Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

ÀS GRUAS

Bascove

 

Às gruas que também faziam paredes, dela num amanhã talvez. Voluntariosa, era lá mulher para betão interposto nos acordares? Jamais o pequeno-almoço tivera muros. Rádio, sim. Ligado, ainda sonâmbula, em simultâneo com a Nespresso. Um Nokia branco de cozinha. Devia estar suspenso no vão definido pelos arrumos superiores. Prezando a geometria linear, negara descompô-la e colocar o aparelho onde era suposto. Para sempre – ela que na ciência básica aprendera a humildade de nada julgar eterno – apoiado no granito pintalgado de mica que brilhava à mistura com a brancura do quartzo. O feldspato compunha a paleta. E dizem o negro facilidade na pintura… A cor que todas absorve é mais do que o «pintado» pelos críticos nas teclas. Que debulham razões como quem descamisa milho. Sem rubro rei a fazer diferença na festa da colheita. Sem beijocar repenicado nas moçoilas, fugidio nos mancebos. Não-saber construído e à venda para quem mais der no leilão do nome grande inscrito em letra de forma ou vozeado nos ecrãs.

 

CAFÉ DA TARDE

 

publicado por Maria Brojo às 15:51
link | Veneno ou Açúcar? | favorito

últ. comentários

Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
Lembrai os filhos do FUHRER, QUE NASCIAM NOS COLEG...
Esta narrativa, de contornos reais ou ficionais, t...
Olá!Como vai?Já passaram uns meses... sem saber de...
continuo a espera de voltar a ler-te
decidi ontem voltar a ser blogger, decidi voltar a...
Autor que não foi possível identificar: Andrew Atr...
De férias , para sempre. Fechou a loja... :-(

Julho 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

pesquisa

links

arquivos

tags

todas as tags

subscrever feeds