Tom Albert Foram quinhentos mil euros. Em potência de base dez e notação científica, 5x10 elevado a cinco. Maquia de respeito. Enrique Duran surripiou-a a várias instituições bancárias em Espanha. Não deixou rasto na segurança social, tão pouco no sistema fiscal espanhol. Constituiu uma empresa de prestação de serviços que classificou como produtora. Munido de fotocopiadora, papel cola e tesoura conseguiu o objectivo. Começou por por pedir crédito, argumentando que necessitava de obras em casa, de comprar um carro e material audiovisual para a produtora. Isto após três anos de estudo do sistema bancário. Vulnerável, como fez prova ao denunciar-se na revista Crisis. Não tivesse soprado o trombone e ainda os lesados estariam no pomar de Jesus.
Das verbas arrecadadas afirma não devolver um cêntimo segundo ele, destinou-as para acções de alerta da crise do sistema de que padece a sociedade actual afundada na globalização. Ao desvio de meio milhão de euros chama-lhe desobediência civil. Um Che Guevara contemporâneo em vez da má vida na
Sierra Maestra, confronta o estabelecido recostado numa cadeira frente ao computador. Rica vida!
CAFÉ DA MANHÃ Carlos Amaral Dias Desde ontem Aos assaltantes das Finanças de Sacavém. Quando puderem, devolvam os meus pagamentos por conta. Aceito cheque. Resposta ao nº 100. Anos de Perdão. NA GRANDE ALFACE O MAC-Movimento Arte Contemporânea, em parceria com a Niram Art Magazine, inaugurou a exposição de Romeo Niram Brancusi:E=mc2, fundador daquela publicação. A mostra está patente na Rua do Sol ao Rato 9C em Lisboa, de segunda a sexta das 13h às 20h, aos sábados das 15h às 19h, e aos domingos por marcação. Encerra a 30 de Setembro.