Claude Théberge
“Há Dias assim, as nuvens da manhã lançam lágrimas aos olhos, e mais tarde aqueces o corpo na varanda. As melodias soam longe, como se de outro mundo fossem, e são, maravilhosamente abertas de um azul profundo como o mar mais solto.
Há dias que o teu amor é só memória, é só tempo, sem ser agora, mas dias em que tudo se esconde sobre a sombra da luz da tarde, o ar que cheira a maçãs verdes, a água parada e o tojo queimado.
Há dias assim, mas não são todos, entre os troncos lisos dos choupos, o mar lá atrás sorrindo em ondas brancas de barba, as revoluções esquecidas, desinteressadamente.
Há dias que não existem porque são cópias de outros passados, os mesmos gestos, o mesmo tocar, o amor repetido como se fosse cassete de música — põe lá outra vez.
Há dias assim que só existem uma vez e nunca mais. Dias de um calor sufocante sobre a cidade silenciosa e coberta de uma luz vertical, dourada, branca, o mediterrâneo perdido na poeira levantada.
Há dias que antecipam outros dias, e dias que substituem outros dias, mais velhos, experientes do olhar do tempo, solitários e superiores por terem já sido.
Há dias que “se me contares toda a tua dor eu nunca mais irei sorrir”.* (…)”
Nota – Texto de Bernardo Vaz Pinto aqui.
CAFÉ DA MANHÃ
Neste dia que burocratas sempre em serviço dizem inútil por não contribuir para a produtividade nacional, melhor é ‘mandar às malvas’ quem tal afirma, desesperanças e viver alegria.
Sugiro o Galito, pena fechar ao domingo!, lugar da minha rendição à comida alentejana. Serigrafia oferecida pela querida Amiga Manuela Pinheiro onde figura Pessoa, um dos seus amores, e, a começar, aqui a terminar, os torresmos do rissol que me perdem.
CAFÉ DA MANHÃ
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Michael Parkes – “Nightfall”
1) Em que batalha morreu o Almirante Nelson? _ Na última.
2) Onde foi assinada a Declaração de Independência? _ No fim da folha.
3) O Rio Rave corre em que Estado? _ No estado líquido.
4) Qual é a principal causa do divórcio? _ O casamento.
5) Qual é a razão principal para falhar? _ Os exames.
6) O que é que não se pode comer ao pequeno-almoço? _ O almoço e o jantar.
7) O que parece uma metade de uma maçã? _ A outra metade.
8) Se lançarmos uma pedra pintada de vermelho ao mar azul, em que se transforma? _ Numa pedra molhada.
9) Como um homem consegue estar oito dias sem dormir? _ Facilmente. Dorme de noite.
10) Como se pode levantar um elefante com uma mão? _ Não é possível encontrar um elefante só com uma mão.
11) Se tiver 3 maçãs e 4 laranjas numa mão e 4 maçãs e 3 laranjas na outra, o que é que tem? _ Mãos muito grandes.
12) Se foi preciso a 8 homens, 10 horas para construir um muro, quanto tempo demorarão 4 homens a fazê-lo? _ Nenhum. O muro já tinha sido construído pelos outros.
13) Como consegue deixar cair um ovo em cima de um chão de cimento sem o partir? _ De qualquer maneira. O chão de cimento dificilmente se parte.
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CAFÉ DE MANHÃ
Mark Keller – “Melody in Lace”
“Retém as tuas palavras perante todos, mas não perante um amigo.” Abu Said
Na música, no bailado, numa peça de teatro há marcações, andamentos, saída e entradas que importa respeitar. Na vida é o mesmo - uma luz pestaneja duas ou três vezes e apaga-se. É o sinal da mudança, a consciência fugaz do seu reconhecimento. Destas luminescências podemos não dar conta imediata. Só a distância dos dias situam o local da viragem, o momento em que transformámos um moderato num presto ou num allegro.
