Domingo, 21 de Setembro de 2008
Autor que não foi possível identificar Uma mulher sai do trabalho. O dia inteiro incomodada por uma hemorragia imparável que nada conseguia absorver. Mete-se no comboio a caminho de casa. A meio do percurso, o derrame é tal que telefona à filha para a ir buscar ao destino. Mal se tendo em pé, sai com a vaga consciência de ter a roupa encharcada. Dali, levam-na para o hospital. É operada nessa mesma noite.
Após a convalescença que não prolonga, regressa ao trabalho. Quando julga o pior passado, eis que lhe chega uma cartinha da CP. De início, pensa haver equívoco no destinatário. Mas não - o nome era o dela sem tirar nem pôr. Abre, entre o perplexo e o suspeitoso. Do limbo de emoções passa à estupefacção: a CP exigia-lhe o pagamento de 2000 euros pelos danos que causara em dois assentos. Compreensiva, a empresa deixava alternativas: a mais benévola permitia que pagasse os estragos em três vezes.
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De
Teresa C. a 22 de Setembro de 2008 às 23:48
O relato é de um acontecimento que acompanhei por conhecer a vítima do desmando. Neste recanto de curtas vistas, apesar do oceano fazer fronteira, a preservação do património tem mais a ver com assentos do que tesouros em ruínas.
Teresa, é lastimável a insensibilidade que grassa nas direcções das nossas empresas públicas, porque esta acção tem que de certeza ter sido aprovada por alguém com poder (e sem decência) para isso.
Beijo
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