Sábado, 13 de Junho de 2015

''SANTO ANTÓNIO CANTA A HISTÓRIA''

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Grande Marcha de Lisboa 2015 

Autor música e letra: Eugénio Cardoso de Carvalho Lopes

 

 

 

Bem-vindos à cidade ribeirinha

Da faneca e da sardinha

Das varinas, dos pregões

Bem-vindos ao destino mais castiço

Do encanto e do feitiço

Da marchinha e dos balões

 

 

 

Bem-vindos ao Museu do Santo António

Dos anais, do património

Dos fiéis, das procissões

Bem-vindos à cidade que é do fado

De Bocage, do Chiado

De Pessoa e de Camões

 

 

 

(Refrão)

Lisboa, do Terreiro aos miradouros

És a jóia do tesouro

Que é o melhor de Portugal

Lisboa, dos Jerónimos à Sé

És o altar da nossa fé

És rainha e capital

 

 

 

Lisboa, vais cantar os parabéns

São p’ra Torre de Belém

Cinco séculos de memória

Lisboa, tens passado e tens “movida”

E nas Marchas na Avenida

Santo António canta a história

 

 

 

Bem-vindos ao cenário alfacinha

Dos telhados em escadinha

Das pombinhas a voar

Bem-vindos à cidade caravela

Da travessa, da viela

Do marujo a gingar

 

 

 

Bem-vindos ao estuário de ouro e prata

Da falua, da fragata

Do batel a navegar

Do Tejo dos romances, dos amores

Dos heróis descobridores

E dum povo que é do mar

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 09:55
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Domingo, 24 de Maio de 2015

FESTA DE ARROMBA

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O novo Museu Nacional dos Coches em Belém, da autoria do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, é composto por dois edifícios, com quatro pisos, que incluem duas salas de exposições permanentes, a sala de exposições temporárias, auditório, serviço educativo, laboratório, oficinas, zonas técnicas e administrativas.

 

 

 

Segundo o Diretor-geral do Património Cultural, Nuno Vassallo e Silva, a escolha do Landau do Regicídio para primeiro coche a sair do atual museu «é simbólica, pois é um dos mais importantes do acervo, e foi o último a entrar, após o regicídio, pouco antes da implantação da República», em 1910. Nele seguia a família real, quando, em Lisboa, a 01 de fevereiro de 1908, um atentado matou o Rei D. Carlos I e o herdeiro, Príncipe D. Luís Filipe.

 

 

Ao todo, setenta coches foram transferidos por várias fases, quer do atual edifício museu nacional, no Picadeiro, quer do Paço de Vila Viçosa, no distrito de Évora, onde permanecerá também «um importante conjunto de coches e viaturas de aparato».

O atual edifício do Museu Nacional dos Coches, que celebra 110 anos de existência a 23 de maio, vai continuar aberto ao público com um núcleo dedicado à rainha D. Amélia.

 

 

Este fim de semana, festa de arromba. Abertura do novo Museu dos Coches mete charanga, arte equestre e carros clássicos. O museu abre às 10h e até às 18h (última entrada às 17h30) pode ser visitado livremente ou através de visitas acompanhadas à exposição. 

 

 

 

Notas – Fontes: esta e esta.

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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Quinta-feira, 23 de Abril de 2015

"LISBOA SONG" - DIA MUNDIAL DO LIVRO

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Amy Yoes

 

Em 2010, abri as páginas de tom pérola editadas em formato acima do de bolso e capa rígida. Na segunda, em baixo, a frase de Virgílio Ferreira que tomara como minha pelo apreço ao título duma crónica escrita por Inês Pedrosa – “Da minha língua vê-se o mar”. Após essa, as outras páginas foram debulhadas com demora próxima da fruição dum enamoramento adivinhado, depois, certeza. Recordo a alvura do lugar feito de silêncio em que a paixão nasceu. Outras houve e perduram com idêntico começo: ao escolher um livro que arreda outros, experienciar alvoroço intenso e premonitório de inúmeros regressos às páginas com tal sortilégio.

 

É de amor a história de António Mega Ferreira que titulou “Lisboa Song”. Amor a uma cidade, amor a uma mulher estrangeira que pela mão do narrador descobre a novidade duma mancha urbana peculiar, quem a habita, quais as tradições e os costumes que a fazem respirar. Respiração nunca impositiva. Modesta, sim. Por isso, misteriosa, Por isto, encantatória.

