Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

"FAZER SEXO", "FAZER AMOR"

 

 

Hendrik Goltzius

 

Dei cor à normalmente negra televisão. Sexo como tema em debate. Aguentei duma hora, soube depois, um quarto. Amiga atenta a debates tem, entre outros, o mérito de me informar da fração útil que deles retira. Findo o repasto televisivo, veio crítica globalmente severa. Além da fatuidade, sublinhou «peito» por mamas e «fazer sexo» por «estar em sexo». Parecendo-me equivalente a estar em trabalho ou em viagem, questionei-me e a quem o pensar da nossa língua vicia.

 

Fornicar, copular, foder são palavras do nosso léxico. Quem as rejeita dirá que estar em sociedade obriga a decoro no discurso. Prefere as expressões «fazer sexo» ou «fazer amor». A primeira realça uma função biológica e asséptica; a segunda atribui à cópula afeto como agrada aos herdeiros da tradição cristã. Essencialmente, distinções ociosas. Pelo herdado de antanho, preferimos «delico-doçuras» para exprimir o sabido.

 

No canto nono dos Lusíadas, é descrito paraíso à época muito semelhante ao recém-descoberto Brasil. Depois de alcançarem Calecute, Vénus premeia navegantes. A deusa industria as ninfas para se ocultarem, depois revelando-se com sabedoria, como faria qualquer competente patroa de uma casa de putas. Os marinheiros fodem com as ninfas nos “canteiros”, que é como quem diz, pelos cantos. Vasco da Gama é brindado com os favores de Thétis no luxo do palácio em cristal. O marinheiro Leonardo, desgraçado nos amores até ali aportar, logrou ninfa rendida. Ele “desfeito em puro amor” - ejaculação precoce suavemente descrita. Pelas desventuras e meses nos oceanos, restava àqueles homens a masturbação e a homossexualidade. A “Ilha dos Amores” simboliza bem-aventurança maior: encontro com o divino pela fornicação abençoada.

 

Na magia negra, há a visão satânica de fornicar com o diabo. Lambê-lo. Atingir o prazer máximo mulher que ele penetre. Fausto, vendido ao demónio a troco de duas dúzias de anos sem envelhecer, também associa ao maligno os prazeres da carne. Nem a magia branca do amor de Margarida poupa o amante ao Inferno.

 

Sodoma e Gomorra foram aniquiladas devido (...)

 

Nota: texto completo no "Escrever é Triste".

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:06
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Terça-feira, 14 de Maio de 2013

ÁGUIA EM CAMPO DE TULIPAS

 

Autor que não foi possível identificar e Cbeattie

 

Porque amanhã Portugal equipa-se de encarnado, que a águia voe alto e certeira sobre um campo de tulipas.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:29
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Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

NEM TUDO O VENTO LEVOU

Gary George

 

"Scarlett _ Rhett... if you go, where shall I go, what shall I do?

Rhett Butler _ Frankly, my dear, I don't give a damn.

Scarlett _ Sir, you are no gentleman.

Rhett Butler _ And you, Miss, are no lady.”"

 

Assim retorquia um Clark Gable sobranceiro a uma Vivian Leigh rebelde e apaixonada. Garota, sonhadora, depressa cansei os livros de inocentes afetos, bondade às pazadas, fadas, sapos que eram príncipes, príncipes que eram uma maçada. Tudo envolto em bosques, castelos, heroínas loiras com lábios de rubi. Olhos azuis ou esmeralda. Os joelhos esfolados por campeonatos de salto à corda e à «macaca» não me davam aspeto de menina bem comportada. Que não era, também pelas atrevidas leituras à socapa sem descurar o parecer. Mimada, enamorada pela família, desgostá-los era mágoa pesada. Aprendi a conciliar. Engolir o grito de dor ao desinfetar a ferida, e tapar com a fímbria do vestido, mesmo à justa, a prova do delito. Inventar sítios novos para esconder livros proibidos que devorava, sôfrega, roendo maçãs aninhada num canto qualquer. "Tudo o Vento Levou" visto na «têvê» foi deslumbramento na baralhação entre criança e adolescente. A majestade cénica, a crueza da guerra civil, a escravatura e os distantes senhores valiam por mil histórias da Sarah Beirão que me era permitido ler. Não me despedi do Speedy Gonzalez – preservei-o como resquício de infância com o mesmo valor do gosto por compota acabada de fazer que o lume e o saber da cozinheira deixa no ponto.

 

Amores épicos, grandiosos, heroínas misteriosas de mantilha escondendo parte do rosto e pernas infinitas em saltos agulha, homens sedutores, encostados à ombreira da porta, uma perna dobrada sobre a outra, chapéu descido, cigarro enovelando o fumo no ar. Amores que não vivemos. O que ficou por fazer. (...)

