. Nesta julgamos subir quando, de facto, descemos. A relatividade das perceções no seu melhor. Que a mais seja estendida, dos valores às atitudes.

 

No Bom Jesus, além da beleza circundante, rara é a excelência do horizonte e a do bacalhau temperado com azeite honesto.

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 09:11
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Domingo, 24 de Maio de 2015

FESTA DE ARROMBA

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O novo Museu Nacional dos Coches em Belém, da autoria do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, é composto por dois edifícios, com quatro pisos, que incluem duas salas de exposições permanentes, a sala de exposições temporárias, auditório, serviço educativo, laboratório, oficinas, zonas técnicas e administrativas.

 

 

 

Segundo o Diretor-geral do Património Cultural, Nuno Vassallo e Silva, a escolha do Landau do Regicídio para primeiro coche a sair do atual museu «é simbólica, pois é um dos mais importantes do acervo, e foi o último a entrar, após o regicídio, pouco antes da implantação da República», em 1910. Nele seguia a família real, quando, em Lisboa, a 01 de fevereiro de 1908, um atentado matou o Rei D. Carlos I e o herdeiro, Príncipe D. Luís Filipe.

 

 

Ao todo, setenta coches foram transferidos por várias fases, quer do atual edifício museu nacional, no Picadeiro, quer do Paço de Vila Viçosa, no distrito de Évora, onde permanecerá também «um importante conjunto de coches e viaturas de aparato».

O atual edifício do Museu Nacional dos Coches, que celebra 110 anos de existência a 23 de maio, vai continuar aberto ao público com um núcleo dedicado à rainha D. Amélia.

 

 

Este fim de semana, festa de arromba. Abertura do novo Museu dos Coches mete charanga, arte equestre e carros clássicos. O museu abre às 10h e até às 18h (última entrada às 17h30) pode ser visitado livremente ou através de visitas acompanhadas à exposição. 

 

 

 

Notas – Fontes: esta e esta.

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sábado, 23 de Maio de 2015

O MURO DAS LAMENTAÇÕES

Alex Levin - (24).jpg

Alex Levin
 

 

 

“Uma jornalista da CNN ouviu falar de um judeu muito velhinho que todos os dias, duas vezes por dia, ia fazer as suas orações ao Muro das Lamentações e decidiu entrevistá-lo.

 

Pôs-se ao pé do Muro à espera e passado um bocado lá apareceu ele a andar com dificuldade, em direção ao sítio onde costumava rezar.

 

Esperou uns 45 minutos que o velhinho acabasse de rezar e quando ele voltava, vagarosamente, apoiado na sua bengala, aproximou-se para a entrevista.

 

_ Desculpe, chamo-me Rebecca Smith, sou repórter da CNN e gostava de o entrevistar. Como é que se chama?

 

_ Ytzhak Feldman.

 

_ Senhor Feldman, há quanto tempo vem rezar ao Muro?

 

_ Há uns sessenta anos.

 

_ Sessenta anos? Isso é incrível! E o que é que o senhor pede nas suas orações?

 

_ Peço que os cristãos, os judeus e os muçulmanos vivam em paz. Peço que todas as guerras e todo o ódio terminem. Peço que as crianças cresçam em segurança e se tornem adultos responsáveis. Peço amor entre os homens.

 

_ E faz isso há sessenta anos, todos os dias?! Como é que o senhor se sente?

 

_ Sinto-me como se estivesse a falar para uma parede...”

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

 

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Exposição de Artes Plásticas - Conceito

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últ. comentários

continuo a espera de voltar a ler-te
decidi ontem voltar a ser blogger, decidi voltar a...
Autor que não foi possível identificar: Andrew Atr...
De férias , para sempre. Fechou a loja... :-(
Curta as férias querida...Beijos
ABANDONODAVID MOURÃO FERREIRAPor teu livre pensame...
Ainda?Isso aí no Inverno é gelado ;-)
Como a Noite é Longa!Como a noite é longa! Toda a ...
vc e muito gostosa que ti comer

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