É tão difícil abandonar o narrador que nos encobre... É tão fácil metaforizar, fabular, largar pegadas pelos escritos, na contradição do medo/esperança de que alguém se debruce sobre eles e percecione os nossos passos... E que necessidade é essa de entreabrir frestas no que ao próprio pertence para espíritos alheios o desflorarem?
Sou incoerente: o anonimato relativo oculta-me e desenho a autora como espelho da mulher que sou. Em que ficamos? Preservo-me ou exponho-me? Porque a prudência espartilha e a cada dia senti mais opressores os atilhos, desapertei-os, aos poucos, até restar um: o núcleo do que sou. E esse não interessa a quem por aqui navega.
A mulher, a autora, a Maria e a narradora. Coincidem aos pares. A Maria narra o que a mulher e autora experimentam, intui e fantasia. Denuncia-as, a atrevida. A narradora é o outro vértice deste jogo triangular. E, como em todos os triângulos humanos, há traição. Da mulher a si própria? Da narradora aventureira que denuncia a mulher? De todas numa só que legitimam a narradora no despir do linho fino que as cobre?
CAFÉ DA MANHÃ
Autor que não foi possível identificar
"Quando foram conhecidos os dados sobre a pobreza repetiu-se um clamor — somos um país demasiadamente desigual e com níveis de pobreza chocantes. Tende a ser assim todos os anos, aquando da divulgação do inquérito aos orçamentos familiares. Mas esse clamor esvanece-se com a mesma rapidez com que surge.
(…)
Recuámos, aliás, dez anos. Temos valores para a pobreza do início do século XXI e os progressos feitos foram desperdiçados. Inverteu-se o ciclo de diminuição da pobreza e o “mexilhão” pagou o ajustamento. Ora, é bem mais difícil combater a pobreza do que fazê-la crescer e os efeitos do que se passou são impressivos. Se recorrermos ao indicador de pobreza ancorada, que permite neutralizar o efeito do empobrecimento generalizado e revelar quem é que seria pobre considerada a linha de pobreza de 2009, de uma taxa de pobreza de 17,9%, quatro anos passados, temos uma taxa de 25,9%. São 800 mil portugueses mais que saíram da zona de algum conforto material.
Fica assim demonstrado o efeito devastador da austeridade. Destrói tudo à sua passagem e diminui efetivamente as condições de formação de uma sociedade decente.
Mas o que mais impressiona não é a fotografia, nem mesmo a curta-metragem que dá conta da forma como evoluíram os rendimentos em Portugal. Estamos perante um daqueles problemas em que vamos ter de aguardar pelo médio prazo para assistir à manifestação dos riscos em toda a sua plenitude. E não vai ser bonito de se ver.
Não há, a este propósito, indicador que nos interpele tanto como sociedade como o da pobreza infantil. Qualquer político que ambicione ter responsabilidades governativas, devia ter um papel à sua frente para lhe recordar todos os dias que, em 2013, uma em cada quatro crianças é pobre (um valor que subiu mais do que qualquer outro). Não se trata apenas de uma estatística. É, pelo contrário, uma arma de destruição de qualquer reforma estrutural.
Um quarto das crianças portuguesas não reúne as condições para cumprir o que a Constituição prevê: direito a cuidados de saúde, a educação, a alimentação e habitações condignos. Na pobreza tudo isso falta e não custa imaginar o país que teremos daqui a décadas com os níveis de pobreza que hoje temos entre as famílias com crianças.
Aceitar como se fosse uma nova normalidade a sociedade de pobres e de desigualdades é uma ameaça hoje, mas é, acima de tudo, a forma mais eficaz de hipotecarmos o futuro."
Pedro Adão e Silva, in Expresso
CAFÉ DA MANHÃ
Terry Rodgers – “The Curious Brain”
Esvoaçam em bandos pela cidade. Rostos falando de primavera. Cabelos soltos levantados pelo vento ou pelo gesto de os prender no elástico que trazem no pulso. Botas rasas mal amanhadas ou ténis de sola grossa. As gangas escorregam na anca e desenformam o corpo. Trouxas de roupa. Algumas aventuram mostrar o peito; o fundo da barriga, quase todas. Casual wear, extremado. Sweats com capuz, blusões de penas ou camisola ligeira desafiando o Inverno. Rostos lavados. Malas pequenas na mão, quando muito um dossiê e um manual numa mochila simbólica. Os livros ficaram em casa. São as rapariguinhas de Lisboa.
