Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

COMO A TERRA, O SOL, A GALÁXIA

Autor que foi impossível identificar

 

É conhecido o aforismo de Santo Agostinho: «Se não me perguntarem o que é o tempo, então eu sei o que é o tempo; mas se me perguntarem o que é o tempo, então eu não sei o que é o tempo.» E há quem investigue o tempo e dele não se farte, querendo saber mais. Descrevem-no como tempo dinâmico, um tempo onde o futuro é radicalmente diferente do passado n o melhor e no pior.

Para Einstein o que era o tempo? Uma «ilusão, ainda que persistente», afirmou. Assim é. Para quem na ciência faz vida, a distinção entre passado, presente e futuro é ilusão teimosa. Não há mecânica, e nem importa se clássica ou quântica, capaz de orientar a seta do tempo. Ele existe, determinado, sem que sejam conhecidos o como e o porquê. E se permite que o meçam, continua, matreiro, a escorrer por entre os dedos.

Em que ficamos? Existe ou não tempo? Olhando para as propostas dos criadores de moda a cada estação, para a progressão de valores, hábitos e conhecimentos, o tempo é já passado no momento julgado actual. Porém, existem marcos impressivos, em particular e mais do que todos, as experiências radicais do nascimento e da morte. Nascemos e morremos. Como a Terra, o Sol e a galáxia no sentido em que, apesar de inanimados, um dia nasceram e noutro irão «morrer».

Talvez seja chegado o tempo de novas alianças, antes estabelecidas, algumas renegadas na história dos homens. Enlaçar, em harmonia, as sociedades, os seus saberes e a aventura da natureza. Até ao fim do tempo. O nosso.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Sugestão de She.

 

publicado por Maria Brojo às 08:24
link | Veneno ou Açúcar? | favorito
2 comentários:
De Veneno C. a 20 de Outubro de 2011
Não (me) foi possível identificar o autor: tempo diferente?

Autor desconhecido (por mim): tempo real?

Sem legenda: que tempo seria?

"O Tempo pergunta ao tempo..."

Nunca um dia a Terra, o Sol, a Galáxia nasceram ou morrerão: evoluem...

O tempo é como o espaço: onde o infinito grande ou pequeno se perde quando não serve para os usos que deles sabemos fazer.

Quanto a modas e alianças, não há grande tempo pela frente, talvez um "vira-o-disco-e-toca-o-mesmo"?

«O conceito de "século" é uma invenção européia decorrente do sentimento de destino coletivo manifesto nas práticas de sociedades industriais que se percebem como históricas. Esse conceito vem substituir, na noção e experiência do tempo histórico, linear, sucessivo, contínuo e progressivo, a noção de tempo mítico, circular, recorrente e eterno, típico das práticas sociais agrárias e protopólicas. É justo a partir da época industrial (especialmente a partir da segunda metade do século XIX) que se consolidam e se tornam freqüentes os centenários, as efemérides, as exposições universais, os espetáculos e os discursos.»

http://www.youtube.com/watch?v=SF0-Ajl1Voc

http://www.youtube.com/watch?v=kG9DxZAx1Ts
De she a 21 de Outubro de 2011
Obrigada, Teresa, só agora reparei na legenda :) a utopia e o sonho que nos guie a todos para que avancemos pelo Bem, nem que sejam só uns passitos :) abraço

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Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
Lembrai os filhos do FUHRER, QUE NASCIAM NOS COLEG...
Esta narrativa, de contornos reais ou ficionais, t...
Olá!Como vai?Já passaram uns meses... sem saber de...
continuo a espera de voltar a ler-te
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Autor que não foi possível identificar: Andrew Atr...

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