Bascove
Às gruas que também faziam paredes, dela num amanhã talvez. Voluntariosa, era lá mulher para betão interposto nos acordares? Jamais o pequeno-almoço tivera muros. Rádio, sim. Ligado, ainda sonâmbula, em simultâneo com a Nespresso. Um Nokia branco de cozinha. Devia estar suspenso no vão definido pelos arrumos superiores. Prezando a geometria linear, negara descompô-la e colocar o aparelho onde era suposto. Para sempre – ela que na ciência básica aprendera a humildade de nada julgar eterno – apoiado no granito pintalgado de mica que brilhava à mistura com a brancura do quartzo. O feldspato compunha a paleta. E dizem o negro facilidade na pintura… A cor que todas absorve é mais do que o «pintado» pelos críticos nas teclas. Que debulham razões como quem descamisa milho. Sem rubro rei a fazer diferença na festa da colheita. Sem beijocar repenicado nas moçoilas, fugidio nos mancebos. Não-saber construído e à venda para quem mais der no leilão do nome grande inscrito em letra de forma ou vozeado nos ecrãs.
CAFÉ DA TARDE
Adoçantes
Peregrinando
Brasileiros