Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

O "ROUPEIRO" DA SELECÇÃO


Zamknij Okno

Agora sim, ultrapassei a condição de alheira ou couve tronchuda cujas saudades afligem e aqui fazem aportar emigrados. Então não é que pela primeira vez tive uma visita de Neuchatel, aquele lugar da Suíça de que ouvi falar porque abriga os nossos craques da bola? Tremi, emocionada. Querem ver que o bonitão do grupo, o Cristiano Ronaldo, afinal sabe ler mais do que sms apaixonadas das candidatas ao leito dele? Ponderei. Não. Impossível. A primeira frase da minha escrita arrevesada afastá-lo-ia com maior rapidez do que aquela da qual é dito fugir o diabo da cruz. O Nuno Gomes, outro que daria para tomar um café rapidinho - mais seria insuportável! -, não fosse o homem casado? Scolari, quiçá? Nem pensar. É pessoa centrada na família e obcecada pelo futebol que rejeita prestar atenção às arengas duma mulher. Percorri, mentalmente, a lista toda e concluí só poder ter sido um dos “roupeiros” da “selecção de todos nós”. Por certo, levou do Cacém para lá saudades das capitosas mulheres que aparecem por aqui.

Ainda assim me declaro comovida. O transtorno mental foi tanto que, disposta a escrever sobre as bancas do peixe vazias nos mercados, acabei como mulherzinha armada em fina e importante. Caí na ratoeira armada por uma funcionalidade nova que introduzi no contador. Assisada sou quando evito o Sitemeter. Ou me traz plágios ou vaidades precárias.

Domain Name bluewin.ch ? (Switzerland)
ISP Swisscom Fixnet AG
Location Continent : Europe
Country : Switzerland (Facts)
State/Region : Neuchatel
City : Neuchtel
Lat/Long : 47, 6.9667 (Map)
Distance : 993 miles
Language German

CAFÉ DA MANHÃ


A ler: Paula Capaz e António Costa Santos
publicado por Maria Brojo às 07:55
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

LOVE & MISTERY OU O PLÁGIO DESTE BLOGUE


Blas Gallego

Uma vil criatura que assina Mistery decidiu construir um blogue - "Love & Mistery" - à custa do alheio. No caso, meu, da “Dobra do Grito” e, quiçá, de alguns mais. Poucos. O “Sem Pénis Nem Inveja” deu-lhe noventa por cento dos escritos. Despudoradamente copiados e sem qualquer anotação que identificasse a autora. O texto de dia 1 foi transcrito na íntegra. Muitos outros lhe fizeram companhia. Por isso recebia recorrentes visitas duma comunidade - bastantes para me encherem o olho - do Windows Live Spaces.

Alertada para o facto, eu que não configurava alguém capaz de se dar a tal trabalho tendo por base este sítio, pasmei. Textos antigos e novos estavam ao molho e com fé num deus. Tenebrosamente ilustrados – esta foi a ofensa maior! Depois, a tal criatura identificava-se com uma imagem de vulgaridade confrangedora. Segue junta a prova.



Para enviar uma mensagem à vampira criatura, penei, mas consegui. Com polimento sugeri-lhe que retirasse os textos e, en passant, deixei aviso que do tribunal não se livrava. Por esta hora, está limpo este lugar: http://solamentemistery22.spaces.live.com/default.aspx. A referida figurinha esqueceu a possibilidade real das provas dos sucessivos delitos estarem gravadas em arquivo e neste endereço: http://74.125.39.104/search?q=cache:0U6iQjjBFC0J:spaces.live.com/api.aspx%3Fwx_action%3DIdentityRedir%26wxp_targetsite%3DPersonalSpace%26wxp_type%3Ddefault%26wxp_cid%3D5097378210333590188%26wx_partner%3DLive.Spaces%26mkt%3Dpt-PT+love+and+mistery&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=6&gl=pt

Quanta saudade das criações elegantes do Yves Saint Laurent ontem finado!... O “príncipe da moda” seria incapaz de óbvia e banal canalhice.

