Domingo, 7 de Agosto de 2011

OLHAI AS FLORES NA E DA SERRA!

 

 

Começada a manhã, nuvens baixas ensombravam-na. Sem desânimo, que os nevoeiros serranos, de espessos e intempestivos , obrigam a condução precavida, continuou o projecto de trepar até onde apetecesse a subida da Estrela. Sussurro do motor em marcha lenta para melhor fruir, na «escalada», dos pertos e longes.

 

 

Oito quilómetros, não mais, para trás o tecto nublado. Céu limpo, faldas e cimos em planos multiplicados, janelas abertas prontas à entrada do ar leve. Mais à frente, dois mil metros somados, a primeira casa no lado oeste da montanha. Arquitectura típica semelhante às seguintes no lugar das Penhas Douradas. Pinheiros alpinos substituem os bravos como atrás e dali em diante. Granito imponente erodido pelas intempéries é mostra pequena doutros seguintes. Perdição do olhar obriga a interromper passeio. Por bandas aquelas, caminham pés diligentes acicatados pelo que nem é novo, mas retoma fantasias sugeridas pelos mistérios sempre renovados e escondidos nos cumes.

 

 

Após contemplação, corridas _ Quem chega primeiro, quem é? _ e risos  e afectos entretecidos com as belezas da paragem e na descida. Para quem desliza rente aos sopés, afiguram-se arvoredos diferentes, aldeias, Aldeias a primeira. Por dissonante do granito inteiro ou parcial em cada construção, o amarelo é ultraje. Convém ignorá-lo – pecados destes enxameiam o país. A curva dos montes sobranceiros protege a encosta no lado oposto à falda serrana.

 

 

Musgo ressequido tenta recolher alimento da base rochosa. Flores do campo, sem nome para os citadinos, imaculadas na brancura estabelecem fronteiras entre pinhais e terreno húmido. Quem garante não servirem, depois de secas, para tisanas ou panaceias receitadas e bem vendidas (impingidas) pelos curandeiros da zona?

 

 

Rocha ígnea, mistura sólida de feldspato, quartzo e mica, emolduram «sardinheiras» - chamam-lhes malvas noutras regiões – e cíclames também envasados. Os quadros aprazem quem passa e de distraído nada tem. Tanta cor nas pétalas suculentas para quem delas faz complemento gastronómico sugere estória real: há par de anos, os anfitriões dum jantar esmerado serviram aperitivos e mordiscadas diversas, entre elas, algumas entremeadas com pétalas frescas. Um dos convivas não esteve de modas fosse pela fome ou distracção: acabou mastigando o pot-pourri na taça ao lado.

 

 

Rosas e hortênsias, a flor oficial da pequena cidade serrana, crescem e enfeitam recantos assim haja sombra e água. A cor decidida pela composição do solo – se alcalino, a variedade é rosa, se ácido o pH, é azul o colorido. Venenosas, quem diria da inocência estampada? Culpadas de sofrimentos físicos conducentes ao coma. Provado é que a beleza pode encobrir malfeitorias.

 

 

Buganvílias, típicas de quenturas, aparecem de quando em vez. Forram muros e dependuram-se em paredes. Contaminação vegetal num país minorca que muito vale e arrebita o orgulho de ser português.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:48
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