Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015

‘BOAS E BONITAS’ DO RUI ZINK

Andy-Warhol A.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Andy Warhol

 

"Ambrósio, apetecia-me qualquer coisa..." "Um comentário explosivo, madame?" "Ná. Outra coisa..." "Uma explosão, talvez?"

 

 

 

“Esta ditadura insuportável do «politicamente correcto» tira-me do sério. Durante séculos soubemos sempre – e ninguém levou a mal – que Deus era um homem barbudo, branco, já idoso mas ainda viril (como eu), vestindo uma toga e dormindo num edredão de nuvens (como eu). Agora vêm sugerir que talvez possa ter outra forma, género e até outra cor. Apre! Há limites para a insensatez destes fanáticos. Qualquer dia até nos vão tentar convencer de que Jesus era circuncisado...”

 

 

 

“Grécia Vila Morena.”

 

 

 

“Desculpem lá, mas Pedro Passos Coelho desta vez tem inteira razão. O governo grego está a cumprir as promessas feitas em campanha eleitoral?!? Por amor da santa, há limites para a demagogia...

 

 

 

ENTREMENTES, EM PORTUGAL... "Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas/cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas..."

[Maldita a hora em que Sérgio Godinho meteu esta lengalenga numa canção - acho que a culpa de sermos assim é toda dele, já que mais ninguém se acusa.]

 

 

 

“Dizem que o cérebro humano regista com mais atenção as coisas negativas que as positivas e está preparado para passar as culpas a outrém, por incapacidade intrínseca de assumir demasiadas responsabilidades individuais. Eu sabia: somos um povo genial!”

 

 

 

“VENDO - 150 euros, exemplar do Charlie Hebdo. (Não é o que pensais: não estou a fazer lucro com a morte. Estou apenas a tratar da vidinha.)”

 

 

“Já me avisaram para não contar intimidades no facebook, que se vem a saber tudo. Mas eu não resisto: esta é a canção que trauteio todas as manhãs ao fazer a barba.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 10 de Julho de 2012

‘NÚMERO DE DUMBAR’

Michele del Campo

 

"Nos anos 90, foi desenvolvida uma teoria antropológica batizada como "Número de Dunbar". Estabelece que o tamanho do neocortex humano - a parte do cérebro usada para o pensamento consciente e a linguagem - limita a capacidade de administrar círculos sociais até 150 amigos, independente do grau de sociabilidade do indivíduo. Foi baseada na observação de agrupamentos sociais em várias sociedades - de vilarejos do neolítico a ambientes de escritório contemporâneos. Segundo Dunbar, a definição de "amigo" é aquela pessoa com a qual outra se preocupa e com quem mantém contato pelo menos uma vez por ano. Ao questionar se o "efeito Facebook" teria aumentado o tamanho dos círculos sociais, percebeu que não.

_ "É interessante ver que uma pessoa pode ter 1,5 mil amigos, mas quando olhado o tráfego nesses sites, percebe que aquela pessoa mantém o mesmo círculo íntimo de cerca de 150 pessoas que observamos no mundo real" (…) As pessoas orgulham-se de ter centenas de amigos, mas a verdade é que os seus círculos são iguais aos dos outros."

 

Foram analisadas trezentas mil pessoas de todos os continentes.  "O efeito não é isolado em adultos mais velhos. Os relacionamentos fornecem um nível de proteção a todas as idades", afirmou Timothy Smith, outro pesquisador que participou do estudo. Smith alerta que a tecnologia pode levar algumas pessoas a pensarem que redes sociais face a face já não são necessárias. "Como humanos, encaramos os relacionamentos como algo garantido, somos como peixes que não notam a água. A interação constante não é apenas um benefício psicológico, mas influencia diretamente a nossa saúde física."

 

Uma pesquisa da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, sugere que ter uma boa rede de amigos e vizinhos pode aumentar a sobrevivência humana em 50%. Para os pesquisadores americanos, ter poucos amigos pode ser tão prejudicial à sobrevivência de uma pessoa como fumar 15 cigarros por dia ou ser alcoólatra. Acreditam que tomar conta de outras pessoas nos leva a cuidar melhor de nós mesmos. Perder o apoio social pode diminuir ainda mais a probabilidade de sobrevivência do que a obesidade ou sedentarismo.”

