Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

NÃO ESCREVES MUITO BEM

Byron Traag, Yossi Rosenstein

 

Foi-me dito semelhante a isto: _ "Algumas frases das croniquetas que publicas saem boas, mas não escreves muito bem. Dás pontapés na gramática, tens alma; porém, tudo junto nada augura de bom. Não te comparas a um Mário de Carvalho, com qualidade sempre, ou a um Gabriel García Marquez em cuja obra somente reconheço como exemplar o “Cem Anos de Solidão”; os seguintes deslustram aquele. E se alguma editora aceitar o que produzes será livrito, nunca um Livro. Talvez o tenhas dentro de ti, todavia e até agora, faltam provas. Entendo por seres das Ciências. Poderás, com sorte, ter lugar na Fnac junto às menoridades em venda. Obras sem préstimo outro que o de encher bancadas para incautos. Porque sou teu amigo tenho o dever de te prevenir."

 

Escutei, atenta, o áugure que acabara de ler as pautas dos voos das palavras saídas desta chaminé virtual. Ideias a merecerem ponderação – quem lê e o faz bem é crítico que importa. Possivelmente outros, com mais saberes em leituras, não só assinariam por baixo, como acrescentariam dureza à apreciação.

 

Reconheço a fragilidade do «jeitinho» que possuo para juntar palavras e edificar textos. Concordo ter alguma dificuldade em pontuar, as mais das vezes por distracção a gramática sofrer arranhões, ignorâncias imperdoáveis. Quilómetros de páginas lidas escritas por nomes grandes das letras não formam um escritor. E se alguns desses célebres autores são consensuais, outros incorrem em divergências opinativas como é natural pela diversidade humana.

 

Para a mulher que ama a escrita e tem livro (livrito?) em revisão foram duras as palavras ouvidas. Não desiste e lembra Jacinto de Magalhães reconhecido por poucos no seu magnífico “A Água e o Silêncio”, sem que ao talento dele compare o seu.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:53
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De c a 16 de Dezembro de 2011
quem é/foi Jacinto de Magalhães?

«Como distinto médico geneticista, fundador do Instituto de Genética Médica do Porto, Jacinto de Magalhães foi e continua a ser uma personalidade sobejamente conhecida. Embora tivesse falecido em 1987, apenas com quarenta e nove anos, muitos daqueles que com ele lidaram de perto mantêm-no bem vivo na memória.
Viva também é a sua faceta de escritor e poeta que, embora menos explorada, é digna de muito apreço. Para além de ter sido director científico da revista de cultura Nova Renascença, colaborador de O Primeiro de Janeiro e de O Comércio do Porto (cujo suplemento literário dirigia), Jacinto de Magalhães editou vários livros de poesia: Galope Parado (1974), Entre Mim e o Outro (1978), Um Momento antes (1980), A Água e o Silêncio (1982), Nas Águas Daquele Mar (1985), Trás-os-Montes (1985), Poema (1986). O último, intitulado Pássaro de Fogo (1988), é uma edição póstuma e foi lançado no Porto, no Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes, no dia 18 de Dezembro de 2009. Entre as várias personalidades presentes contava-se sua mulher, a Dr.ª Zita Magalhães, a Dr.ª Leonor Beleza, o Prof. Doutor Levi Guerra, o Prof. Doutor Nuno Grande e o Dr. Rui Vaz Osório.
Trata-se de uma edição de autor com 101 páginas e com capa da responsabilidade de sua mulher, Zita Magalhães. Em todos os poemas deste livro, Jacinto de Magalhães abandona a rima e a métrica, optando por utilizar uma imagética muito rica e um ritmo muito próprio para exprimir emoções, vivências e sentimentos, o que caracteriza a prosa poética. São breves textos que flúem ao ritmo do tempo e da vida, temas dilectos de poetas e filósofos, e terreno onde Jacinto de Magalhães se movimenta, para se deleitar e nos deleitar com a fruição da arte poética.
Na realidade, a poesia que se desprende dos pequenos trechos incluídos neste livro é límpida e clara, e o silêncio é uma constante que emana das coisas, talvez para melhor se poder escutar o que está dentro de si. É uma realidade que é dentro de nós que as coisas verdadeiramente acontecem, e Jacinto de Magalhães, consciente desse facto, afirma que é “do alto da sua torre, de dentro do seu castelo” que observa, que contempla, vê. Tudo. Não só a paisagem interior, aquela que é povoada pela experiência de vida, feita de interrogações, de alegrias e tristezas, mas também a paisagem exterior, sobretudo a natureza – água, céu, flores, aves –, tudo o que serve de deleite para os olhos e para o espírito. Nesta sequência está Deus; e também o tempo que parece dilatar-se sempre mais e mais; e uma torre encantada onde o autor se refugia para melhor fruir o que na vida há de belo e bom, estando, acima de tudo, essa força enorme que misteriosamente faz girar o mundo, e que é o amor.
Porquê o título “Pássaro de fogo?” Talvez porque o pássaro que em nuvens esquecidas se detém em perdidos espaços, em altíssimos ventos, tem longas asas feitas de Amor que é fogo e tudo e mais e ser. Eis o poeta, eis o livro.»
(Maria Celeste Sousa Alves)

ahhhhh...

http://www.youtube.com/watch?v=9l8ghAxFCb8

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