Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012

BALOFAS OU NÃO

John Woodrow Kelley

 

"Chegar a vias de facto". Os «psis» consagraram o "passar ao ato". Ambas as expressões vão dar ao mesmo - fazer ou dizer coisas impensadamente, por vezes em rutura com o comportamento normal do sujeito. Estaladas, agressões verbais, danos físicos, irreparáveis ou não. A morte. Num instante de loucura passar de cidadão banal a assassino.

 

Que motivações ocultas e recalcadas emergem à luz do dia que nem o próprio consegue explicar razoavelmente? Quem assiste à bizarria do facto não entende a desproporção entre a (re)ação e o discurso. Da fraca ligação com o enquadramento. Escusada a compreensão quando o próprio não entende.

 

Manter a pose, a dignidade, ficar bem no retrato, são postiços que levedam agressividades, zangas interiores que, num momento, deflagram em erupções emocionais vulcânicas. Oscilamos entre o sentimento de sermos os maiores e o de não passamos de pequenos e maltratados.

 

A excreção de emoções formatada de modo desajeitado, não raro, dá asneira. Para o próprio e para os espectadores que não percebem serem balofas as cenas. Quando o são... Será monótono o comedimento como regra, mas fervura fácil queima aqueles onde o líquido derrama, e de cicatrizes todos possuímos bastantes.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:48
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1 comentário:
De Acuçar C. a 10 de Agosto de 2012
Será que este ensaio é um exercício de projecção?

"Em psicologia, projeção é um mecanismo de defesa no qual os atributos pessoais de determinado indivíduo, sejam pensamentos inaceitáveis ou indesejados, sejam emoções de qualquer espécie, são atribuídos a outra(s) pessoa(s). De acordo com Tavris Wade, a projeção psicológica ocorre quando os sentimentos ameaçados ou inaceitáveis de determinada pessoa são reprimidos e, então, projetados em alguém.

A projeção psicológica reduz a ansiedade por permitir a expressão de impulsos inconscientes, indesejados ou não, fazendo com que a mente consciente não os reconheça. Um exemplo de tal comportamento pode ser o de culpar determinado indivíduo por um fracasso próprio. Em tal caso, a mente evita o desconforto da admissão consciente da falta cometida, mantém os sentimentos no inconsciente e projeta, assim, as falhas em outra(s) pessoa(s)."

http://pt.wikipedia.org/wiki/Proje%C3%A7%C3%A3o_(psicologia)

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