A noite transfigura-as em projetos de mulheres. Cuidam, combinam, compram, cambiam a roupa que emoldurará a transformação. Ousam a maquilhagem - lápis negro e sombras nos olhos, bâton nos lábios com um pingo de gloss. No olhar, nas bocas e no corpo o brilho de todas as ilusões. O apetite pela transgressão inaugurado com um shot. E riem. Muito. A mão sobre-erguida aperta entre os dedos um cigarro. Os corpos mal cobertos por tiras de roupa. Meneados ao som da música. Colados à parede e a corpos masculinos que simulam dança. Que é. A dança do desejo. Da vontade de curtir. Desfrutar a liberdade à revelia dos olhares censórios dos pais - pela postura, pelo visual, pelos requebros de incêndio. Nos sítios da noite, estão fantasiadas de capa de revista adolescente. Que não admitiriam parecer. Mas parecem. Sem que isso as constranja. Insuportável seria a liberdade comedida e, por isso, fugitiva. Mulheres incipientes. Rapariguinhas de Lisboa.
CAFÉ DA MANHÃ
O homem não era boa rês, é conhecido. De tudo afirmava saber por artes próprias ou do demo. Iluminado, mágico, santo, funesto, insuportável. Por muitos cultuado. Li por aí algumas das suas intuições (profecias?). A «modos que» as acho próximas dos horóscopos - cada um enfia a desejada carapuça.
Antes que O meu corpo se converta em cinzas, cairá a águia santa. Será seguida da águia soberba. - Por esta profecia foi entendida a queda do império russo, poucos anos após a morte de Rasputin, e a chegada do comunismo.
As trevas cairão sobre São Petersburgo. Quando mudar o seu nome o império terá acabado. - Com a chegada do comunismo, São Petersburgo passou a chamar-se Leninegrado. Perdeu a condição de capital em favor de Moscovo.
Maldito o dia em que se faça comércio com o útero materno. Neste dia os homens deixarão de ser criaturas de Deus para se transformarem em criaturas da ciência. - Referência ao aparecimento dos úteros de aluguer.
O mar entrará nas cidades e nas casas. Os campos ficarão salgados. O sal entrará nas águas. Não haverá água que não seja salgada. - O aquecimento global e o derretimento da camada polar fazem aumentar o nível dos mares. Muitas cidades costeiras correm o risco de desaparecer.
Quando Sodoma e Gomorra aparecerem de novo na terra e os homens se vestirem de mulher e as mulheres de homem, vereis passar a morte cavalgando sobre a peste branca. - Interpretada como referência ao HIV, considerando a promiscuidade sexual como causa da disseminação do vírus.
Chegará um tempo em que o Sol chorará sobre a terra. Suas lágrimas cairão como chispas de fogo que abrasarão as plantas e queimarão os homens. - Possível referência à destruição da camada de ozono e respetivas consequências.
Como a maioria das profecias, as de Rasputin também deixam previsões de vida plena e abundante para a humanidade. Infelizmente, somente após o caos que construímos. Uma coisa tenho por certa: odeio profetas!
Nota- É hoje comemorado o centenário do nascimento de Billie Holiday.
CAFÉ DA MANHÃ
Yang Ge
Segurava-me pelos folhos do vestido. Os olhos da bisavó Maria Augusta eram azuis, o cabelo branco enrolado ao alto. A pele tinha-a branca. Macia. As rugas, de tão finas, mal se viam. Envolta em névoa, vejo-a por detalhes. Como a luz que irradiava. Real ou inventada pela curiosa pequenita de caracóis presos num laço que eu era. Como todas as crianças que crescem rodeadas de ternura e nada temem do vislumbrado para lá da janela recolhida por espessas paredes de granito. Por isso segurava a bisneta pelos folhos do vestido, não ousasse ela arroubo intempestivo perante a vastidão do mundo que a janela prometia.
