Quando a paixão ensandece, aproxima-se borrasca. Ou não - paixões há muitas, tantas quantos os chapéus. Já Vasco Santana disse no primeiro sonoro português, Canção de Lisboa: chapéus há muitos, seu palerma! Havia no início dos anos trinta, que, por ora, há bonés invertidos e sweats largueironas em vez dos paletós.
Os apaixonados pelo comando do PSD pavoneiam rituais de acasalamento que entre eles destaque um. Comove a dedicação à causa pública que manifestam no pensar e agir. Peregrinam pelas sedes partidárias de Norte a Sul. Tecem loas e desfiam cantigas de amor que os correlegionários convençam. Em muito semelhantes ao cábula Vasco que vive da mesada das tias transmontanas e por dizeres as endromina. Elas convictas de terem um sobrinho doutor. Que Vasco não é. Forrado e cosido de dívidas, prefere os arraiais, as cantigas e as mulheres bonitas, em particular Alice (Beatriz Costa), a costureira do Bairro dos Castelinhos.
Não me atrevo a assemelhar os barões do PSD ao alfaiate Caetano (António Silva), o pai de Alice. Contraria o namoro com Vasco até lhe saber ricas as tias que dele farão seu único herdeiro. Perturbado pelos cifrões e pelo poder inerente, aceita ajudar Vasco a fingir-se médico. À dupla associou-se o sapateiro, interessado no mesmo.
As próximas directas no PSD lembram a eleição da Miss Castelinhos. Cantando a Agulha e o Dedal venceu o concurso. O pai, esse, viciou premissas e resultados.