Julie Bell Zorrilla debitou pérola que faz pensar: Uns para as apaixonar, outros para as conseguir. Mais parece adágio pelo empirismo e tino. Se a condição da mulher for de candura ou modorra nos amores, paixão arrebatada é tão natural como apetite por ameixas primícias satisfeita a gula, deixa rasto. Ele, o deflagrador da gulodice afectiva, destaca-se como valoroso pelejador, pintado como herói e outros improváveis atributos (pela certa, imerecidos!). Estas alvoradas de paixão raramente chegam a manhã. Deixam por vestígios coração escaqueirado e ilusões mais esboroadas que miolo de broa.
Comumente, é curto o luto. Quase a roçar a indecência nos preceitos aldeões sobre os meses em que é medida a dor pelo preto no traje,. Quem remoça a alma e acorda o amor já não é visto com as cataratas oftálmicas inerentes à paixão. De mansinho, nela depenicará reservas teimosas até se tornar suserano amado e protector. Vai daí, nasce condado - relação julgada duradoura, quiçá engodada em matrimónio.
Uns para as apaixonar, outros para as conseguir.De Zorrilla, a razão?
CAFÉ DA MANHÃ A ler: Madalena Palma e Rui Pelejão