Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

PUDOR OU MORDAÇA COM UM DEDO SÓ


Lennox Campell

Arrenego a indiferença que nutro pelos entretenimentos e talk shows das televisões. Não os sabendo bons ou maus, arrisco perder debates que dos portugueses revelem o sentir. Tive notícia de estar em preparação uma “Tarde da Júlia Pinheiro”, na TVI, orientada para a temática das infelizes conjugalidades que rondam três décadas. Os envolvidos em tão demorado mau-viver adiam desligar a máquina que confere sobrevivência ao, formalmente designado, casal. Que não é. Há muito deixou de o ser. Parceiros infelizes que sob tecto comum conjugam solidões e mágoas e desprazeres.

A extrema-unção dos matrimónios moribundos é adiada por quatro razões fundamentais: o histórico consubstanciado nos filhos, quiçá enriquecido por netos, a dependência económica de um dos membros do casal, maioritariamente da mulher, a reprovação familiar e social. Apenas são desculpados divórcios no feminino devidos ao alcoolismo, violência doméstica e à infidelidade delas - a deles merece esponja, quantas vezes atribuída à “medíocre” performance das respectivas que os não souberam cativar. Injustiça. Outra a acrescentar ao rol das suportadas por mulheres rondando os cinquenta. “São do tempo” da entronização das prendas domésticas, da quase exclusiva responsabilidade pelo rolar sem atrito da vida familiar acumulada com o salário profissional que ao “lar” aumentou proventos.

Por não acreditar que somente a Oprah Winfrey permita dos viveres íntimos expressão condigna, importa o testemunho de homens e mulheres que, por essa via, a outros exprimam solidariedade. As conchas fechadas das ostras abrigam, muitas delas, pérolas. Preciosas. Confundir pudor com mordaça é erro. O exibicionismo gratuito e a venda da intimidade alheia, também.


Nota: crónica escrita com um dedo só. Por ele, e porque, desprevenidamente, atestei o depósito na segunda, alegremente participo na utópica retaliação à Galp deste fim-de-semana - recusarei abastecer de combustível a barriga do meu pet com rodas.



CAFÉ DA MANHÃ


A ler: Rita Barata Silvério


“TIMOR 6 ANOS DEPOIS” – “Fui, como é publicamente sabido, um dos “incondicionais” na defesa da independência (...)” </center>

“Lágrimas Negras” - “Tenho imenso medo de que não gostem da canção do vídeo que está no fim (...)” </center>
publicado por Maria Brojo às 08:19
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