Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

PORQUE É VÍCIO ARQUIVAR O DIFÍCIL



Serei crédula como amiga muito querida afirma. Não a desminto por considerar a desprevenida crença nos outros um dos muitos vestígios de uma infância sem temores. Jamais tive amigos imaginários. Os meus eram de carne e osso, acompanhavam-me nas tropelias, não me ludibriavam, e aos pactos de silêncio, pela prática conjunta de venialidades, eram fiéis. Por ausência de desmentido das convicções que adquiri, na idade adulta continuo tal qual. Desconfiar não é comigo. Ampara-me o filtro lógico a que submeto impressões e acções.

Gonçalo Amaral, o ex-inspector da Polícia Judiciária inicialmente responsável pela investigação do desaparecimento de Madeleine McCann, inspira-me confiança. Não tendo lido madrugada fora o livro “A Verdade da Mentira”, os factos descritos e as perplexidades nele levantadas parecem-me razoáveis. Em França, a opinião pública dá-lhe intuitivamente razão desde há um ano a esta parte, ainda nem o livro estava no prelo. Mais cortantes do que faca aguçada, os franceses nunca aceitaram a isenção de culpas dos McCann. Para eles, a visita do casal ao Papa e a conversa sigilosa que manteve com Kate, tem mais de confissão e publicidade engenhosa do que procura de conforto. Porém, sendo atávica a “malapata” que mantêm com os ingleses, a razão desaconselha conferir-lhes seriedade.

Porque aconteceu em Portugal, porque a história numa me pareceu bem contada, porque houve excessiva intervenção do Governo Britânico, porque é vício arquivar o difícil, tenciono ler o livro de fio a pavio. Confio mais num investigador escrupuloso do que nos meandros da diplomacia.

CAFÉ DA MANHÃ


“Nem Pense! É uma Fendi Baguette!” – “Mulher urbana, profissional com sucesso, em paz consigo, bem-encarada, quiçá vistosa e, também por isso, gourmandise (...)"

“APOLOGIA DE LANIER” – “Poderá parecer estranho, mas simpatizo com Anthony Lanier, de 55 anos de idade, nascido no Brasil e criado em Viena de Aústria. Ainda por cima, e ao que parece, não resiste a uma boa anedota, (...)”
publicado por Maria Brojo às 09:25
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