Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

SERVIDO DE BATATAS COZIDAS NO VALE DO ROSSIM?

 

Onde está a Maria na descasca de batatas?

 

Os dias corriam devagar para adolescente rodeada de família vigilante por todos os lados exceto por um: o da imaginação onde incluía leitura e desenho. Não era ‘pera doce’ quinze anos em férias na montanha como sempre acontecera desde que viera ao mundo em noite outonal rabugenta. Naquele Agosto particular, espigara como as espigas dos campos: «crescidota» mas longe do tempo da colheita. Da mão-cheia de amigos licenciados pelas matriarcas, apreciava um a um. Com eles diferente a intimidade dos que em Coimbra deixava assim eram aviadas as aulas, uma surtida ao além fronteira e o tempo de praia em Vila do Conde. Pouco haveria a contar daquele estio se à tia andarilha não fosse concedida licença do convento – espécie de quartel com fardas, normas rígidas mas pejado de missas, terços e matinas e vespertinas - para “ir à família”. Mal viu a sobrinha, pressentiu desalento. Reboliço íntimo. Não esteve de modas: anunciou planear acampamento na montanha. Que sim, que eu iria, pois então!, mais bando de raparigas e rapazes escolhido, garantiu para sossego das almas em ânsias. Fiadas no currículo religioso e antecedente, assentiram. E lá anima a pequena mais os amigos fartos como ela dos muros invisíveis onde apetecia dar cabeçadas. Para todos era a perda de virgindade em dormir uma semana ao relento das famílias e com uma freira no comando. Sabiam-lhe do espírito juvenil, tolerante, sorridente. Bastava-lhes. Só os preparativos e reuniões para distribuição de tarefas foram parte alegre da aventura.

 

Montado acampamento no Vale do Rossim, telefone do guarda-florestal por perto, os dois primeiros dias fruídos até ao tutano – as famílias haviam cheio com o bom e o melhor já pronto a comer arcas frigoríficas. Banhos de sol e nas águas cristalinas da barragem, caminhadas, cantorias e guitarras dedilhadas até as tantas. Ao terceiro dia, decidido fazer de raiz o almoço. Na ementa, batatas cozidas. Após tentativas, fui vergonhosamente afastada da tarefa por surripiar com a casca fração substantiva do tubérculo. Contrariedades: nem a água da panela fervia, nem as batatas coziam. A malta, essa, esfomeada. Mais tarde, rir-me-ia com gosto da ingenuidade científica do grupo.

 

Quando a pressão atmosférica diminui pela menor altura da coluna de ar sobre cada unidade de superfície, a pressão de vapor da água e a temperatura de ebulição diminuem do mesmo modo. Exemplo: à pressão atmosférica dita normal, 1 atm, a água ferve a 100 graus Celsius, mas a 0,5 atm ferve a oitenta e dois.

 

 

Carece de nota explicativa o fenómeno da ebulição de um líquido – passagem rápida e tumultuosa do estado líquido ao estado de vapor. Toda a energia transferida por aquecimento para garantir a fervura duma massa líquida é utilizada, não a alterar a energia ligada aos movimentos das partículas, mas (…)

 

Nota: explicação científica integral aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:55
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