Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

ARROZ E “DOU”

Angelo Morbelli, Arthur Sarnoff e Pat Dugin

 

Porque as soluções radicais da crise planetária em poderes e economias rodariam em 180º o mundo, vão surgindo paliativos. Pouco alteram, são migalha de broa inteira, dizem. Contraponho: das mudanças, por pequenas que sejam, novos ideares, outros comportamentos surgem. E porque água tanto insiste até que fura obstáculos rijos, melhor fazem os humanos se objectivo valoroso passar de individual a colectivo.

 

Tomemos como exemplo o hábito de poupar. Meio século atrás, em Portugal, era comum. A generalidade das famílias aforrava parte dos ganhos e constituía pé-de-meia para enfrentar futuro – educar filhos, dar resposta à doença se num mau dia fizesse deslizar o ferrolho. Hoje, poupar é slogan publicitário e os meios de comunicação ensinam o «bêabá» do gesto tão esquecido e diferente pela evolução social e sub-reptícios ou expostos apelos ao consumo. Ganhando pouco ou muito habituámo-nos à «chapa ganha, chapa gasta» - o Estado, os bancos tentaculados ao plástico dos cartões lá estavam para suprir faltas e saciar devaneios.  

 

Duas iniciativas simbólicas merecem atenção. O padre Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal revelou o desígnio da Igreja Católica em estimular a poupança substituindo a chuva do irritante arroz sobre os noivos pelas tradicionais pétalas de flores que bem podem ser sobras da actividade das floristas. Cálculo feito a um ou dois quilogramas por casamento, quarenta toneladas são desperdiçadas ao ano quando o cereal tanta falta faz a tantos. Gesto simbólico como outro também sugerido aos convidados de oferecerem presentes úteis ou verbas com a indicação de fatia estabelecida num cheque ter como destino obra social previamente escolhida. Na Escócia é procedimento comum. Como reagirão os noivos portugueses? Se faustosa a festa do casamento, concordo. Se simples e de acordo com as dificuldades do casal recente, melhor ajudá-lo com o possível.  

 

Pedro Saraiva, é um dos responsáveis da segunda, inovadora no país. Conta:

_ “O computador do meu pai avariou. O problema estava na placa gráfica e fiquei um bocado irritado com um informático que me disse que a placa nova custava 70 euros e o computador novo 200. Acabei por arranjar uma placa grátis que demorou muito tempo a chegar-me às mãos, o que me fez pensar numa forma de agilizar o processo para mudar mentalidades. Somos neste momento um dos países com um índice de reutilização mais baixo da Europa, o que quer dizer que alguma coisa não está correcta nos nossos hábitos de consumo.”

Nasceu o portal ‘dou.pt’. Facilita serem entregues a quem necessita objectos dos quais os doadores não precisam; vai ao «pormaior» de ter em “conta a proximidade geográfica e o círculo social através dos Facebook dos utilizadores”. Bem visto! Darei volta aos meus pertences úteis mas em desuso e pô-los-ei à disposição de quem os desejar, não esquecendo que roupas previamente limpas, produtos de higiene e outros de semelhante teor irão, como sempre fiz, para obras sociais ou para de quem conheço as precisões.  

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Sugestão de C..

 

publicado por Maria Brojo às 05:42
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2 comentários:
De c a 2 de Novembro de 2011 às 10:07
dou por bem achado o sugerido e não devíamos ficar por estas migalhas... pois economia é muito mais e a tendência é muito menos

dou conta que as mulheres (nas 2 imagens de cima) estão muito bem vestidas e ocupam-se de papéis sérios e exemplares ;-)

dou nota muito avançada à nossa cultura do arroz

«Portugal consome na ordem das 145 000 toneladas (arroz branqueado) por ano (FAO,1998), representando um consumo per capita de 14,5 kg, o valor mais alto da Europa. Deste modo a produção nacional é insuficiente para satisfazer as necessidades do mercado, obrigando à importação anual de 40 000 toneladas»

http://projovem.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/arroz.htm

http://bordadocampo.com/paisagens/

dou com este documentário que faz abanar todas as nossas poupanças / economias

http://imgs.sapo.pt/podcasting/senasantos//02nov11.mp3

dou por bem sugerido aquele "between" e atrevo-me a outro enigma: why...

http://www.youtube.com/watch?v=6pBAtdm4Xus


De Cao gastador a 2 de Novembro de 2011 às 13:35
No senado dos EU 44% dos membros sao milionários...
A dívida do País( estado famílias e empresas) equivale a 400% do PIB (Produto Interno Bruto)...
Os gregos se tudo tivesse corrido como a teutónica previa, dentro de 20 anos deveriam 120% do PIB....
Poupar para morrer lentamente?Abencoado referendo grego....
Se é prá desgraca entao que venha depressa e deixemo-nos de troquinhas e caridadezinhas
E nao me venha com lérias ....que os campónios da sua "santa e pacata terrinha"poupavam...hà 50 anos atrás.
Sabe muito bem que 80% (pelo menos)trabalhavam de sol sol por salários de 10$00 e ainda o meu pai ou o seu se punham em cima duma pedra para ver se o supracitado(sol) estava bem posto...
ou em casos outros quando os servos da gleba "pediam trabalho" a pergunta primeira do putativo "empregador "era se teriam um irma "boa"e poupavam? Haja juízo...

A Tereza que de burra nao tem nada e parece-me aprender depressa. tenha tento nesse teclado...
Nao se ofenda mas a mnina lembra-me com ese "paleio"a Supico Pinto....
Só faltam os generais...mas os gregos talvez.... quem sabe?

Cumps

A musca do compadre de Cabo Verde(Dias Loureiro e p.ex .do ex consul da Guiné Bissau o major ex Boavista e Metro do Porto e ex consul da Guiné Bissau e tantos outos ligados por ex. à Opus Dei, Maconaria e tralhas outras...

http://youtu.be/8scYhSFk9SQ

e ainda (e esta é das minhas...)
http://youtu.be/DsXxVI9nvQk

Resumindo e concluindo só poupa quem lhe sobre para poupar (no caso da maioria dos potugas almocando mas nao ceando enquanto alguns amigos nossos se "cevam" e nos dizem para poupar com medo que venha aí um reviralho...

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