 

Nota: texto completo no "Escrever é Triste".

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 10:02
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Domingo, 12 de Maio de 2013

ARQUITETURA NO MEU BAIRRO

 

 

 

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:45
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Sábado, 11 de Maio de 2013

MANHATTAN AO SERÃO

 

E. Goetschel

 

Serão na véspera deste sábado. Pelo gosto em revisitar filmes de culto, escolhido “Manhattan”. Woody Allen dirige a fita de 1979. Interpreta o fabuloso Isaac Davis na busca incessante de um sentido para a vida, para o amor numa cidade em que o sexo é tão banal como um aperto de mão e a porta para o amor verdadeiro é giratória. A crença de poder alterar a personalidade do outro através da partilha dos dias. A sátira da racionalidade pura e da intelectualidade. Desvalorizada a pureza dos sentimentos tida como ingénua. Até um dia.

   

Elenco de luxo: Meryl Streep (Jill) como a ex-mulher de Isaac, lésbica, Mariel Hemingway é Tracy, a belíssima menina de 17 anos que ama genuinamente Isaac de 42, Diane Keaton como Mary, mulher sedutora com manto de pragmatismo que encobre sentir confuso nos amores. Uma Manhattan filmada com a magia que de facto possui para quem lhe reconhece o palpitar. A também mágica banda sonora de George Gershwin marca sequências e personagens.

 

Podia ser um filme datado, mas não. O cerne do argumento é intemporal ao traduzir a procura de todos - um amor como símbolo de felicidade - e os enganos dos caminhos individuais.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:37
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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

ESTRELA QUE PERDURA

 

Caricatura de João Villaret, por António na Estação do Metro Aeroporto, Lisboa

 

Hoje, João Villaret completaria cem anos. Homem da cultura, do teatro, divulgador da poesia nomeadamente de Fernando Pessoa, José Régio, António Botto e de outros grandes poetas. Declamava como ninguém ao fazer uso do seu talento de ator.

 

Quando alguns, não a maioria dos portugueses devido à atávica pobreza e ao atraso de Portugal, tiveram acesso à televisão, a sua presença assídua acompanhada ao piano por António Melo, tornou-o «estrela» admirada por todos. Tinha luz, sim. Própria, única, que continua a brilhar na história da nossa cultura e tradição.

 

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publicado por Maria Brojo às 10:17
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Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

ARRECADAÇÕES EMBUTIDAS

 

Charles Wysocki

 

Do ponto de vista do utilizador no que ao desenho dos apartamentos e moradias respeita, a inovação maior do século passado foram os roupeiros embutidos ocupando paredes. Antes, eram os guarda-fatos que ocultavam vestimentas e demais tralha relacionada ou não com o trajar. Uma vez repletos e por não existirem espaços fora do apartamentos dedicados a arrumos, era comum a tentação de lhes pôr em cima caixas e caixinhas, tudo o que a subjetividade individual incluía na categoria do «pode vir a fazer falta». Mas não fazia durante anos. Mantos de pó encontravam poiso seguro – apenas nas limpezas de Primavera eram visitados com pano húmido, eliminado um ou outro para a conquista de espaço destinado a inutilidades substitutas. Não havendo o revirar anual da casa, ali permaneciam por ‘tempos longos e bons’.

 

O soalho sob as camas, altas como eram, também cumpriam com êxito o acumular de objetos. Malas de viagem, caixotes em cartão arrecadavam semelhante ao cimo dos guarda-fatos. Em resumo: orgia de pó e inutilidades as mais das vezes. No que concerne a este século, os benditos sommiers com alçapão merecem o óscar do mobiliário em interiores domésticos. Alojam o pretendido, edredões e colchas em desuso no ciclo do ano mas que inopinada mudança climática reclama. Poupada ida de emergência à arrecadação vulgarmente sita nas funduras do bloco de apartamentos. Economizado tempo na era da pressa. Mantido o minimalismo útil e de ‘bom tom’.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:53
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Terça-feira, 7 de Maio de 2013

ONTEM E HOJE, EXAME NACIONAL

 

Ashley Cecil Cora e autor que não foi possível identificar

 

Nove anos de idade. Estreado vestido e sapatos e soquetes – as famílias curavam de engalanar as crianças para o exame de admissão ao Liceu Feminino. Escola grande e outra a abrigar-me no ano letivo seguinte existindo sucesso naquela prova. Ambiente intimidatório para as crianças habituadas à pequenez afável da escola primária. Distribuídas por diferentes salas, era quebrada a cumplicidade entra as meninas que, até aí, partilhavam brincadeiras no recreio, os momentos de avaliação. Havia pouco, fora o exame da quarta classe com direito a prova de lavores – recordo o cachecol de lã que tricotei. Talvez essa a origem do meu gosto por tricô que permanece. Era, então, permitido que cada menina escolhesse a prenda de mãos do seu agrado. Sem temores, «passei» no exame realizado na escola de sempre. Somente depois, a prova que dividiria alunos por dois destinos diferentes: o ensino liceal ou o ensino técnico, segundo as posses e ambições das famílias.

