Quarta-feira, 8 de Abril de 2015

RAPARIGUINHAS DE LISBOA

Terry Rodgers - The Curious Brain.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Terry Rodgers – “The Curious Brain”

 

 

Esvoaçam em bandos pela cidade. Rostos falando de primavera. Cabelos soltos levantados pelo vento ou pelo gesto de os prender no elástico que trazem no pulso. Botas rasas mal amanhadas ou ténis de sola grossa. As gangas escorregam na anca e desenformam o corpo. Trouxas de roupa. Algumas aventuram mostrar o peito; o fundo da barriga, quase todas. Casual wear, extremado. Sweats com capuz, blusões de penas ou camisola ligeira desafiando o Inverno. Rostos lavados. Malas pequenas na mão, quando muito um dossiê e um manual numa mochila simbólica. Os livros ficaram em casa. São as rapariguinhas de Lisboa.

 

 

A noite transfigura-as em projetos de mulheres. Cuidam, combinam, compram, cambiam a roupa que emoldurará a transformação. Ousam a maquilhagem - lápis negro e sombras nos olhos, bâton nos lábios com um pingo de gloss. No olhar, nas bocas e no corpo o brilho de todas as ilusões. O apetite pela transgressão inaugurado com um shot. E riem. Muito. A mão sobre-erguida aperta entre os dedos um cigarro. Os corpos mal cobertos por tiras de roupa. Meneados ao som da música. Colados à parede e a corpos masculinos que simulam dança. Que é. A dança do desejo. Da vontade de curtir. Desfrutar a liberdade à revelia dos olhares censórios dos pais - pela postura, pelo visual, pelos requebros de incêndio. Nos sítios da noite, estão fantasiadas de capa de revista adolescente. Que não admitiriam parecer. Mas parecem. Sem que isso as constranja. Insuportável seria a liberdade comedida e, por isso, fugitiva. Mulheres incipientes. Rapariguinhas de Lisboa.

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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Quarta-feira, 5 de Março de 2014

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

 

Terry Rodgers                                                                                                          Terry Rodgers

 

A Agência de Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA) realizou em 2012 estudo sobre violência contra as mulheres. Abrangeu 42 mil mulheres europeias. Alguns dos resultados conhecidos ontem:

- 43% disse já ter sofrido de algum tipo de violência psicológica que incluem humilhações, ameaças físicas, proibição de sair de casa ou ter ficado sem as chaves do carro por ação do companheiro;

- 30% afirmou já ter sido violada pelo menos seis vezes pelo companheiro. Destas mulheres, uma em cada três denunciou o caso à polícia, mas 25%preferiu o silêncio por vergonha:

- uma em cada três mulheres já foi vítima de violência física ou sexual;

- uma em cada cinco foi vítima do marido ou do companheiro;

- entre os tipos de violência física mais comuns estão o empurrão, a bofetada, o agarrar pelos cabelos, ou atirar a mulher contra uma parede;

 

E no que a Portugal respeita? Conclusões:

- acontecendo a agressão no casal, 27% envolve mulheres desempregadas e 23% com mais de 63 anos;

- uma em cada quatro portuguesas já foi vítima de violência física ou sexual;

- 51% das mulheres que sofreu este tipo de violência não tinha trabalho;

- uma em cada três mulheres foi vítima de assédio sexual;

- 55% silencia o assédio por julgar resolver o assunto sozinha;

- 60% das entrevistadas pensa ser muito comum a violência contra as mulheres;

- 37% das portuguesas conhece alguém que já foi vítima de violência doméstica;

- Portugal lidera o grupo de países onde a violência contra as mulheres apresenta valores mais baixos.

 

A Dinamarca, a Finlândia e a Suécia são os países com mais abusos, o que pode ser explicado por questões culturais, como o maior número de anos no mercado de trabalho ou os hábitos de consumo de álcool.

