Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

ONDE SE FALA DE CAFETEIRAS E DA PNEUMONIA NOS STATES


Lauren Bergman

Que as luzes se apagassem quando ligo a cafeteira eléctrica em simultâneo com o forno e as máquinas de lavar, estava habituada. Que o automóvel não tugisse nem mugisse por ter esquecido horas a fio uma luz interior acesa, é facto. Que a net fosse abaixo, também – deduzo a empresa que ma fornece ao domicílio como das mais zelosas no que concerne a actualizações e abrangência, por ser essa a justificação fornecida quando a “fonte seca”. Para cúmulo, o que revela a propriedade da máxima que avaria de um electrodoméstico vem acompanhada de mais uma ou duas, os meus portáteis «cracharam» ao mesmo tempo. Hetacombe para quem parte substantiva do trabalho é feita através deles.

O que não esperava, mas fosse eu sábia e devia suspeitar, era «badagaio» simultâneo de imponentes bancos e seguradoras mundiais, dos States principalamente. A pneumonia económica chegou a Portugal e já o povo se mexe cuidando de salvaguardar seguro de vida e do automóvel. Nem falo de investimentos dos raros portugueses que possuem euros de lado e os investem na bolsa. Por ora, «crachou», caiu a pique, por pouco não bateu no fundo.

Como pelintra que sou, olho de soslaio para a «lata» que na garagem me aguarda. Enretanto, recebi a factura do seguro. Pagar, pago, por odiar a condição de caloteira. Mas, se num vendaval, árvore insegura me esborrachar a carripana, quem me garante que a credenciada seguradora não se finou por pneumonia importada do exterior?

CAFÉ DA MANHÃ


Paula Capaz


António Costa Santos
publicado por Maria Brojo às 13:17
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6 comentários:
De Teresa C. a 17 de Setembro de 2008 às 18:20
OK, tomei nota. Emendar-me não prometo.
De -pirata-vermelho- a 17 de Setembro de 2008 às 18:16
...de um qualquer perdido correio da manhã, da tarde ou da noite; é indiferente. Ponha corriere della sera ou correo gallego, vai dar ao mesmo - seguidismo, parlamenta sem sentido nem fim.
De Teresa C. a 17 de Setembro de 2008 às 16:47
Iveta - audácia tenho que baste, e o humor tem dias. Hoje deu-me para aqui.

Grata pela visita e pelo comentário.
De Teresa C. a 17 de Setembro de 2008 às 16:44
Nunca lhe disse que a vida dos pobrezinhos é um mistério? Se disse, volto a dizer.

Presumiu o que não devia - não é meu hábito ler o Correio da Manhã. Por muito que lhe custe a crer, tendo em conta a baixa-valia em que classifica o meu pensar - refiro-me à presunção anterior -, o texto é um desabafo pessoal de quem nada percebe de economia ou finanças, salvo a certeza de, algures, o meu bolso estar roto.
De Iveta a 17 de Setembro de 2008 às 16:40
Pela primeira vez visito este blog e gostei muito do que li por aqui.
Quero dar-lhe os parabéns pela audácia de falar de coisas sérias num espaço fresco e bem disposto.

Voltarei, beijinhos
De -pirata-vermelho- a 17 de Setembro de 2008 às 15:57
Crachat é coisa de pendurar ao peito ou chapola escondida d'agente do fêbê-i.
Crash é uma choque ou é falha catastrófica, hecatombe ou eh-qu'a-tombo-do-caraças...
Cracher é esguichadela ou salpico do Bob Cuspe, um clássico injustiçado.
E crachar?
Pois! assim, com quê de cão ao meio, o que é, han, han!?

(Você é uma ganda cómica... pelintra com garagem, n'est ce pas? O texto era giro se não fosse reacção comum ao picanço do correio da manhã)

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