 

A narrativa poética, as imagens recolhidas pela câmara de Amy Yoes não procuram o saudosismo duma Lisboa ‘para turista ver’ ou daquela outra que foi e já não é. Antes esmiuçam detalhes da contemporaneidade e da arquitetura duma capital onde miscelânea de gentes é olhada amorosamente. Nessa mole humana, os amantes descobrem-se com langor. O mesmo que transporta para a intimidade a lenta descoberta da cidade, lagarta branca ao sol como a descreveu Allain Tanner no filme “A Cidade Branca”. Neste, é um marinheiro suíço, Bruno Ganz, que, enfastiado da condição de embarcado numa “fábrica flutuante de gente louca”, aluga um quarto em Lisboa apaixonado pela solidão e pelo silêncio, pela brancura, brandura?, soalheira que invade frestas dos espaços, que é refletida nas ruas. No corpo de Rosa, Teresa Madruga, desenha cartas marítimas de amor.

 

Fascinam em “Lisboa Song” o relato das feridas da cidade, saradas ou não, a alma dos materiais e seu parecer, os signos dos tempos idos que o terramoto selou, o baile da luz e das sombras projetadas por telhados e esquinas em vielas esconsas. Na fala/dança erótica entre os amantes, memórias para que a cidade remete – a presença de Scarlatti em vinte ou vinte e um do século dezoito com a finalidade de ensinar música a Dona Maria Bárbara de Bragança, a mitologia de Ulisses.

 

“ (…) Perguntei-lhe, e depois?, ele fechou os olhos, voltou-se para mim, disse, não há depois, nunca houve depois na vida de Scarlatti, apenas uma frase na margem de um manuscrito, vivi felice, percebes?, é absurdo pensar que este homem sem biografia, entregue aos pequenos arranjos domésticos da sua sobrevivência, tenha podido legar à posteridade uma proposição tão obscena, vivi felice, sejam felizes, como se fosse a coisa mais simples do mundo, e ouve-lhe a música, não vês como até parece verdade? (...) ”

 

“Então ela disse: a cidade é dividida a meio pela memória de um cataclismo. Há cidades atravessadas por rios, as cidades inglesas definem-se pela linha do caminho-de-ferro, há canais por dentro de Veneza. Todas as cidades antigas são assim, fragmentadas, descontínuas. Mas esta cidade, insistiu, o que a define é uma memória. A memória da catástrofe. O Deus dos católicos não é infinitamente piedoso, a nas ser nas suas preces, acrescentou. Mas na cidade também não têm por ele uma consideração excessiva. Acreditam na Fé mas não a praticam. (…)”

 

António Mega Ferreira in “Lisboa Song”

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 10:00
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2015

O REI «FREIRÁTICO»

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O Rei D. João V não era pedófilo... mas sim «freirófilo»!

Quem não conhece a expressão “nem sempre galinha nem sempre rainha”?

O que muitos não saberão é que a origem dessa expressão é atribuída ao rei D. João V, conhecido nos manuais da história pelo “Magnânimo” mas também conhecido pelo “Freirático” por causa da sua apetência sexual por freiras.

 

 

Ficou célebre o seu tórrido romance com a Madre Paula, do mosteiro de S. Dinis em Odivelas, com quem teve vários filhos, os quais educou esmeradamente, ficando conhecidos pelos Meninos de Palhavã, porque residiam em Palhavã, no Palácio onde atualmente funciona a embaixada de Espanha em Lisboa.

 

 

A rainha era austríaca e muito feia, ao contrário do rei que era bem-apessoado. Talvez por isso o rei procurava outras companhias mais agradáveis. A rainha sentindo-se rejeitada ter-se-á queixado ao padre seu confessor.

 

 

Um dia o padre chamou o rei à razão; então o rei ordenou ao cozinheiro que a partir desse dia, o padre passaria a comer todos os dias galinha. Nos primeiros dias o padre até ficou satisfeito e deliciado com o menu. Mas passado três meses o homem andava agoniado e magro que nem um caniço, indo queixar-se ao rei, que o cozinheiro só lhe dava galinha.

Foi quando o rei com ar de malícia lhe disse.

_ Pois é senhor padre! Nem sempre galinha, nem sempre rainha!