 

Nota: dados recolhidos aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Joan Manuel Serrat - Puedo escribir los versos mas tristes esta noche (poema de Pablo Neruda)

 

publicado por Maria Brojo às 09:02
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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

A GERAÇÃO DO ECRÃ

 

 

   

Terry Rodgers – The Good Life                                                                                                  James Cochram

 

Hoje, os noticiários da rádio anunciam diminuição da violência nas escolas, ainda que por contabilizar os números de par de anos anteriores ao estudo. Outra notícia de abertura é a da reunião do Ministro da Educação com representantes das universidades e das Associações Académicas. Praxes em debate ao poderem conduzir a vis agressões, submissões indignas e outros crimes. Somente após a tragédia do Meco que rapinou à vida seis estudantes e como é costumado no nosso país, o caso merece seriedade nos debates sobre as praxes que já anteriormente haviam tido brados, entretanto, esquecidos. Curtas memórias desembocam, não raro, em gravidades exponenciais.

 

Vem a propósito relembrar texto recebido há anos sem que possa identificar o autor por fazer alguma luz sobre possíveis razões antecedentes do descalabro a que chegámos.

 

“Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.

Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os 'Morangos com açúcar', só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.

Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.

Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo o Ministro - que não entra numa escola sem avisar - é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas).

Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!

O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.

Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.

Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.

Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.

E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.

E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.

Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.

Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.

E durante anos, os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.

A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.

A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.

A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.

E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.

E nós deixamos.”

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:40
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Quarta-feira, 24 de Julho de 2013

«BICHOS CARETAS» E ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS EXAMES NACIONAIS

 

Golem Randis, Terry Rodgers

 

Conhecidos os resultados dos exames nacionais do 9º ano e do ensino secundário, merecem destaques as médias obtidas em Português, Matemática, Física e Química. Nas duas primeiras disciplinas, aumentaram (são positivas), conquanto os professores corretores tenham, em ambos os casos, diagnosticado dificuldades na compreensão dos textos e em respostas organizadas coerentemente. Nas disciplinas de Física e Química as médias nacionais baixaram para os 8,1 valores. Convém lembrar que a aprendizagem destas ciências envolve três componentes que a distinguem das demais: teórica, teórica/prática e laboratorial.

 

Sem espanto, recebi a notícia. Experimentara o ridículo de turmas do 12º ano em situação de avaliação escrita dos conhecimentos adquiridos em Química ficarem com as esferográficas quedas em presença de um enunciado. Interrompia o silêncio com o querer saber da causa, simulando desconhecê-la. Resposta em coro: _ "Por favor, leia a professora o enunciado". E lia com a pontuação devida. E os alunos respondiam sem dificuldade. Nas aulas seguintes, relembrado o dito e feito anteriormente: leitura cuidada, resposta organizada por itens, utilização das palavras-chave do tema proposto. Mais treino. Próximo teste: não era sequer admitido pedido semelhante.

 

Quem segue o percurso escolar dos alunos e a sua relação com as políticas educativas e vida familiar, sabe que os hábitos de leitura são, na generalidade, medíocres. Uma das razões é a falta de tempo para acompanhamento dos filhos devido a pais embrenhados no pão nosso de cada dia. Outra condicionante é o mau alinhamento das prioridades na família – a televisão como descanso no final do dia, também presente durante as refeições em vez de diálogo com os infantes, discutir um livro acabado de ler, permitir que eles troquem leitura por mergulhos à solta nos jogos de vídeo, skypes e congéneres. Para tudo há tempo, havendo critério e disciplina. Da escola e dos pais também.

 

Por outro lado, surgem intenções ministeriais de regulamentar doutro modo o acesso à carreira docente: exigida aos candidatos a nota mínima de 14 valores na licenciatura. Não é garantia de empenho e qualidade no ensino, mas, pelo menos, diminui o risco de ser professor qualquer «bicho careta» que procura um emprego e não um trabalho sério e responsável.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:38
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Quarta-feira, 14 de Março de 2012

CIÚMES, CIUMEIRAS

Terry Rodgers

 

Ninguém está imune ao sentimento menor do ciúme. Irrompe nas relações familiares, nos elos com amigos, com parceiros amantes. Vasculhando o íntimo, seja pragmática a análise, encontraremos resquícios, quiçá exacerbado o sentimento. A fantasia doente pela maleita deturpa banalidades e delas dramatiza ociosidades inocentes.