 

Nota – fonte que não foi possível, neste momento, identificar.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

UMA CORJA!

Autor que não foi possível identificar

 

As redes sociais têm vantagens e perigos – neste particular, a novidade não existe. Das vantagens enumero acréscimo de saberes, notícias anteriores ao conhecimento geral, encontro de gentes amigas em lugar incerto pelas curvas da vida. Dos perigos, sabemos. Alvo comum: crianças e adolescentes. Daqui a necessidade de prevenção familiar – para os mais novos, filtros, utilizarem o computador sito na sala onde pais e filhos se reúnem ao serão. E para os adultos? _ Cautelas e bom senso.

 

De mulher precavida, perspicaz e pragmática, ouvi relato em que ocupou a condição de protagonista. Os factos aconteceram há poucos dias. Por lhe ser necessário devido ao trabalho que desempenha utilizar o Facebook, nomeadamente o chat, deu por ela a ser incomodada por estranho. Considerou surreal que alto personagem militar americano, identificado, entabulasse «conversa». Ignorou-o. A criatura insistiu. Com ambos os pés atrás, optou por responder tendo como fito desembrulhar a situação. Em catadupa, chegaram-lhe escritos de amor eterno, de paixão assolapada, de a querer conhecer em breve, casar, conquanto estivesse, dizia, em comissão num teatro de guerra ou de fingido consolidar duma qualquer paz. O discurso parecia coerente, os dados fornecidos compatíveis. Ela ria dos escritos e desesperava pela ausência de falhas.

 

À medida das conversas corridas, empatando respostas de modo que o indivíduo(?) julgasse tê-la no papo, a mulher investigava. Tudo parecia certo e não houve buraco de agulha em falta na pesquisa. Eis pedido extraordinário: que ela tratasse em Portugal das diligências necessárias para a vir conhecer com o pretexto de ser a sua futura respectiva. Havia dinheiro envolvido para a ‘saída do campo’, impunha-se transferência de verba para o sofredor militar.

 

Por este tempo, já a mulher entrara em contacto com outras. Provou o que intuíra: _ Uma corja! Desta, nigeriana com o objectivo de endrominar mulheres em todo o mundo. Hoje, tem ‘amigas’ espalhadas por continentes, algumas vítimas da esparrela, outras tão argutas como ela. Impõe-se denúncia.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 11:48
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

UMA CABALA POR DIA E NEM SABE COMO SE DIVERTIA!

Adaptação de Manet, Christopher Zacharow

 

Inocente criatura é informada de cada uma! Após largos meses sem entrar no Facebook, deu-me para aquilo nos dois últimos. Imagem, vídeo, estado d’alma contido, gosto ou indiferença e dali não passei nas semanas anteriores. Não sou tão lerda que não haja admitido Big Brother comandando aquilo. Mas, perante as ociosidades que me deu na «mona» publicar ali, optei por «caganisso». Aliás, os «caganissos» proliferam nas redes e sociedades.

 

Eis senão quando, como nas histórias infantis, recebo advertência de teclas amigas: “o estudante de direito em Viena, Max Schrems, iniciou um processo contra o Facebook, a maior rede social do mundo criada por Mark Zuckerberg. Após muitas dificuldades, o estudante de direito conseguiu um CD com toda a informação recolhida durante os três anos em que fez parte desta rede. Quando impresso, o conteúdo do CD formava uma pilha de 1.200 páginas. Todo o material - histórico de chats, pedidos de amizade, posição religiosa, etc. - era classificado em 57 categorias que possibilitam facilmente a listagem de dados, descobrindo qualquer informação que se deseja; vida pessoal, profissional, religiosa ou política. Além desse material, mesmo as mensagens, fotos e outros arquivos que ele havia «deletado» continuavam armazenados nos servidores do Facebook.

 

Quando questionado sobre isto, o Facebook afirmou que apenas "removia da página" e não "deletava". Isso significa que, quando uma informação é publicada no Facebook, jamais é excluída. Após descobrir que o Facebook possui servidores na Irlanda, entre agosto e setembro de 2011, Schrems abriu 22 queixas contra a rede social no Irish Data Protection Commissioner, um órgão deste país. Para acompanhar o caso, o estudante de direito criou o site "Europe versus Facebook"[http://europe-v-facebook.org/EN/en.html].