 

 

CAFÉ DA MANHà

 

 

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Domingo, 3 de Agosto de 2014

AMANHECI, MEEI O DIA, ENTARDECI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

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Segunda-feira, 9 de Dezembro de 2013

O "GRANDE RÚSTICO" E A "GRANDE ALFACE"

 

  

Samuel Bak

 

Amar o Porto não é para qualquer um. Requer berço ou prolongado viver. Pressentir o aroma das bouças meada a distância de Aveiro para cima. Conhecer do Porto os verdes e azafamados arrabaldes rurais. Ter aprendido a gostar da exaltada frialdade marítima, do cheiro a maresia e da morrinha na face. Guardar o sabor das rabanadas degustadas em pleno estio na pensão anónima para as bandas de São Bento. Ler no granito a luz que ao céu parece fugir. Em cada pedaço de mica e feldspato ouvir o orgulhoso testemunho de por ali ter dealbado a nação que da cidade contêm o nome. Pressentir a luxúria no donaire das mulheres que nas calçadas tecem enredos com o pisar dos tacões. Saber ao lado a Lello, o Majestic e a Foz. Cidade com vinho a que emprestou o nome e pelo mundo afaga palatos.

 

Olhando de baixo para cima, que é como quem diz da “Grande Alface” para a Invicta, é estranhado o labor, a austeridade parda e o falar. Envaidecidos pela ausência de sotaque, garantem ser falado em Lisboa o português comum, enquanto no “Grande Rústico” – assim os «alfacistas»* veem o Porto – são trocadas letras entremeadas com palavrões. Sei de um lisboeta que pela profissão foi “desterrado” para o lugar onde li começar o Sul. Testemunhou: “Nunca me habituei ao falar à moda do Porto. Não padeço de snobeira, apenas em Lisboa não se fala assim. Enquanto andei lá em cima, todos os natais saiamos de carro, eu e o meu chefe de vendas, para presentear com cifrões os polícias-sinaleiros. Como ele falava com os polícias!... Indescritível. Em Lisboa, ia preso no início da primeira frase - Ó meu cab... toma lá uma prenda aqui do doutor; compra um casaco de peles à tua mulher pra ela não ter que sair à noite! O polícia respondia: «Oh seu Moreira, obrigado, muito obrigado e deixe lá que eu não tiro o olho daquela pu....!»”

 

Um lisboeta jamais entenderá a força do peculiar dizer: "vê se micas por aí o picheleiro e manda-o à loja das miudezas antes que desatine com este moinas que me perdeu a chave do aloquete!"

 

Havendo a precisada campanha eleitoral agora, importa a tendência do voto das peixeiras dos mercados do Bolhão e de Matosinhos. Sabendo-as capazes de rachar um cavaco ali mesmo, os políticos engomados e «branquelas» saídos dos gabinetes assépticos de onde olham o país, “vêem-se à brocha**” com elas. Temem o corpo-a-corpo e o bate-boca com mulheres aguerridas que o dia «alevanta» pela quatro da manhã. Tanto lhes podem estalar o esqueleto no aperto dos abraços, como atirar-lhes ao fato Boss o chicharro ensanguentado da véspera.

 

Os candidatos da «estranja» sabem lá o que é a dureza dumas eleições à portuguesa!... O Obama dividiria reações por ter interrompido a primeira campanha à presidência para visitar a avó doente no Havai. A mais provável seria: “Ai que o meu rico (...)

 

Nota: há minutos, texto publicado aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:38
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Segunda-feira, 22 de Julho de 2013

“LISBOA SONG”

 

Alexandra Prieto

 

Reli, treli - outros prefixos quantitativos descreveriam melhor o número de visitas às páginas encantadas – uma história de amor do António Mega Ferreira que titulou “Lisboa Song”. Amor a uma cidade, amor a uma mulher estrangeira que pela mão do narrador descobre mancha urbana, seus habitantes, suas tradições e costumes.

 

A prosa poética, as imagens recolhidas pela câmara de Amy Yoes não procuram o saudosismo duma Lisboa para turista ver ou daquela outra que foi e já não é. Antes esmiuçam detalhes da vida contemporânea e da arquitetura duma capital onde miscelânea de gentes é olhada amorosamente. Nessa mole humana, os amantes descobrem-se com langor. O mesmo que transporta para a intimidade a lenta descoberta da cidade/lagarta branca ao sol como a descreveu Allain Tanner no filme “A Cidade Branca”. Nele, é um marinheiro suíço, Bruno Ganz, que, farto da condição de embarcado numa “fábrica flutuante de gente louca” aluga um quarto em Lisboa apaixonado pela solidão e pelo silêncio que nela experimenta, pela brancura soalheira que entra através da janela e nas ruas. No corpo de Rosa, Teresa Madruga, desenha cartas marítimas de amor.

