Autor que não foi possível identificar É fascínio de que fruo atentamente o andar da roda da fortuna que, após longo interregno, nos (re)aproximou. Passados anos, não fossem teclas afáveis e comuns, para cada um o nome do outro restaria memória de idos enleados em escritas.
Lembro a timidez da novata que então era nos enredos da rede literária. Lembro teias bem urdidas onde a palavra reinava ao serviço das emoções. Lembro o pretexto que ali tantos trazia, quando pouco mais interessava do que o empolgante jogo da palavra ao serviço de ideais e valores. E a estética no estar. As suas picardias. O gume afiado da frase curta que esgrimia como poucos. O toque
blasé dos seus textos e comentários. Os sublinhados, polidamente jocosos, que me endereçava. O meu prazenteiro desprazer ao lê-los.
Por cansaço do tempo ali consumido, despedi-me. Durante meses um ano?-, esqueci o sensual prazer da escrita. Não fora a Cookie (Lulu), e seria omisso o reencontro das palavras de um e de outro que a infinita rede óptica unira e reuniu. Quem diria que uma Vidente daria à luz a Tati e, depois, a Teresa C.?
Grata por me contar de si.
Beijinho,
Teresa C.
CAFÉ DA MANHÃ Lágrima fácil Sento-me frente ao computador com o intuito de escrever a crónica. Passam 44 minutos da meia-noite (...) A ler: Rui Pelejão BLOGOSFERA "A verdadeira excitação está no depurar tenso e contínuo, concomitantemente ronceiro e intermitente, com que elevamos o nosso prazer ao indispensável. E o nosso indispensável é quase tudo. A nossa vida e outra muita, nossa e dos outros.
As ladainhas que entre esquinas tomam tempo e discernimento, atentam excelsa e repentista sabedoria, mas nunca esta lenta, apaziguadora e prudente depuração."