Margaret Morrison e autor que não foi possível identificar
Esta obrigação importada de namorar mais hoje do que nos outros dias irrita. Pior: induz menoridade no ego sem beijinhos e arrufos e conciliações e rosas ou outro tipo de «couves» que não envasadas e ursos com tabuleta dependurada e corações enchumaçados por espuma.
Apetece remar contra a maré dominante. Contra o adquirido que nada tem a ver com a lusa tradição. Dela constam os preciosos ‘lenços dos namorados’ entrelaçando cores e pontos. Arte nossa, sim! Quem me dera receber um…
A propósito, reproduzir esta recebida pelo João Soares tenta qualquer um. Segue:
“O tipo chega com a amante a um motel e encontra lá o carro do sogro estacionado. Indignado com a leviandade do sogro resolveu aplicar-lhe uma lição. Rouba-lhe o auto-rádio do carro e ainda faz alguns riscos nas portas. No dia seguinte, vai visitar o sogro, que se mostra muito enraivecido. _ Olá Sr. José... está cá com uma cara? Aconteceu alguma coisa? Ao que o sogro esclarece: _ Como não haveria de estar chateado... Emprestei o carro à descuidada da tua mulher para ir à igreja e vê só, roubaram-lhe o rádio e ainda por cima riscaram as portas todas!"
ou seja, se os dias-noites são todos iguais (como as rosas-couves) embora haja uns mais iguais que outros, dependendo e quem os festeja, os amores de cada um são os que (mais) contam, quer queiram quer não :-(
há (sempre) quem goste de complicar, mesmo quando virgem se trate de azeite e inocência
«São Valentim (ou Valentinus em latim), é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.
O imperador Cláudio II, durante seu governo , proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, se não tivessem família, alistar-se-iam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Astérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.»
convém notar que a anedota (qual João Soares?) e o vídeo estão completamente em linha com a falta de linha para coisas (mais) sérias
http://www.youtube.com/watch?v=IGbh2NpdRTg
" Os lenços de namorados" constituíam a um dado momento uma prova da declaração feita pela bordadeira ao seu namorado e na maior parte dos casos esta declaração era atendida e o conversado comprometia-se, também, publicamente nesta ligação usando o lenço por cima do seu casaco domingueiro, colocado ao pescoço com o nó voltado para a frente.