 

Fascinam em “Lisboa Song” as cicatrizes, texturas, a coreografia das esquinas feita de luz e sombras, os símbolos que remetem para linhagens várias: o terramoto, a memória de Ulisses, os ecos de Scarlatti.

 

“Então ela disse: a cidade é dividida a meio pela memória de um cataclismo. Há cidades atravessadas por rios, as cidades inglesas definem-se pela linha do caminho-de-ferro, há canais por dentro de Veneza. Todas as cidades antigas são assim, fragmentadas, descontínuas. Mas esta cidade, insistiu, o que a define é uma memória. A memória da catástrofe. O Deus dos católicos não é infinitamente piedoso, a nas ser nas suas preces, acrescentou. Mas na cidade também não têm por ele uma consideração excessiva. Acreditam na Fé mas não a praticam. (…)”

 

António Mega Ferreira in “Lisboa Song”

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

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Terça-feira, 25 de Junho de 2013

CONTO SEM ACRESCENTO DE PONTOS

 

Gigi Liverant

 

Reunião tardia. Noite descida sobre Lisboa. Eixo Norte/Sul desentupido. À ida. Pela vinda, empanturrado no acesso de Campolide.

 

Pontual, fruiu das velas e do chá quente e dos bolinhos miúdos que aqueciam o ambiente austero. Não lhe sentiu o peso no breu urbano por conhecê-lo leve durante o dia.

 

Ela sentava-se num dos sofás forrados com pele castanha. Sorriso fácil, presença afável. Por tudo, linda. Mãe competente de trindade juvenil. Profissional exemplar. Discreta, levantou-se. Sussurrou a razão:
_ Pela tua simpatia, pelo apoio quando precisei. É símbolo, não valor. Sei que o lerás tal qual pretende ser.

 

Abraço forte, emoção surpresa. Afeto na ponte infinita do amplexo. Dourado o embrulho pequeno. Passado de mão para mão. Deixou-o por abrir – não havia tempo nem sentido no interromper do decisivo. Guardou-o na pasta/apêndice, entalado entre o computador mínimo, dossiês e «micas» empapeladas. Gesto selado pelas faces que os lábios afloraram. Anos partilhados no mesmo local de trabalho. De novo, o muito perto feito essência. Rara. Fragrante.

 

Quando largou os pesos dependurados no ombro e nos braços, repetiu das chegadas os hábitos. Procurou o presente entretanto amarfanhado. Cautelosa, suprimiu os dourados. A caneta surgiu como potro de raça capaz de, num ápice, galgar o traço ou a palavra até campinas sem fim. Juntou-a aos bens raros que guarda, dá serventia, não se diluam numa gaveta e sem préstimo aromas de momentos felizes. 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

ESTRELA QUE PERDURA

 

Caricatura de João Villaret, por António na Estação do Metro Aeroporto, Lisboa

 

Hoje, João Villaret completaria cem anos. Homem da cultura, do teatro, divulgador da poesia nomeadamente de Fernando Pessoa, José Régio, António Botto e de outros grandes poetas. Declamava como ninguém ao fazer uso do seu talento de ator.

 

Quando alguns, não a maioria dos portugueses devido à atávica pobreza e ao atraso de Portugal, tiveram acesso à televisão, a sua presença assídua acompanhada ao piano por António Melo, tornou-o «estrela» admirada por todos. Tinha luz, sim. Própria, única, que continua a brilhar na história da nossa cultura e tradição.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

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Domingo, 10 de Fevereiro de 2013

AMIGAS NA «CANTINA» COSTUMADA

 

Visão primeira

 

Visão segunda 

 

Visão terceira

 

Detalhe - 'o ponto de arroz' perfeito

 

A fotógrafa

 

 

O exterior

 

 

À saída

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

No início dos afetos, concertos no 'velho' Coliseu.

 

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Domingo, 18 de Novembro de 2012

GALERIA INESPERADA E O LUGAR

 

       Num centro de imagiologia, entram jejuns, ansiedades, temores. Pontualidade é lema e pena – se alivia quem as máquinas esperam, sobra pouco do tempo dedicado ao despacho do “vamos a isto que se faz tarde”. Porque nas paredes obras de arte com qualidade são muitas, somente quem da máquina fotográfica faz recheio diário da mala tem o gosto de levar para casa tanto belo acumulado. É certo, as imagens recolhidas de pinturas que verniz final reveste serem feridas com o brilho do flash. Mas que importa se o testemunho satisfará, ainda assim, a necessidade estética que todos temos?

