Chernova Viktoria Planeio um domingo feliz. Não me importa o que acontece na cidade em brasa. Que as torres se esvaziem debitando condóminos para filas na procura de outras margens. A minha chega. Serena, silenciosa, saudável no ar que me dá para respirar. O perfume conhecido, a luz coada por musselinas dançantes. O desjejum alegre de quem sabe certo um dia extraordinário. Música e sabores que chegam novos. Pele sem atavios. Pés libertos de saltos e atilhos. Talvez um vestígio de seda daqui a pouco. Ou não, porque o dia irá deslizar num vaivém íntimo que dispensa enfeites e relógios. Os telefones ligados por que sim os outros amados estão bem e
no news, good news. Nada a temer. Aqui, entre o fúcsia e o verde-lima, a essência do que entendo por vida boa corre fluida. Um Bach desconhecido será lido com dedos. Noite dentro, talvez o calor e a dolência de um bolero. Do mais não entendo ou quero saber.
CAFÉ DA MANHÃ Tira-teimas Chega o tempo quente e com ele o prenúncio de férias. Férias, essa palavra simultaneamente tão desejada e tão temida pelos casais. (...)" Letargia O peso do calor começa a fazer-se sentir sobre as minhas costas que se vergam perante esta evidência: o país entrou (...)