CAFÉ DA MANHÃ


A ler: "Uma Segunda Oprtunidade" - Leonor Barros e A grande Farsa do Aquecimento Global" - Manuel S.Fonseca.
publicado por Maria Brojo às 07:36
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

"OUT OF AFRICA" OR THE SLEEPING BEAUTY


Bruno Di Maio

Pela metade dos oitenta, era uma mulher deliciosamente cansada. Vida cheia e feliz talvez pelo vício de construir arranha-céus de alegria com pedaços de cascalho. Era o tempo de não perder filme dum realizador que cultuasse. Para arrebanhar aqueles ócios fugidos restringia saídas nocturnas, porque noitadas portas adentro eram mais que as desejadas. Os amigos, que raramente logravam ter comigo cavaqueiras amenas fora de casa, tinham a paciência de esperar que a minha conjuntura aprontasse coincidentes disponibilidades. De raro em raro, acontecia. A Isabel e o Carlos, o Alexandre, a Margarida e o Joaquim espicaçavam-me com propostas divinas. A mais teria acedido pelo afecto que lhes tinha, mas a família era prioridade que não podia descurar.

Pela longa história de menina da rádio, dos livros, bailado, teatro e cinema, mal o quotidiano abrisse janela de oportunidade, aproveitava-a. Calhou uma quando em Lisboa estreava o “África Minha”. São Jorge, noite de sábado, tomei assento no, para mim mítico, escurinho do cinema. Reverenciava Meryl Streep e Robert Redford. No “Kramer contra Kramer” tivera sempre à mão lenços de papel que inundara de lágrimas e ranho. Não sendo de choro fácil, lembro o filme mais pelo desarranjo da fungadeira do que pelo mérito. Mas era a savana de África que desfilava no ecrã como cenário de um difícil amor. A pé desde as sete da manhã, o conforto dos amigos, a quentura da sala, a banda sonora e o aconchego do veludo embalaram-me. Adormeci como anjo em cama de nuvens. Estremunhada, acordou-me o restolho da debandada dos flamingos. Motivo de risota amigável ainda hoje lembrada no grupo.

Da carreira de dorminhoca pública, foi o começo. Salvo no bailado, após o intervalo era certo o meu sono descansado. Confesso ter dormido na Comuna, no Teatro da Graça, e na quase totalidade dos teatros de Lisboa. Alcancei o cume na carreira um par de anos depois - tive a inaudita audácia de adormecer num bar ao lado de potente coluna de som. A partir daí, foi o declínio. A um cume segue-se, fatalmente, um nodo. Até hoje.

CAFÉ DA MANHÃ


Hoje:


”Caída a Rede de Seda e a Caxemira” – “Evitaram o cinco estrelas costumado. As maçãs verdes na taça metalizada. Os tons de terra e os almofadões alvos. (...)"

“Interrogatório” – “Você já foi interrogado? Eu não estou falando do tipo de interrogatório que sua mulher lhe faz, por exemplo, ao descobrir uma marca de batom (...)"



Sleeping Beauty – P. I. Tchaikovsky (Aurelie Dupont)


publicado por Maria Brojo às 07:34
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Domingo, 1 de Junho de 2008

AMO-VOS TANTO, SABEIS?


Arthur Egeli

Tenho saudade do tempo das minhas noites de sono curto. Aos dias pequenos habituei-me desde menina. Agora, como então, sobram planos e tarefas para o acordar seguinte, se chegar. Alonguei as horas dormidas e delas fiz e faço reserva para noites delirantemente longas. Preciso dumas e doutras por ser mulher inteira.

No tempo das noites curtas, havia choros infantis, mãozinhas sapudas que chamavam pelo meu colo. Havia birras e cansaço, alegria em cada um dos pares de olhos que nos meus se compraziam e eu neles. Havia pretexto para festas muitas em cada dia. Havia braços roliços pendurados no meu pescoço. E colo. Sempre colo, meu e deles. Nem um dia passava que não fosse das crianças e dos pais. Da mãe.

Hoje, olho-te e já não são curtas as noites. Longo o dia em que te não sinto perto o sorriso diferente e igual ao deles. E amo-te tanto, sabes? Um livro, como quando as noites eram curtas, será o presente de hoje e de ontem, mesmo quando não é celebrado o dia oficial da criança. Vem ter comigo à porta como costumas fazer. Corre para o sofá na certeza de que te sigo. Não pegues num livro qualquer. Espera por este. Depois, aninha-te no meu colo. Enquanto te beijo os caracóis, ri e mexe nas pontas longas do meu cabelo. Como de costume fazes quando corro para ti e tu para mim.