 

Por mim, a quem aprouver faça bom proveito encaixotar virtualmente arquivos idiotas que me convertam em protagonista duma menoridade 'filme B’. Auto-elogio, entenda-se. Admitindo alguma verdade no relato, de tal não tenho dúvida, pois agora é que do ‘Face’ não arredo. Uma ou duas tontices por dia e está feito. Os manga «d’alpaca» cibernéticos que esperem até encher mais um cabaz de «cêdês». Dos meus segredos sei eu e não os pespego ali. Quem o faz pode sempre seguir a estratégia dos espertos de serviço escondidos através de quarentenas e bloqueios para que inimigos/'amigos de conveniência, respectivos - incluo maridos e namorados e amigos muito coloridos (o mesmo no masculino) - não vislumbrem pistas indesejáveis. Fica registo catalogado? E depois? Quando muito, sendo o parceiro atento e cliente do mesmo lugar não irá engolir aquela do “deixei-me d’aquilo’ sabendo-o viciado utilizador.

 

Em ludibriar, o estado de Samoa rodeado pelas águas do Pacífico é perito. Mudança legal de fuso e saltou de quinta à noite para sábado adiantando o novo ano. Bofetada com luva branca aos Estados Unidos que deixou lhes interessar como referência principal nas trocas económicas. Austrália e Nova Zelândia são parceiros comerciais mais interessantes e Samoa preferiu o fuso horário que os regula. Sem dia de aniversário ficaram os nados nesta sexta do ano da graça de 2011. «Q’arrebentem» de alegria dobrada hoje, sábado deles.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:39
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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

ARROZ E “DOU”

Angelo Morbelli, Arthur Sarnoff e Pat Dugin

 

Porque as soluções radicais da crise planetária em poderes e economias rodariam em 180º o mundo, vão surgindo paliativos. Pouco alteram, são migalha de broa inteira, dizem. Contraponho: das mudanças, por pequenas que sejam, novos ideares, outros comportamentos surgem. E porque água tanto insiste até que fura obstáculos rijos, melhor fazem os humanos se objectivo valoroso passar de individual a colectivo.

 

Tomemos como exemplo o hábito de poupar. Meio século atrás, em Portugal, era comum. A generalidade das famílias aforrava parte dos ganhos e constituía pé-de-meia para enfrentar futuro – educar filhos, dar resposta à doença se num mau dia fizesse deslizar o ferrolho. Hoje, poupar é slogan publicitário e os meios de comunicação ensinam o «bêabá» do gesto tão esquecido e diferente pela evolução social e sub-reptícios ou expostos apelos ao consumo. Ganhando pouco ou muito habituámo-nos à «chapa ganha, chapa gasta» - o Estado, os bancos tentaculados ao plástico dos cartões lá estavam para suprir faltas e saciar devaneios.  

 

Duas iniciativas simbólicas merecem atenção. O padre Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal revelou o desígnio da Igreja Católica em estimular a poupança substituindo a chuva do irritante arroz sobre os noivos pelas tradicionais pétalas de flores que bem podem ser sobras da actividade das floristas. Cálculo feito a um ou dois quilogramas por casamento, quarenta toneladas são desperdiçadas ao ano quando o cereal tanta falta faz a tantos. Gesto simbólico como outro também sugerido aos convidados de oferecerem presentes úteis ou verbas com a indicação de fatia estabelecida num cheque ter como destino obra social previamente escolhida. Na Escócia é procedimento comum. Como reagirão os noivos portugueses? Se faustosa a festa do casamento, concordo. Se simples e de acordo com as dificuldades do casal recente, melhor ajudá-lo com o possível.  

 

Pedro Saraiva, é um dos responsáveis da segunda, inovadora no país. Conta:

_ “O computador do meu pai avariou. O problema estava na placa gráfica e fiquei um bocado irritado com um informático que me disse que a placa nova custava 70 euros e o computador novo 200. Acabei por arranjar uma placa grátis que demorou muito tempo a chegar-me às mãos, o que me fez pensar numa forma de agilizar o processo para mudar mentalidades. Somos neste momento um dos países com um índice de reutilização mais baixo da Europa, o que quer dizer que alguma coisa não está correcta nos nossos hábitos de consumo.”

