Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

O ELOGIO DA PREGUIÇA

 

 

Gustavo Fernandes – “Ampulheta”

 

Restam poucos que saibam preguiçar. A preguiça foi proscrita dos centros urbanos. Ido o tempo em que havia tempo para escutar as cigarras que teimo em ouvir. Nos dias que correm, inatividade é equivalente a morte social. Sofrer por uma carreira, transpirar no ginásio, almoçar em trabalho, encher a despensa, ver o último filme de que todos falam, ler o que acabou de sair, não ter tempo para amar, conduzir os miúdos ao colégio. Tudo para não esquecermos o mundo. Implacável, o mundo esquece quem somos.

 

Nota: publicado aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 
publicado por Maria Brojo às 12:12
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