Michel Gourdon Acordei com a cara de mete-nojo habitual, daquela agravada por escassas quatro horas destinadas ao dormir. A condição de bicho nocturno não vai comigo prefiro a ancestral sabedoria do deitar cedo e cedo erguer que me satisfaz a exigência biológica de oito horas de sono. Programa matinal: ser testemunha num processo de divórcio litigioso.
Estacionei onde pude. Depositei dois euros no sarcófago do parquímetro ante mais do que menos e à cautela, dada a eficiência dos reboques e o imprevisível regresso à lata viária. Antes, suportara fila de trânsito inaudita para quem, sobre rodas, soe estar a menos de dez minutos da Praça de Espanha. Tive tempo para ruminar na insana atitude que leva um adulto (homem, no caso) a rejeitar pedido de divórcio. Pior: permanecer dois anos e meio no domicílio conjugal, sujeitando mulher e filhos a um clima de violência física e psicológica. A ela partiu-lhe um osso, continua refastelado na cama ex-conjugal, frui do quarto ensuite. A candidata a «ex» dorme no sofá num recanto do salão. Ele vigia quem há vinte anos sustenta a família. Dos filhos faz marionetas. Invade a precária privacidade da mulher seja enquanto ela dorme, ou no veste-e-despe. Ambiente de terror que, sabiamente filmado, eriçaria os pêlos a qualquer.
A escrivã mandou-me às malvas hora e meia após a chegada. Em Novembro, lá estarei. Que por mim nem um dia mais continue o ambiente malsão naquela casa.
CAFÉ DA MANHÃ Madalena Palma Rui Pelejão MEMORANDO VIRTUAL 1. A propósito do caso da destruição dos painéis da Maria Keil, pelo Metropolitano de Lisboa, está no ar uma petição para pedir ao Conselho de Gerência desta empresa que procure obter os desenhos originais e mande executar de novo os painéis destruídos.
Se quiserem subscrever esta petição, está
neste sítio. Pior que o crime cometido, será o silêncio...
2. Agradeço aos leitores os mimos de ontem. Amanhã, enunciarei um a um. Arrecadei cada palavra com infinita estima.
De
Teresa C. a 27 de Setembro de 2008 às 12:17
Apenas um Gajo - A incompreensão é mútua. Aliás, duvido que haja explicação salvo a antiga máxima: "nos divórcios, gente do bairro da Lapa ou da lata é igual".
De apenas um gajo a 25 de Setembro de 2008 às 23:48
Não entendo mesmo que alguém faça porque uma relação chegue a esse nível doentio. Se o outro não quer nada connosco, para quê a violência, para quê a mágoa constante, que prazer doentio é esse? não entendo mesmo...
Um beijo
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