Mark Blanton A esperteza é a arma do momento. Nas relações homem-mulher, por exemplo. Por saberem frágil a argumentação perante uma mulher cuja despedida pretendem, as sms dispensam os dez mandamentos de um amigo de muitos anos que os respeitava escrupulosamente. Um cavalheiro, enfim!, que cuidava de deixar a ex-amada com o ego inchado e a ilusória convicção de ter sido Mulher de mais para o pobre coitado. Que não era. Um homem e tanto, um tição capaz de incandescer o mais protegido coração feminino. Ainda falam da suposta frigidez da Governadora do Alasca, Sarah Palin! Nem no
igloo estaria protegida. O meu amigo derreteria ambos em menos de um suspiro. De bom grado, assistiria de bancada ao tempo de fusão da respeitável e rígida senhora. Os candidatos a ex-namorados, queixam-se elas, numa mensagem arrumam a brincadeira que os entreteve. Cobardes, rosnam. E dou-lhes razão. Afinal, onde fica a valentia quando se trata de conferir voz, rosto e corpo ao
the end pretendido? Nem me deterei, por não ser este detalhe ridículo que me traz aqui.
Foi descoberto, na semana que findou, um cartel que reunia empresas de
catering. Forneciam refeições a hospitais, escolas, prisões e vários serviços públicos. Entre elas combinavam preços a concurso, rotação de modo que a cada uma coubesse, vez-à-vez, o seu quinhão. Mais: estabeleceram pactos de não agressão. As agências noticiosas adiantam que os membros do cartel obtiveram lucros superiores a 170 milhões de euros. A Autoridade da Concorrência afirma terem incorrido numa multa de 38 milhões de euros. Em números redondos, 130 milhões foi a maquia arrecada. Malvado sistema que penaliza o desgraçado cuja fome leva a roubar um frango no supermercado de bairro, e permite aos especialistas no conto-do-vigário lucros faustosos! O Olimpo tem de andar louco.
CAFÉ DA MANHÃ Teresa C. Mauro Castro