 

Não recordo como aflição marcante o exame no liceu. Antes lembro dia quente e soalheiro, a prova de português com direito a redação onde perorei sobre um domingo de Páscoa perfumado pelas glicínias floridas do jardim. Julgo, sem certeza, ter mencionado belíssima ave que inventei. Trouxe o rascunho, e a mãe que me havia acompanhado esperou pelo regresso a casa para, em conjunto com o pai, ser lido. Aplaudiram. Depois, as férias grandes e a liberdade estival.

 

Hoje, de novo, a realização do exame final do ensino básico. Interrompido durante décadas, é notícia de abertura nas rádios (a esta hora, ainda por ver televisão e jornais). Entrevistas, opiniões várias. Que pode ser traumático para os infantes, uma delas. Inútil, outra. Preferível a avaliação contínua como até agora. Momento indicado para consolidar sentimentos de responsabilidade nas crianças, defende o Ministério e eu com ele. (...)

 

Nota: texto completo no 'Escrever é Triste'.

 

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publicado por Maria Brojo às 10:26
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Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

A PACIENTE INGLESA

 

Jan Bollaert

 

À beira dos sessenta, por entre brumas e smog, ela entretinha o vazio e a falta de hormonas vivazes na rede virtual que o longe aproxima. Visitava salas de chat ignorando(?) fundos lodosos. No silêncio doméstico, amparava-lhe o desamparo o romantismo do chintz esparramando das rosas a paralisia, repetido nos reposteiros da sala, na cabeceira da cama, na «senhorinha» capitonné que a melhores tempos assistira. Da ligação ótica à fantasia de mundos venturosos, não tardou a dependência somente igualada pelos litros de chá bebericados. Não, não se resignaria às compras de bairro, à reforma coroada por festa e ramalhete florido e mais canecas e bules e inutilidades cheirosas! Queria mais. Mistério e aventura. Afagos. Sexo que não arrotasse pubs. Bombons. Um homem.

À beira dos cinquenta, dúvidas tenebrosas. Ele omitia-as vazando encanto ao lançar redes da sedução onde calhava. Aconteceu pescar, entre brasileiras, portugueses, africanas and so on, a inglesa. Por facilidades próprias, foi à ilha da rainha conhecê-la. Entre chá e «sandochas» de pepino, a adrenalina piou baixinho. Manteve o polimento e, no regresso, deu folga ao laço. Sendo a fortuna marota, um exemplar de pescado antigo abriu - milagre! - as guelras e revelou escamas luminosas. Veio o romance, o «amor» aqui e ali sacudido por fanecas ocasionais.

Corria a vida assim-assim, quando a inglesa decide corresponder ao amável convite - chutado para canto no passar dos muitos dias - de vir a Portugal fruir do sol e do bombom lusitano. Caiu-lhe o mundo em cima. E agora? Inglesa com portuguesa finória, refinada trinitroglicerina. À namorada conta um conto: colega de trabalho à beira da reforma, convida-a por gentileza e não é que ela teve a insensatez de aceitar? Teria de a receber, fazer o sacrifício de ser escort por quinze dias. Mais nada. Mera cortesia e honra à palavra dada. Ouvindo mais que o relatado, a namorada viu feliz oportunidade de dissecar breus ocultos. Esperou, feita lagarta ao sol, o desenrolar da trama.

 

A trama

 

Laura

A inglesa diz chegar num sábado. Combinado previamente fim-de-semana com a namorada. Adia a vinda da inglesa por oito dias. Semana seguinte. Inicia na quinta, outro final de semana a dois. No sábado, abala para receber a «colega» no domingo. À chegada, o infortúnio prega dolorosa partida: ainda no aeroporto, a senhora cai e fica uma amálgama de nódoas negras e luxações. Ele relata o infortúnio à namorada. Põe a inglesa no hotel (disse). Na manhã seguinte, o estado clínico piora. Centro de Saúde com ela. Nada partido. Um analgésico que a dor não alivia. Trá-la para casa e para a única cama. Ele cozinha, cuida da doente e dorme com ela. A coisa piora. (...)