 

Situações declinadas por razões várias afetam a auto estima e o indivíduo fica vulnerável. Menos sofreria fosse perfeito o insinght - "capacidade de entender verdades escondidas etc., especialmente de caráter ou situação" portando um sentido igual a "discernimento" ou "a capacidade para discernir a verdadeira natureza de uma situação", o ato ou o resultado de alcançar a íntima ou oculta natureza das coisas ou de perceber de uma maneira intuitiva.”

 

Existem amores sem ciúme? Digo não. Qualquer indivíduo é frágil estando em causa o malquisto sentimento de posse. Racionalizando, dele conhece a menoridade. Mas as emoções primárias fazem parte do helicóide genético, condicionam instintos, atitudes, mesmo que o consciente esteja vigilante e, ainda assim, debite olhar vesgo nos comportamentos.

 

Estimular a auto crítica, reflectir sobre o feito e a fazer, remedeia e é profilaxia de inconsequências ridículas.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:21
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

LOUCURAS PARA ELE

Mark Young, Terry Rodgers

 

Li num sítio que veio às teclas em buscas múltiplas. Como soe o meu costume, desandei, avancei e, ao querer retornar ao início, a distância apagara vestígios. Vício a carecer de cura - necessito registar fontes intermédias, porque o volta atrás na rede das múltiplas janelas perde meandros do caminho. Podia ter pesquisado no Google - escasseava o tempo. 

 

Assunto: “7 loucuras para ele”. Chegada ali, abespinhei-me. Somente como destinatários os homens? À conta de quê? Do papel de macho/alvo de conquista pelo mulherio? E nós, as locatárias do gineceu? Servas de apetites que ignoram os nossos? Por cedência, escravas de artifícios? Capturar homem como forma de status através da sedução/presença/partilha/seguro de vida? Para eles existirão recados semelhantes?

 

Nos meandros do breve passeio na «rede», enviei para longínquo jardim de malvas as sete sugestões. Retive pensar harmónico com o meu: necessitarem de cautelas insanidades/fantasias. Sexóloga de renome escreveu e sintetizo: “«loucura sexual» é o que cada um considera como além dos limites educacionais, religiosos, sociais. Individual, portanto, acrescenta as loucuras quase sempre padronizadas, envolvendo fantasias como roupas, acessórios eróticos, sexo em locais públicos, sexo a três e troca de casais.

 

Vai mais longe e previne: “antes duma «loucura sexual», é sensato ponderar repetidas vezes para não advirem arrependimentos ou crises posteriores. Na imaginação, tudo é perfeito e tem happy end garantido. O concreto pode ser diferente – no real, lidamos com as consequências de todos as nossas atitudes. Importante é verificar se o casal está de comum acordo, se nenhum dos elementos do par é agredido física e/ou psicologicamente."

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:09
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Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

TARDE E EM HORA RUIM

Terry Rodgers

 

Começou tarde e em hora ruim. Numa aposta estúpida envolvendo a saúde de outrem, ela, que nem o cheiro suportava, experimentou fumar. Corriam, recém-inaugurados, os trinta anos. Até ali, passara ilesa à tentação do cigarro mesmo quando dois terços da Academia sugavam nicotina e outras ervas e coisas químicas como quem chucha no biberão.

 

Tempos foram passados, e, tarde de Junho cálida desbaratada seleccionando papéis, após dois ou três pregos queimados de enfiada, mandou fora o isqueiro e os ditos. Eram decorridas duas semanas, e o apuro do cheiro perdido regressou – deu por ele caminhando num passeio à beira de estrada caótica pelo trânsito. Entre as fumaças ejectadas, sentiu aroma de alfazema. Dum lado o fedor alcatroado, do outro, muro protector de obra em construção. Contornou-a. Entre pedras sobrepostas, hastes de alfazema piscaram-lhe as pétalas dizendo: _ foste atenta e o prémio já o tens.

   

Três anos limpos. Quebrados por mão amiga que numa festança de truz em Alentejo cerca insistiu numa cigarilha. Experimentou e desgostou. Não repetiu. Mês depois - espectáculo picante. Oferta repetida. Aceitou, aspirou, engoliu o prazer até ao fim. E foram dois anos de «minis» entre dedos e cigarros nem vê-los. Cansou as cigarilhas – aliás cansa-a e destrói-lhe o ego fumar pela liberdade diminuída quando em voo, reunião ou espectáculo ou maço vazio ou pela indesculpável «carneirice» da mão escondida quando fotografada. Mês e meio marcado na agenda, sucumbiu à nicotina «encigarrada».