Nasceu o portal ‘dou.pt’. Facilita serem entregues a quem necessita objectos dos quais os doadores não precisam; vai ao «pormaior» de ter em “conta a proximidade geográfica e o círculo social através dos Facebook dos utilizadores”. Bem visto! Darei volta aos meus pertences úteis mas em desuso e pô-los-ei à disposição de quem os desejar, não esquecendo que roupas previamente limpas, produtos de higiene e outros de semelhante teor irão, como sempre fiz, para obras sociais ou para de quem conheço as precisões.  

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Sugestão de C..

 

publicado por Maria Brojo às 05:42
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

“VAI UM ABRAÇO?”

Mati Klarwein

 

A ideia surgiu em 2004. Um jovem habitante de Londres regressou à Austrália onde nascera. Em Sidney, assolaram-no desgostos: divórcio dos pais, doença grave da avó, rompimento com a namorada. Não optou por um copo para esquecer e outro para o caminho ou qualquer outra alienação para suavizar mágoas - antes preferiu estreitar relações com os próximos. Viria a receber duma desconhecida abraço espontâneo e caloroso. De tal modo o gesto o sensibilizou, que decidiu distribuir abraços na Pitt Mall Street. Juan Mann, nome que adoptou devido à pronúncia inglesa ‘one man’, postado sempre no mesmo lugar e nas quintas-feiras à tarde, abraçava passantes.

 

Fortuna do acaso, cruzou-se com Shimon Moore, vocalista da banda Sick Puppies que o filmou, bem como a tentativa policial de o impedir de abraçar quem consentia no gesto. Ao falecer a avó do ‘One Man’, Shimon, solidário, ofereceu-lhe e colocou no YouTube o vídeo que gravara, ‘Free Hugs’. A ideia correu mundo e muitas organizações a adoptaram. Hoje, nas Baixas de Lisboa e Porto, serão distribuídos abraços sorridentes por quem aderiu à iniciativa lançada no Facebook.

 

O poder de um gesto que transporta afecto solto mas genuíno é, por vezes, miraculoso neste tempo de frialdagem emocional e mau viver. Talvez o instante rompa quotidianos cinzentos. Talvez nasçam sorrisos. Talvez o regresso a casa seja mais esperançoso.

 

_ Vai um abraço?  

Conquanto já pródiga no riso e no toque, isto digo e direi, coração aberto, a todos que aqui ou nas relações familiares e sociais encontre, pressentindo necessidade de atitude calorosa. Mera cópia? _ Sim. E copiar não pode inovar quem o faz?

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:48
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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

“VAI PARA A CAMA, FACEBOOK”

G. Boersma, autor que não foi possível identificar

 

Saía da caixa de correio do SPNI e dei com esta: pai egípcio registou a filha com o nome primeiro de Facebook. “Facebook, já para a cama!” ou “Está na hora do banho, Facebook” serão algumas das frases que a criança ouvirá na infância. Jamal Ibrahim, o pai, decidiu baptizar a miúda, nascida no período conturbado há tempo curto, com o nome da rede social que serviu de elo importante entre apoiantes do ‘manda-fora’ o Hosni Mubarak. Revolução que às ortigas enviou o ditador. O jornal Al-Ahram refere muitas outras formas de gratidão, grafítis entre elas, à rede social que no Egipto conta cinco milhões de clientes. A curto prazo, continua o jornal, “teremos bebés no Norte de África e Médio Oriente com o nome de Google, Twitter, Microsoft e, quem sabe?, até Yahoo.” Olha a graçola!

 

Sempre considerei desvario heranças traduzidas nos baptismos. Estando vedado aos rebentos escolha do nome a carregar pela existência inteira, que pais e padrinhos não sigam modas ou, egoisticamente, tentem perpetuar beiras das eiras que a eles, não às indefesas e recentes criaturas, viram nascer. Isto digo com propriedade. Para registo burocrático de quem sou houve quatro hipóteses:

- a terceira * da família;

- a primeira Rosário por ter arribado à luz da noite no que foi dia e glorificou a Santa;

- Augusta por via da avó materna;

- Maria sem acrescentos.

