Domingo, 31 de Julho de 2011

ASSENTOS À MEDIDA

 

 

A vontade de assentar nem sempre escolhe o melhor – urgência pela fadiga dos pés e, em geral, do corpo andarilho é frequente razão. Bebida fresca, outra tão válida como a anterior. Correndo estio moderado, a economia nos gastos recomenda contenção. E Portugal que tanto oferece e merece olhares, seja em festividades que reúnem família ou ocasiões quaisquer que venham a calhar para peregrinações gostosas e de acalmia... O novo a descobrir afasta rotinas, propõe estares novos, tempo para ajardinar afectos.

 

 

 

Citadino ou rural é boa nova o toque a reunir da família inteira, por não ir além da meia dúzia anual. Pretexto para celebrações do encontro que o quotidiano arreda, salvo nas datas estabelecidas como oficiais e outras,urgentes. por infelicidade na saúde. A espera do momento é paz/delícia que a mesa cuidada demonstra. Alegre a escolha da toalha, do «chemin», da louça, dos vidros e talheres a condizer. Enquanto o fogão fervilha amores, detalhes são ultimados. Quando o visor anuncia chegadas precedidas pelo toque «campainhado», sorrisos rasgam o antes, prosseguem no durante e no depois. Assentos vários propiciam falares.  

 

 

 

Fora de portas, o mesmo acontece. Recantos iluminados pela luz comprada ou pela natural louvam sentares. Nos primeiros, intimidade, nos últimos, à-vontade como permite o lugar inconformista que em nada obedece a regras e convenções. Pés na mesa elevados do assento, são pousio apetecido. Pedido o fresco no copo alto, o saboreio alongado é prazer. Apetitoso. O todo não facilita sair do sol, do remanso, da cavaqueira adiada por meses.  

 

 

 

Pelo mundo fora, diminuto para a ilusão, foi o andarilhar. Em navio ou aterragem de avião, aconteceram. Pernoitas em camarotes, hotéis, apartamentos. Do design minimalista ao ambiente convencional, tudo houve. Navios seleccionados como preferidos pela excelência do acomodar, pela variedade de olhares diários isentos de chek-in & out. Malas descansadas enquanto o proprietário se deslumbra e, quotidianamente, descobre abordagem nova das costas marítimas que o maravilham. Pode, antes, ter aterrado no mesmo destino, mas a imagem recolhida a partir do oceano em nada será idêntica. Superior como faz prova o belíssimo acostar em Lisboa.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 07:47
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3 comentários:
De c a 31 de Julho de 2011 às 11:27
sinais doutro estilo, mostrando um chemin (?) muito fino, nada compatível com magros salários e esquálidos sacos de compras.
sinais de que a crise (dos outros) até serve para adulterar dados no sentido de apelar ao drama e à injustiça do desemprego.
sinais de que este mundo é dos espertos e de que o respeitinho é muito bonito... uma espécie de assento por medida ;-))


andava a desgraçadinha no gamanço...

http://www.silvinopotencio.net/visualizar.php?idt=2548134


assimetrias...

http://claro.us.splinder.com/
De Dobra a 31 de Julho de 2011 às 13:18
Amiga - um reparo: o vídeo não é meu!!
De Cao a 31 de Julho de 2011 às 18:27
Choupana ou palácio ....tudo é bom "se a alma não é pequena...

Musca


http://youtu.be/jK1JoWH6Xx0

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