 

        Desemboca a porta estreita do centro de imagiologia nos Restauradores. E é o belo que persiste no casario, nos ícones arquitetónicos deste lado da Baixa.

 

 

José Guimarães

 

 

 

 

 

 

Nota: apenas mencionado um autor por demais conhecido e pela inexistência de assinatura visível ou, existindo, dificuldade em identificá-la.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Em 2011, Melody Gardot passa seis meses em Lisboa, um lugar em que gosta de escrever e descreve como lugar de paz, lugar para esquecer o trabalho, esquecer a maquilhagem. As influências de Lisboa apareceram bem visíveis no seu terceiro álbum, editado em Maio de 2012, The Absence. Inclui as canções "Lisboa" e "Amalia" que nada tem que ver com a rainha do fado Amália Rodrigues, mas com um pássaro de asas partidas que, um dia, pousou ao pé de Melody, em Lisboa.

 

 

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Terça-feira, 6 de Março de 2012

MARIA HELENA E ARPAD

Vieira da Silva

 

Da pintora Maria Helena Vieira da Silva, cumpridos hoje dez anos após a sua morte, é dito utilizar a técnica da perspectiva, surgindo os óleos num processo work in progress. Par de temáticas: “representação não mimética da realidade e a utilização do quadrado.”

 

A Sotheby's vendeu, em Paris, por mais de um milhão de euros, o Inverno, última pintura à direita, de Vieira da Silva. A propósito do facto e à laia de comentário, num sítio qualquer, li: _ “É capaz de honrar mais a Cultura portuguesa do que a transferência de Mourinho para o Real Madrid e o pontapé de Ronaldo... Mas... quem sabe? Quem sabe o que se considera, hoje e aqui, em Portugal, cultura?”

 

Se a interrogação retém alguma verdade, comparar futebol com o legado da Vieira da Silva, é obra!

 

Arpad Szenes 

 

O marido, Arpad Szenes, dela era distinto no imaginário traduzido nas telas. Enquanto “As Cidades” da mulher são dinâmicas e perturbantes, as de Arpad inspiram tranquilidade. Arpad viveu o bastante para assistir ao real da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva em Lisboa.

 

"Luta com um anjo", Vieira da Silva 

 

Apesar das glórias, desgostos e idade, Vieira da Silva continua a pintar. Sabe que o outro lado não estará muito longe. Ainda em 1992 pinta uma sucessão de têmperas, com o título "Luta com um anjo". É o prenúncio do fim. Vieira da Silva não é dada a grandes místicas, mas há sempre interrogações que se colocam:

_ Às vezes, pelo caminho da arte, experimento súbitas, mas fugazes iluminações e então sinto por momentos uma confiança total, que está além da razão. Algumas pessoas entendidas que estudaram essas questões dizem-me que a mística explica tudo. Então é preciso dizer que não sou suficientemente mística. E continuo a acreditar que só a morte me dará a explicação que não consigo encontrar.

 

A 6 de Março de 1992, faz hoje dez anos, Vieira da Silva morre em Paris.Partiu ao encontro de uma explicação. Será que a encontrou?

 

* http://www.vidaslusofonas.pt/vieira_da_silva.htm

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

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Sábado, 8 de Outubro de 2011

NÃO ME TRAIAS!

Carlos Botelho

 

Lisboa, tão bela, depois da Estrela arrisco desgostar-me dela. Inaugurado o regresso com filas de trânsito na curta distância desde casa até outro ninho de afectos, preciso, com urgência que se me não tolde a visão e relembre os encantos da cidade ribeirinha, das colinas, dos recantos ternos que não dos arrabaldes, pensões Estrelinha nocturnas, onde há feiura, lixo e mau no cimento erguido.

 

Coimbra, lar outro, já piora no terço do caminho andado desde a limpeza e vida simples de Gouveia. Em Lisboa, gaiola que me aprisiona – sentimento por uma vez experimentado há quinze anos num retorno semelhante. Nunca depois com desconsolo tão grande como ontem. Faltam-me lonjuras, sobram «repolhos» que entopem vidraças. Faltam-me “bons dias” de quem não conheço, sobram apitadelas e gestos impacientes. Falta o conforto dos cheiros da terra, as regas do entardecer, acessibilidades pacíficas; transborda na taça desgostosa a secura das árvores que tentam amenizar de modo raquítico a quentura dos passeios separados por alcatrão.