 

Nota: o texto continua aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:41
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Domingo, 5 de Maio de 2013

PARA TODAS AS MÃES

 

Klimt, Robert M Baumbach

 

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publicado por Maria Brojo às 09:08
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Sábado, 4 de Maio de 2013

MILHÕES, MILHÕES, MILHÕES

 

Autor que não foi possível identificar, Manchu Edison

 

Acordar para o dia com mágoa. Alma de breu, coração apertado até ervilha. Nem a tepidez prevista suaviza o sentir. Ontem e nas vésperas, as novas medidas governamentais lograram outra terraplanagem numa já diminuída esperança no futuro próximo dos portugueses. Vozes credenciadas se alevantam contra o insano ataque aos idosos reformados, aos funcionários públicos, ao inevitável crescimento do desemprego. Vozes anónimas também. Nas famílias, o mesmo. Os cidadãos engoliram, a contragosto, a tirania daqueles que trocam pessoas por números. Desrespeito intolerável pela dignidade de todos e pelo direito de propriedade que as pensões constituem. E este não é o choradinho do costume, o atavismo da tristeza nacional que no fado encontrou expressão. É mais e pior. O povo sabe e amaldiçoa quem dele, há anos, faz marioneta num espetáculo encenado por contabilistas frios e calculistas. Insensíveis, portanto. Ignorantes de facto.

 

Milhões, milhões, milhões. De poupança, dizem. Objetivo: cumprir metas duma Europa débil que não se pensa nem reforma estruturas fundamentais da falsa comunidade de nações que regula. Que ignora as boas práticas vindas de outros lados do mundo. Que se auto fratura e fratura sociedades. Almas. Vidas. Sempre assim até à rutura final ensina a história.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:34
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Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

DAS FAMAS, CONTRADIÇÕES

 

Will Kramer

 

A Siemens destaca os acidentes mais comuns com telemóveis:
- deixar cair o telemóvel;
- atirar o telefone ao chão num acesso de raiva;
- queda do aparelho na sanita;
- esquecer o aparelho no tejadilho do automóvel;
- deixá-lo cair na neve (de preferência em St Moritz, digo eu).

Rol do comum enjeitamento do bicho falador e «GPS de serviço». Mas há resistentes: os que sobrevivem a noite de tempestade após queda num charco que, mal comparado, mais parecia a lagoa de Albufeira ali para as bandas de Alfarim ou Meco e já foi a Meca do nudismo português. Ó valorosos atributos masculinos e seios pingões que por ali balanceavam! Ó rosadas «guidinhas» abertas ao sol do meio-dia! Ó ovos estrelados e pilinhas liliputianas visíveis a olho nu apenas de muito perto! Tudo saudável, sem infiltrações, ou tesuras cirúrgicas.

Por esse tempo, La Plage de La Liberté, ao lado de Saint Tropez, expunha o mesmo encimado por rostos de pevide, sendo elas, de noisette, sendo eles. Nada de muito diferente, não fosse a ausência de modos dos espreitas «meconeses» e a discrição dos voyeurs que na Liberté silenciavam orgasmos. Cá tudo boçal, dizem, lá tudo raffiné segundo a fama. Por entender: então os franceses têm requinte e nós não? As pevides e os fragiles que nem uma cascata de água limpa escorrendo-lhes pelo corpo aguentam por dia? Depois, armados em finos, fazem género. Não raro, a xenofobia marca-lhes atitudes, malgré o reputado ‘bon chic, bon genre’. Os nossos emigrantes, desde os anos sessenta até hoje, que o digam.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:23
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Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

RAZÃO PROVADA

 

Autor que não foi possível identificar

 

Tempo houve em que era recomendada extrema cautela nos alarmes sociais. O povo ignorava, o coração não sentia. Porém, na atualidade, a norma da prudência e mansidão está abalada. Recorrentemente, e de forma crescente, analistas, sociólogos, pessoas que convivem com o dia-a-dia de muita gente que sofre na pele as várias “crises” que se vão abatendo sobre a sociedade portuguesa alertam para os sucessivos atentados contra a justiça social. Desta, a própria convivência democrática.

 

A corda que nos estrangula por via da austeridade é reprovada por Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia em 2001 e antigo vice-presidente do Banco Mundial. Afirma que da austeridade decorrem «suicídios»: das economias, do emprego, do crescimento. Arrasa esta política dominante na Europa, realça como países fora da Zona Euro progridem pelas mudanças estruturais feitas atempadamente, enfatiza a instabilidade vivida em Portugal. Alerta para o risco moral de teimar num caminho que já revelou prejudicar a saída da «crise». Instou os portugueses a dizer um não firme à rota que os tem conduzido para chagas sociais difíceis de cicatrizar.

 

As medidas de aumento de despedimentos no setor público anunciadas hoje, os cortes nos salários e pensões já em 2014 provam a razão de Joseph Stiglitz.

 

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publicado por Maria Brojo às 09:29
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Quarta-feira, 1 de Maio de 2013

QUE BEM COMEÇA MAIO!

 

Bryan Larsen

 

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publicado por Maria Brojo às 10:29
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Exposição de Artes Plásticas - Conceito

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