Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

“A CASA QUE HÁ EM NÓS”

                                                                 Prado                                                                     Conceição Ramos (colecção "Maternidades")

 

A confessa ‘menina da rádio’ tem a mania de escutar a TSF desde que a frequência lisboeta nasceu. Dá-me desgostos, olá se dá!, nomeadamente quando em viagem ou no interior português o sinal é desastroso. Mas, na procissão dos dias correntes, gratifica quem lhe segue as pegadas sonoras. E sigo. E ao entrar numa das casas minhas, bagagem recatada, a primeira coisa após o andarilhar de divisão em divisão, é abrir portadas, a segunda catar a sintonia desejada que encha o espaço de continuidade do lugar donde vim.

 

Ontem, ao ouvir o Pensamento Cruzado, reflecti-me nos dizeres. Tema: “A casa que há em nós”. A harmonia desejada entre o indivíduo e o interior das paredes que, ao cabo de jornada, o recolhem como ninho de paz. Retrato do ser que a casa constitui. A fala silenciosa que tão eloquente é – descreve os humores, períodos de instabilidade, de calma traduzidos no desarrumo ou no seu contrário. A companhia dos objectos, do recheio diverso que ao maestro do espaço confere aplauso da invisível orquestra que dirige. E os músicos ali estão, imóveis, possuindo a mestria necessária ao encanto do conforto doméstico.

 

Porque caseira me declaro, fruo de cada elemento da estrutura íntima da casa. Pela utilidade, não prescindo de um - a opção minimalista evita complicações nas limpezas e no olhar. Arriba-me à memória sugestão de pessoa mui querida: para num suspiro de empreiteiro, longo e imprevisível, é sabido, completar o restauro da casa do Prado, telhado, pintura interior e exterior, grades protectoras nas janelas nos baixios, portões novos, tábuas do chão afagadas, jardim ordenado, acrescento duma casa de banho e não mexer em reservas financeiras, vender 'apenas' um ou dois dos originais que forram paredes em Lisboa. Mas como, se fazem parte do que sou? Prefiro economizar, avanço comedido, que tesourar a alma.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Sugestão de Veneno C.                                                                                      Sugestão de 'Cão Estrela da Manhã'

 

publicado por Maria Brojo às 07:00
link | Veneno ou Açúcar? | favorito
13 comentários:
De Veneno C. a 23 de Novembro de 2011
Bom dia, camaradas!

O-seu-a-seu-dono obriga a corrigir: gostei muito de aqui trazer o "Beautiful Day" e gostei muito da sugestão musical do C. "Estrela da Manhã" a colorir a bela sugestão do Cão da Estrela da Manhã.

Aquela cesta de pinhas não está na sua queda natural, pois não? Ou é da minha vista...

«Ondjaki nos traz um convincente relato desses fundamentais anos de mudanças e esperanças. Não mais a visão desamparada e repleta de culpas de alguns escritores portugueses - os tugas - que participaram da guerra colonial, nem também a visão militante dos escritores angolanos dos tempos heróicos de Agostinho Neto, mas a visão realista e pragmática de uma classe média que tenta se erguer em meio ao caos. O menino, filho de um alto funcionário do governo, tem um pajem - o camarada António, cozinheiro e voz de uma certa camada popular -, estuda numa boa escola, que tem professores cubanos, e desfruta de algumas benesses, como pegar boleia (carona) no carro do Ministério e contar com telefone e geleira (geladeira) em casa.»

http://www.youtube.com/watch?v=YjX0F9lnuiE
De Veneno C. a 23 de Novembro de 2011
Agora, Boa Noite...

(Que o Berlusconi volta a cantar, Il Vero Amore)

Desembaralhando a cascata de trocas, queria dizer Beautiful World dos ColdPlay e desejar-vos um Beautiful Day: acho que acertei.

http://www.youtube.com/watch?v=co6WMzDOh1o


De Cão com (c)alma a 23 de Novembro de 2011
Tesourar a alma?
Qual delas?


Não Sei Quantas Almas Tenho (Fernando Pessoa)

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não atem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
De Cão do Nilo a 23 de Novembro de 2011
Ainda do mesmo macacão

Namorados

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
-Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
-A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
-Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
-Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
Manuel Bandeira
De Veneno C. a 23 de Novembro de 2011
Para macaCão... macaCão e meio, que esta rima com a outra e ainda sobra hehehe

Mulheres

If I were a boy
http://www.youtube.com/watch?v=XE5EAbURL1k&NR=1

Libertinagem
http://www.youtube.com/watch?v=8p7D9P2qhRY



De Cão libertino a 24 de Novembro de 2011
a propósito de macacões (ainda

Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.
Manuel Bandeira

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A Cópula

Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
culhões e membro, um membro enorme e turgescente.

Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente

Que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra

E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.
Manuel Bandeira
De Veneno C. a 24 de Novembro de 2011
Bom dia!

Antes de elaborar troco condigno, que seja promovido a "Cão Bandeira" ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=Pr_u5T7DY_8

http://www.youtube.com/watch?v=Epk5bcmLDns

De Veneno C. a 24 de Novembro de 2011
O Bandeira deixou-nos... e espero que esteja bem, lá onde ele gostava:

VOU ME EMBORA PRÁ PASÁRGADA
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro bravo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

http://www.youtube.com/watch?v=cJzFs24HPPc

De Veneno C. a 23 de Novembro de 2011
Mesmo que tenha só aquela, a que vê, ou esta, a que lê, prefira a e não que, alma de português, a que escreve, que a tal lapso se atreve.

De Cão grevista a 23 de Novembro de 2011
porque amnhã é greve geral....
http://youtu.be/TIrwF7rOJVc

E ainda:sem greves não há conquistas de assalariados nos últimos 100 anos....



I dreamed I saw Joe Hill last night,
Alive as you or me
Says I, "But Joe, you're ten years dead,"
"I never died," says he.
"I never died," says he.

"In Salt Lake, Joe," says I to him,
Him standing by my bed,
"They framed you on a murder charge,"
Says Joe, "But I ain't dead,"
Says Joe, "But I ain't dead."

"The copper bosses killed you, Joe,
They shot you, Joe," says I.
"Takes more than guns to kill a man,"
Says Joe, "I didn't die,"
Says Joe, "I didn't die."

And standing there as big as life
And smiling with his eyes
Says Joe, "What they forgot to kill
Went on to organize,
Went on to organize."

"Joe Hill ain't dead," he says to me,
"Joe Hill ain't never died.
Where working men are out on strike
Joe Hill is at their side,
Joe Hill is at their side."

From San Diego up to Maine,
In every mine and mill -
Where working men defend their rights
It's there you'll find Joe Hill.
It's there you'll find Joe Hill.

I dreamed I saw Joe Hill last night,
Alive as you or me
Says I, "But Joe, you're ten years dead",
"I never died," says he.
"I never died," says he.

Joe Hill, organizer of Industrial Workers of the World, executed in Utah, USA, in 1915.

http://youtu.be/n8Kxq9uFDes
De Veneno C. a 23 de Novembro de 2011
Versão portuguesa, virando, com a alegria possível, os austeros provocadores da crise:

Uns vão bem e outros mal

Senhoras e meus senhores, façam roda por favor
Senhoras e meus senhores, façam roda por favor, cada um com o seu par
Aqui não há desamores, se é tudo trabalhador o baile vai começar
Senhoras e meus senhores, batam certos os pézinhos, como bate este tambor
Não queremos cá opressores, se estivermos bem juntinhos, vai-se embora o mandador
Vai-se embora o mandador
Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição
De velhas casas vazias, palácios abandonados, os pobres fizeram lares
Mas agora todos os dias, os polícias bem armados desocupam os andares
Para que servem essas casas, a não ser para o senhorio viver da especulação
Quem governa faz tábua rasa, mas lamenta com fastio a crise da habitação
E assim se faz Portugal, uns vão bem e outros mal
Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição
Tanta gente sem trabalho, não tem pão nem tem sardinha e nem tem onde morar
Do frio faz agasalho, que a gente está tão magrinha da fome que anda a rapar
O governo dá solução, manda os pobres emigrar, e os emigrantes que regressaram
Mas com tanto desemprego, os ricos podem voltar porque nunca trabalharam
E assim se faz Portugal, uns vão bem e outros mal
Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição
E como pode outro alguém, tendo interesses tão diferentes, governar trabalhadores
Se aquele que vive bem, vivendo dos seus serventes, tem diferentes valores
Não nos venham com cantigas, não cantamos para esquecer, nós cantamos para lembrar
Que só muda esta vida, quando tiver o poder o que vive a trabalhar
Segura bem o teu par, que o baile vai terminar
Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição

Fausto, Madrugada dos Trapeiros, 1978

Versão americana, muito batida, bem (em)balada, pela bela Baez:

The Union is all the working man really has, the world is becoming increasingly corrupt, and the Union is not immune to human greed, but to have protection on the job is sometimes very needed, and it is nice to have weekends off and 8 hour days, which the Union fought and lost a lot of good men for the benefits the worker has today.
videotimesss1 1 ano atrás

http://www.youtube.com/watch?v=_f2J4ceCikI


De Cão grevista a 24 de Novembro de 2011
Citando o comment do veneno C:
"The Union is all the working man really has, the world is becoming increasingly corrupt, and the Union is not immune to human greed, but to have protection on the job is sometimes very needed, and it is nice to have weekends off and 8 hour days, which the Union fought and lost a lot of good men for the benefits the worker has today."
Eu sei que a mnina na é lá muito pelas greves (presumo) pero que las hay las hay...
ou seja vá-se habituando. e como dizia o outro: We live in a political world:

http://youtu.be/_YQaHyK8Xzc



Early morning poem and music for strikers...
Writer: LENNON, JOHN

As soon as you're born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all
A working class hero is something to be

They hurt you at home and they hit you at school
They hate you if you're clever and they despise a fool
Till you're so ****ing crazy you can't follow their rules
A working class hero is something to be

When they've tortured and scared you for twenty-odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function you're so full of fear
A working class hero is something to be

Keep you doped with religion and sex and TV
And you think you're so clever and classless and free
But you're still ****ing peasants as far as I can see
A working class hero is something to be

There's room at the top they're telling you still
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to be like the folks on the hill

A working class hero is something to be
If you want to be a hero well just follow me

http://youtu.be/_YQaHyK8Xzc



De Dos sindicatos o cão a 24 de Novembro de 2011
Oh menina... o homeless diz e sente :A casa que não há em nós....São seis da matina e viva a greve e com a devida vénia parafraseio o Veneno C:
"The Union is all the working man really has, the world is becoming increasingly corrupt, and the Union is not immune to human greed, but to have protection on the job is sometimes very needed, and it is nice to have weekends off and 8 hour days, which the Union fought and lost a lot of good men for the benefits the worker has today."
A condizer ... e não só...

"Everybody Knows"

Everybody knows that the dice are loaded
Everybody rolls with their fingers crossed
Everybody knows that the war is over
Everybody knows the good guys lost
Everybody knows the fight was fixed
The poor stay poor, the rich get rich
That's how it goes
Everybody knows
Everybody knows that the boat is leaking
Everybody knows that the captain lied
Everybody got this broken feeling
Like their father or their dog just died

Everybody talking to their pockets
Everybody wants a box of chocolates
And a long stem rose
Everybody knows

Everybody knows that you love me baby
Everybody knows that you really do
Everybody knows that you've been faithful
Ah give or take a night or two
Everybody knows you've been discreet
But there were so many people you just had to meet
Without your clothes
And everybody knows

Everybody knows, everybody knows
That's how it goes
Everybody knows

Everybody knows, everybody knows
That's how it goes
Everybody knows

And everybody knows that it's now or never
Everybody knows that it's me or you
And everybody knows that you live forever
Ah when you've done a line or two
Everybody knows the deal is rotten
Old Black Joe's still pickin' cotton
For your ribbons and bows
And everybody knows

And everybody knows that the Plague is coming
Everybody knows that it's moving fast
Everybody knows that the naked man and woman
Are just a shining artifact of the past
Everybody knows the scene is dead
But there's gonna be a meter on your bed
That will disclose
What everybody knows

And everybody knows that you're in trouble
Everybody knows what you've been through
From the bloody cross on top of Calvary
To the beach of Malibu
Everybody knows it's coming apart
Take one last look at this Sacred Heart
Before it blows
And everybody knows
LEONARD COHEN.

e (alegria) no dealbar do dia da greve geral.
Nesta manhã brumosa pensamentos para as palavras do evangelista Lucas em tradução de Monteverdi na Veneza de 1610 "Que casquem nos poderosos...é difícil, mas ter visto pelo menos um poderoso" afocinhar" ...adorei e adoro.Se bem que o prazer não dure muito...mas isso já está incluido na definição de humano prazer...

"DE possuit potentis de sede et exaltavit humilis"

http://youtu.be/sajvPYTTc5M



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