Lauren Bergman Que as luzes se apagassem quando ligo a cafeteira eléctrica em simultâneo com o forno e as máquinas de lavar, estava habituada. Que o automóvel não tugisse nem mugisse por ter esquecido horas a fio uma luz interior acesa, é facto. Que a
net fosse abaixo, também deduzo a empresa que ma fornece ao domicílio como das mais zelosas no que concerne a actualizações e abrangência, por ser essa a justificação fornecida quando a fonte seca. Para cúmulo, o que revela a propriedade da máxima que avaria de um electrodoméstico vem acompanhada de mais uma ou duas, os meus portáteis «cracharam» ao mesmo tempo. Hetacombe para quem parte substantiva do trabalho é feita através deles.
O que não esperava, mas fosse eu sábia e devia suspeitar, era «badagaio» simultâneo de imponentes bancos e seguradoras mundiais, dos
States principalamente. A pneumonia económica chegou a Portugal e já o povo se mexe cuidando de salvaguardar seguro de vida e do automóvel. Nem falo de investimentos dos raros portugueses que possuem euros de lado e os investem na bolsa. Por ora, «crachou», caiu a pique, por pouco não bateu no fundo.
Como pelintra que sou, olho de soslaio para a «lata» que na garagem me aguarda. Enretanto, recebi a factura do seguro. Pagar, pago, por odiar a condição de caloteira. Mas, se num vendaval, árvore insegura me esborrachar a carripana, quem me garante que a credenciada seguradora não se finou por pneumonia importada do exterior?
CAFÉ DA MANHÃ Paula Capaz António Costa Santos