 

E, Lisboa!, demando entre os liozes, calcários outros e basalto a tua sedução feiticeira. Garanto-me disponível para sentir e rendição. Não peço engodos, apenas que te reveles num novo surpreendente sem rasgares cambraias ou o linho do Tejo onde adormeces nua, ondulante, coberta com lençol de estrelas, afagada pelo rumorejar dos cais e embarcações.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 16:50
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

À DIREITA, À ESQUERDA

Autores que não foi possível identificar

 

Por sugestão afectuosa de quem muito prezo quis saber como funcionava a Assembleia Municipal de Gouveia. Reunião aberta ao público que aproveitei sem hesitar – isto de ter nascido num concelho em que dos responsáveis pelo seu governo autárquico não conheço a maioria dos rostos e respectivas funções era ignorância necessitada de remedeio. Dezena e meia de munícipes, número estimatado pois não os contei, ocupavam assentos dispostos ao fundo da sala; não chegavam para todos, é certo, mas bem encostados os primeiros a chegar couberam mais alguns. Agradou-me constatar o interesse daqueles que, como eu, gostam de saber em primeira mão o andamento das decisões, a capacidade interventiva e de argumentação dos vereadores, deputados e dos Presidentes das Juntas de Freguesia. Acto de cidadania que reprovo não exercer em Lisboa como me era devido.

 

Bem marcada, como soe acontecer, a localização dos representantes eleitos segundo a falaciosa divisão entre “esquerda” e “direita”. Mais numerosas as inscrições para intervenção no período antes da “ordem do dia” dos membros presentes do PS e da deputada do PCP do que as do partido dominante. Alegrou-me o espírito combativo dos representantes das freguesias pugnando pelos interesses das populações. Fiquei a conhecer problemas a carecerem de urgente remedeio em aldeias - um que envolve fontes públicas ainda remoo -, e tantas são!, abrangidas pelo concelho. A maioria, conheço, mas regressei com o propósito de visitar uma a uma aquelas cujo nome é tudo o que lembro. Minto: _ Também identifico a respectiva localização no imenso vale abrangido com o olhar a partir do terraço no piso cimeiro. Acudiram-me memórias ternas dos intervalos de tempo nele fruídos na companhia do avô e/ou do pai em que cada uma era apontada e delas contadas histórias d’antanho. Época rica que preservo em moldura de amor.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

À CAUTELA

Anthony A. Gonzale, Bob Cornelis

 

Nesta cidade de Lisboa onde já pinga Outono nos ventos que correm nuvens e bamboleiam plátanos jovens, foram abertos gavetões, gavetas e outras em ponto menor. Achados pertences em desuso, alguns nenhum ou pouco uso contabilizam por terem sido adquiridos ‘numa’ de just in case. A cautela trouxe-os, o case não aconteceu - jamais pernoitou, até agora, gentiaga amiga ou de família que justificasse estreia ou emprego consecutivo dos haveres armazenados. Como não há feitio para desperdiçar existências, repousam em sacos, prontos a marcha que termina na casa beirã em remodelação. Com a tarefa exaustiva de espiolhar arrecadação e armários veio sinal de alerta: coluna dorida. No entusiasmo e pressa, posta de lado a postura correcta para levantar pesos – abdómen contraído, costas aprumadas, dobrar os joelhos. Fica o aviso para a barrela do tecto ao chão que daqui a par de dias começa. Ver tudo reluzente dá gosto, mas, preferencialmente, com a mulher em condições de executar, sem parança, o necessário. E o Senhor Mário que se vá preparando para os socalcos e muros de granito que os sustêm bordejados por sebes de crescimento rápido porque as videiras, de tão antigas, orgulhosas sobreviventes, surgem aqui e ali desalentadas. O resguardo das prometedoras, havendo saber e cuidado, lembrará o esplendor rural de outrora, a azáfama das vindimas, a feitura do vinho no lagar da loja, o cheiro a mosto.

 

É o Outono que chega nos sinais da Terra, da atmosfera, das memórias, na malha sobre os ombros, na vontade de preparar «outonos» de algumas vidas que a boa Estrela acoita e acoitará.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

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