Nada saberia da mulher em que a pequenita de dois anos se tornaria. Intrépida. Curiosa. Os pés fincados em afetos. O olhar preso às extremas do horizonte. E queria. E buscava. Assente, todavia, no protegido tapete da ternura. Sólido. Inquestionável. Como o futuro. Cedo abandonado. Trocado por presente de valores e responsabilidade. O amanhã? Sim, e depois? Se ainda hoje não adormeci...
A ausência de amanhã fez de cada dia uma urgência. Exigente. Com ela, primeiro. Pelo exercício da dádiva como aprendera em família e caracterizava o clã. Restrito. Pela ambicionada perfeição diária. Que não conseguia. E enchia de culpas um saco que atrás de si arrastava. Até (...)
CAFÉ DA MANHÃ
Giorgio Brunacci
Hallelu Yah, «Louvai o Eterno», Aleluia! E olho e louvo o que vejo. Louvo o que não vejo e existe, impondo a razão madura ao empirismo que inicia no ser humano a arte do entendimento. Aleluia dobrado por tudo o que não sei e desafia. À conta da razão, louvar o Eterno é mais difícil.
Do planeta, do sistema solar, da galáxia, do universo, de tudo o que «é», conheço a precária condição. Mais ainda se do escrutínio racional fizer método, terminando(?) a dissecação na migalha menor do já infimamente pequeno. O que é, não é, sei, o que é, parece, também. Nos breves suspiros do Universo que duram dez vezes a história da humanidade, a eternidade para quem atende chegar aos oitenta anos, fica diluída a noção de tempo. Um «pfffff» de uma galáxia e lá se vai uma estrela, um cometa, ou redondeza (des)conhecida na lista dos planetas. Tudo precário. A eternidade como ilusão ou limite abstrato.
Que louvo então? A quem teço íntimas loas e desfio orações? Por que insisto em murmurar o rosário sem contas mover nas mãos? Por que preciso. Por que fui ensinada a acreditar. Por que escolhi acreditar. E de todas as razões esta: não há caos organizado de modo tão harmónico sem razão superior. Jamais foi notícia a criação aleatória de vida num perfeito ambiente laboratorial. E ao mergulhar na ciência, lembro a descrição do Eça de Queiroz selecionada pelo Carlos Fiolhais no Física Divertida: Eça de Queiroz, num texto da Campanha Alegre, descreveu de maneira assaz hilariante a situação da marinha portuguesa em finais do século passado. Reza assim a sua crónica: «É uma marinha inválida. A D. João tem 50 anos, o breu cobre-lhe as cãs. O seu maior desejo seria aposentar-se como barca de banhos. A Pedro Nunes está em tal estado que, vendida, dá uma soma que o pudor nos impede de escrever. O Estado pode comprar um chapéu no Roxo com a Pedro Nunes - mas não pode pedir troco. A Mindelo tem um jeito: deita-se. No mar alto, todas as suas tendências, todos os seus esforços são para se deitar. Os oficiais de marinha que embarcam neste vaso fazem disposições finais. A Mindelo é um esquife a hélice.» A corveta Mindelo tem pois dificuldades em flutuar direita. Deita-se logo que é deitada ao mar. Corre, portanto, o risco de se afundar. De nada lhe vale a lei de Arquimedes, que diz que todos os barcos devem flutuar porque, logo que deitados à água, surge uma força vertical, de baixo para cima, que equilibra o peso do barco. Porque é que os navios, em geral, flutuam? Desde quando se sabe a razão de os navios flutuarem?
Se a isto é fácil responder no automático, fazendo deslizar o fio lógico chegaremos, como em tudo, à últimas das questões: por que somos. É na resposta que no meu íntimo dou que creio. Também por ela sorrio e me julgo uma mulher feliz. Aleluia!
