Terça-feira, 12 de Julho de 2011

POR CABEÇA

Hervet Pinard, Daniel Green, autor que não foi possível identificar

 

Tudo se passou no Daily Show do Jon Stewart. Com a criatividade que lhe é reconhecida debitou reflexões sobre as débeis economias. Jocoso, porém com fim assertivo bem delineado, chamou crianças aos onze milhões de gregos que arrastam às costas dívida per capita de 44000 dólares. Foi deambulando até lembrar que cada um dos americanos deve 45000 dólares.

 

A chacota foi subtil, intervalada, mas dardejou o centro do alvo – os concidadãos que não julguem outros povos estroinas, que o foram e são, sem primeiro observarem com rigor o umbigo da designada ilustre nação a que pertencem. Nós, os pobretanas que a Moody’s estrategicamente remeteu para o lixo, devemos 22000 dólares por cabeça. E esta?!...

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:40
link | Veneno ou Açúcar? | favorito
7 comentários:
De c a 12 de Julho de 2011
nesta altura, apetece partilhar mimo que alguém com genial jeito preparou para demonstrar ao mundo & arredores quenós somos bem melhores ;-))

Foda-se

por Millôr Fernandes

(adaptado)

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
2
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
3
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!

Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!
De Maria Brojo a 13 de Julho de 2011
C. - bem lembrado. Haja esperança e trabalho.
De c a 13 de Julho de 2011
boa... rima! é bom sinal ;-))

http://www.youtube.com/watch?v=yxk8YmPTTLQ
De EJSantos a 13 de Julho de 2011
Sim, os gregos são umas crianças. Os americanos também. E os portugueses. E os...

Mas no fundo, muito lá no fundo, parece-me que somos todos uns idiotas, por termos permitido uma globalização desregrada que nos deixou sem industria... Mas isto sou eu a pensar alto...
De Maria Brojo a 15 de Julho de 2011
EJSantos - e pensa bem, julgo, que nisto do reflectir quem sou eu para mais do que isto dizer?
De Do Tejo e do Nilo a 13 de Julho de 2011
Ou seja estamos todos f....s!

Musca

http://youtu.be/ONEYGU_7EqU
De Maria Brojo a 15 de Julho de 2011
Uma delícia a sua «musca». já consta nos "tesouros do SPNI".

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