Filipa, Gonçalo e Afonso – amo-vos tanto, sabeis?

CAFÉ DA MANHÃ


Hoje:


“Já lá vai algum tempo desde a última vez que sonhei acordada.” – “Quando o genérico começou a rolar, ainda me ecoava nos ouvidos uma repetitiva melodia (...)"

"As damas" - "Porque hoje é domingo, falarei de damas, mulheres-ícones que habitam este nosso quotidiano (...)

Desde ontem:


“Na Pré-História” – “Sou visitante assídua do blogue do Pedro Rolo Duarte. Desde ontem, na coluna intitulada (...)”

Faço minhas as palavras do Manuel S. Fonseca e celebro a vitória de Manuela Ferreira Leite, mulher que do alto dos seus sessenta e sete anos é a primeira a dirigir um dos maiores partidos portugueses.

“Manuela Ferreira Leite” – “Manuela ganhou. É, no PSD, a vitória da sensatez e do pragmatismo. Reconheço e reconheço com simpatia (...)”

BLOGOSFERA


"Que esperavam os 90.000 marmelos que pagaram 50 e tal aurélios para ver uma gaja objectiva, pública e sinceramente alcoólica e cuja canção mais conhecida diz alguma coisa assim como rehab, no, no, nooo? Um espectáculo das princesas da disney sobre o gelo, coca-colas e pipocas, uma declaração amor ao chá de limão, um pedido de desculpas? Devem estar a gozar comigo! Cambada de ofendidinhos com excesso de sobriedade, é o que é."

Brilhante, querida Rita! Aplaudo, subscrevo e divulgo.
publicado por Maria Brojo às 11:03
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“PRÓS E CONTRAS” OU ST. JULIAN’S SERÔDIO


Blake Flynn

Um não-amigo, conto alguns, persiste no cultivo do meu intelecto por via da RTP2. Devo-lhe a generosidade da lembrança e a bondade do julgamento desta leda cabecinha. Olhando para o monstro mudo, propus-me saber do caos da nação. Na 1, os “Prós e Contras” prometiam angústia para seroar. Fosse pelo estado de “tásse bem!”, ou pelo rescaldo de um dia cheio, aceitei o desafio que me propus.

Tendo-me corrido mal, por falta de engenho e verbo, a crónica da semana no PNET Mulher, descansei as teclas – não prometiam que delas saísse nada melhor. Um a um, os pontífices foram apresentados pela estridente Fátima Campos Ferreira. Que me perdoem, mas pareciam meninos do St Julian`s em versão serôdia. Explico: very cool na postura, idênticos na farpela, no duplo-queixo e nos narizes inchados de prestígio. Não os soubesse figurões da sapiência e do poder, voltaria à malfadada crónica e passaria em rodapé: “homenzinhos”.

Das banalidades que ouvi, ressalvo a ousadia de um cientista político(?) cujo nome desconheço. Como soe dizer o referido não-amigo, um engraçadôncio! Entre outros nonsense, afirmou mover-se o PSD a diesel e o PS a gasolina. Faltou explicitar qual delas. Mais à frente, debitou tirada à Monsieur de La Palice – o engenheiro José Sócrates é melhor do que os outros porque tirou o curso numa universidade obscura que não lhe encheu a cabeça de merdas (as merdas são minhas). Foi o único momento em que dei por bem empregue o tempo.

Comentário final: malvado St Julian`s que obriga alvas camisas. Um tédio! Outro não-amigo que muito prezo arrisca camisa Façonnable com gaivotas em cerimónia de estadão. Isso, sim, é ousadia!

«Lapalissades» famosas


«Ce que j'ai écrit, je l'ai écrit.», Pôncio Pilatos.
«Quand c'est rugueux, c'est pas lisse» Jacques Lanzmann
«Je pense que nous sommes d'accord : le passé est révolu.», George W. Bush.
«La plupart de nos importations viennent de l'étranger» George W. Bush

Nota: Afirma o não-amigo que me cuida do intelecto, que a minha imagem faz lembrar esta imagem com “handicap e outros conteúdos”.

Body Heat (1981) - introduction of Kathleen Turner





CAFÉ DA MANHÃ


A ler: Leonor Barros e Manuel S. Fonseca.
publicado por Maria Brojo às 08:53
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