CAFÉ DA MANHÃ
Tristeza reconhecida pelo calendário católico. Cálice de penas e chicotadas. É sexta, é santa, é registo e símbolo do sofrimento do Humano(?) Redentor. Da generosidade. Do espírito solidário pelos feitos de sangue e carne e do não materializado que é tudo. Nas igrejas, rezam-se ladainhas e responsos. Gentes alinhadas em procissões e nas bordas das ruas presas a rituais talvez fervorosos, talvez turísticos. Da Espanha chegam nativos habituados a capuzes e velas trémulas. Vêm pelos atoalhados e pela diferença pobre do lado oeste da fronteira. Amêndoa doce seria o sol, não venham nuvens grávidas de chuva num talvez previsto de Norte para Sul. E as almas escurecem quando é de chumbo o céu. Porque alimento dos quotidianos depois dos encontros das famílias, o amor, domingo após, é posto à mesa e recheia cordeiro de leite. Doçuras são formosuras que entretecem memórias que ficam quando tudo foi.
“Girl with Piercings” – Painting by Forrest King
Se pessoas revelam indícios de cabeça furada e vazando mais que tacho de alumínio gasto e velho, o (ab)uso dos piercings tudo agrava. Nem me enredo em ociosa polémica sobre juízos de valor e/ou estéticos. Nada disso. Mas que os orifícios vagos quando o enfeite caiu em desgraça, me lembram coador de cozinha que pouco retém, é verdade. Como se o corpo esburacado pudesse, a qualquer momento, esguichar fluidos inesperados. Pesadelo que evito alimentar. Esteticamente, alguns têm gracinha, outros são prometedores e os que bailam na língua, argolam sobrancelhas ou narizes são obstáculos que não ultrapasso ao dialogar com o utente. Ato contínuo, a minha atenção centra-se na trajetória linguada ou na oscilação supraciliar do enfeite metálico. E lá se vai a consequência do que verbalizo.
Assumo cair na tentação de fazer brilhar o umbigo. Jeans descaídos e T-shirts subidas estão mesmo a pedir arrebique no dito - colo um brilhante de encher o olho e refletor da luz (arco-íris portátil e apetecível). O colante resiste a uns banhos e mudo depois para outro de cor compatível com os trapinhos que enfio. Mas furar... Nunca! _ Não furo, não mudo, não encho ou esvazio o património com que nasci. Está dito!
Com as tatuagens o mesmo. Se em sítios estratégicos e só vislumbradas, reconheço afinarem a curiosidade de ao todo haver acesso. Mas sendo a moda volúvel e a dor mal que evito, arrepia-me a ideia de torturar a pele para lá dos registos fatais que o forno me inflige em cada nova assadura. Sendo que em zonas pudendas (…)
CAFÉ DA MANHÃ
Rafal Olbinski – “She Stoops to Folly”
“Há muitas explicações para o 1 de abril se ter transformado no dia da mentira, também conhecido como dia das mentiras, dia das petas, dia dos tolos (de abril) ou dia dos bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu em França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo foi festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.”
Em países de língua inglesa, o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fools' Day, "Dia dos Tolos"; na Itália e na França é chamado respetivamente pesce d’aprile e poisson d’avril, literalmente «peixe de abril».
Esta é apenas uma das teorias; no entanto, há quem refira ter sido mais uma história criada pela igreja católica, para combater feriados pagãos. É preciso entender que o dia 1 de Abril é o dia em que desde a antiguidade se celebra o dia de "Loki, o Deus das partidas e da Mentira".
A lista das mentiras britânicas mais comuns para impressionar os outros
A mentira mais comum que os britânicos contam para impressionar os seus pares, é terem sido heróis (10%) ou andado de paraquedas (45 %). Mas a segunda mentira mais frequente é tentar impressionar os outros dizendo que conheceram ou conhecem alguma celebridade. Outras mentiras comuns incluem alguma dose de coragem e aventura: muitos dizem ter feito bungee jumping ou até que estiveram nas forças armadas. Participaram neste estudo quase 2500 adultos, via site da empresa de experiências Intoblue.
CAFÉ DA MANHÃ
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