 

Vão mais seis meses. Ontem, foi a renúncia. O primeiro dia correu entusiasta. Lembranças da coisa malvada num instante este ou aquele. Suspiro vão ordenado pelo querer.

 

15 PREGOS AFOGADOS

 

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 06:20
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Domingo, 7 de Março de 2010

DO “BIGODES”, TERAPIA ANARQUISTA

 

Terry Rodgers


Ignorância sem limites. Minha. Não fora o Zeka, desconheceria Roberto Freire e o conceito/prática ‘somaterapia’. Pelo não saber deste remédio «pia», fui à Wiki. Dizia-a terapia corporal baseada em teorias psicanalíticas de Wilhelm Reich e conceitos anarquistas. Enlace curioso! Somada a títulos publicados – “Sem Tesão Não Há Solução” e “Ame e Dê Vexame” –, aumenta o apetite a frase lida “Qualquer um que pretenda viver com mais liberdade tem, necessariamente, que passar por Roberto Freire”. Vadiei numa prosa empolada e poética de homenagem ao ‘Bigode’; segundo a autora, inspirador de mudanças nas vidas.

 

Pobre Teresa C. sem nada saber até às novas virtuais! Não se quedou. Foi além, dispensando a Fnac. Pensou frases e títulos do ‘bigode grisalho’, dito insuportável esquerdista/anarquista. Interpelou-a o resumido cartão de visita fundamentado em nexos polémicos: rebeldia e esquerda como conceitos inseparáveis. Classificado como “persona liberal, libertária, libertina.” Frase emblema - "Ela tinha algumas atitudes burguesas, mas era gente boa."

 

“Verdade, verdadinha”, dizer aprendido pela «burguesinha» nas férias beirãs, é determinante o desejo tocado na vida pessoal e a dois. Sem ele, está condenado nó romântico ou acidente horizontal - em pé, agilidade extra. Indispensável no quotidiano «conjugalizado». ‘Existe ou não’ como abcissa na proporcionalidade directa com a ordenada dos entendimentos felizes. O amar salgado com possibilidade de escândalo social somente alguns atrevem. Segundo os  experimentados, bom demais, de menos dizem os mesmo eles aos que apelam de convencionalistas prudentes ou habituados a lençóis sacros. Esticados.

 

Exortar através da cenoura "Nem sabem o perdido comandado pelo bom/mau-senso!" não é um mal; condicionar, exibindo fio-de-prumo universal, comportamentos/decisões individuais, sim. Pelo lido, o 'Bigodes' não o fez.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 10:46
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

GREGOS? _ NÃO SÓ!

Terry Rodgers


Organizações internacionais e credíveis que esmiúçam contas dos países garantem estarmos a ficar ‘gregos’. Falsa a economia portuguesa. De faz-de-conta a saúde das finanças nacionais que esmifra, sem dó ou piedade, os forçados clientes. Não temos petróleo, à agricultura e à indústria falta pujança. O tino no gerir da ‘coisa pública’ tem escasseado e caímos no estereótipo da típica família onde falta o pão, todos estrebucham com ou sem razão.

 

Pelo aluno baleado, ao acaso, no Externato Carvalho Araújo em Braga, diria acrescermos à «greguice» influência «estadouniense», british ou alemã. Armas à solta e atentados nas escolas eram, julgava, pertença de países ricos. Fartos em tudo e fartos de tudo. Ora, frequentando a vítima estabelecimento de ensino privado tido como seguro - ainda o fosse alguma! -, é arruinada a vantagem de pagar, mensalmente, gorda maquia para garantir benefícios exclusivos. Como se a excelência ou idêntica (in)segurança estivesse ausente das escolas públicas! Provas constantes nos rankings anuais, ainda que globalmente enganosos pelos parâmetros conducentes às conclusões. É que os (des)afinados também possuem coração!

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 13:21
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