Ganharam os conciliadores: Maria seguido da terceira da família. Uma pepineira! E a coisa pequena no berço, 53cm de comprimento e magrela, sem dar conta do que lhe dizia respeito.

 

‘Tadinha’ da Facebook! Bem pior está ela.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:17
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

‘VOCÊ LÁ, EU CÁ’


Lorenzo Sperlonga

 

Ocorreu escrita acerca de Bento XVI. Denunciou, ontem, “a inércia da hierarquia católica irlandesa, manchada por actos de pedofilia”. Há anos, pontificando João Paulo II, o muito amado - incluo-me -, a Arquidiocese de Los Angeles pagou 660 milhões de dólares a meio milhar de vítimas de abuso sexual quando menores. “A Diocese de Detroit foi à falência pelos actos cometidos por sacerdotes acobertados por bispos”. Mais tarde, biliões em libras e dólares pagos, como se metal vil compensasse sofrimentos. Tristeza, uma entre algumas, que outras igrejas e a Católica propiciam aos devotos por fé, que não pelas posturas hierárquicas.

 

Parei. Rebolados e sambas não propiciam seriedades. Clicado o Facebook, mais houve para saber. Li:

_ “O sonho de Teixeira dos Santos é ir para Governador do Banco de Portugal, mas parece difícil com o ano que vamos ter. Vitor Bento seria escolha de abertura.”

Resposta alheia:

_ “O Paulo Bento. Esse sim, está sem trabalho.”

Minha:

_ “«Me desculpem, vai», mas vou na hipótese do J.V. O homem foi leão valente. Para o BP somente por tampa/tacho, esquife à vista!, ou por bravura carimbada.”

Última:

_ “Árbitros profissionais exigem aumento dos subornos todos os anos”.

Resposta:

_ “Assim não dá! Uma mulher tenta escrever coisas sérias, vem aqui numa rapidinha, e dá com esta.”

Riso solto e desandou a (pouca) inspiração.

 

Demorei - alergia a redes sociais -, mas reconheço: desde há pouco, fiquei adepta do Facebook. Razão: é um ‘te avias’ de ideias e humor. Saídos do forno, pareceres de fazedores de opinião. Nunca da minha – preciso de juízos meus. ‘Você lá, eu cá’ nas breves com gentes admiradas. Submissão perante deuses terrenos? Nem um pouco! Apenas mais um gosto nos escassos lazeres.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:59
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

NO POMAR DE JESUS

Tamara Donahoe

 

De semana a semana, ou mais do que isso, por lá peregrino com nome vero. À caixa de correio habitual, chegam-me presentes, convites ou notícias ou adesão a causas. Quantos conhecidos e amigos passeiam naquele lugar? Muitos. Dão notícia. Intervêm. Motivam comparência em eventos culturais. Seguem o país e o mundo. Informações e pretextos para reflectir não faltam. Tudo constato em visitas de médico que não "João Semana". Uns dias m’advirto, noutros pico cartão de ponto virtual.

 

Desbocar naquelas andanças não era facto por mim lido - cada utente que me abrange conserva o bom senso e o registo conhecido. Por vezes, surpresa boa acontece e aproxima distantes. Ainda assim, pela escassez dos ócios, pouco adianto ao aceita/ignora. Shame on me!

 

Espantou a distraída criatura da qual não escapo, que pilotos da TAP esparramassem, ao léu e numa rede social, correres privados da empresa. Porque do acontecido nada sei além do ouvido/escrito, achei sublime formação sobre ‘Ética’ abrangendo os envolvidos. António Monteiro, porta-voz da TAP, afirma pura coincidência a escolha dos formandos e da formação. Punir? À pergunta respondeu ‘não é bem assim’. Instado, pela óbvia não-resposta, corrigiu: retirou o «bem». Melhorou sem convencer.

 

Num ponto, o homem possui razão: manda o senso distinguir público de privado. E quem julga inócuas as teclas quando as utiliza para o mundo, não aprendeu ainda que viver no “pomar de Jesus”* cria incómodos.

 

* Expressão provinciana que em três palavras educadas arruma ‘credulidade tonta’. Como se alguma não o fosse!

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

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