Jim Warren Adulto recém-iniciado vê o mundo a preto e branco. Distingue o bem do mal, a verdade da mentira, a tristeza da alegria com uma clarividência notável. Treinado no uso do Excel, arruma em colunas pensares e atitudes. Dos resultados não duvida: a máquina é ágil e isenta de erro. É a idade do rei-na-barriga. De se levar a sério.
Mais ano menos ano, muda o cenário interior. Abala certezas e nascem dúvidas. Acumula vitórias e fracassos emocionais. Nos (des)amores, também. No desempenho sexual. Na inquietação do que dele espera o parceiro amado e o patrão. Contabiliza fodas sofríveis e notáveis. Estas, as que contam, grava no histórico individual. Esbate o preto e dilui o branco no modo de ver os outros e os valores já traiu, foi traído, amou em desamor, experimentou os meandros obscuros da cobiça e da mentira.
Para alcançar a condição de adulto humilde sabedor não abdica interrogar-se sobre quem foi e quem é. Não desiste da incerteza como princípio do ser, da exigência no estar. No acto sexual atinge a idade maior a concepção de foda notável adquiriu rigor. Do mundo abriu o leque cromático.
A idade da sabedoria chega quando o adulto desvaloriza banalidades e acumula fodas notáveis do espírito com o corpo. Então chegado o tempo do arco-íris colorindo o horizonte.
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