Terça-feira, 23 de Junho de 2009

QUANDO ELES FOGEM

 

James Cochram
 
Fogem de casa ou, simplesmente, não regressam. Nos cinco primeiros meses deste ano, quatrocentos adolescentes entre os doze e os dezoito anos de idade renegaram, por intervalos de tempo variáveis, o suposto aconchego familiar. No ano passado, cerca de meio milhar de adolescentes andaram fugidos. Nos últimos dias, após a publicação das pautas com os resultados escolares do 11º e 12º Anos, dezasseis desapareceram até arribar coragem de os revelarem aos pais.
 
Razões diversas na base dos factos enunciados. Consciência do fracasso ou de culpa pelo reduzido empenho durante o ano lectivo; famílias disfuncionais que esperam dos filhos o que não traduziram em exemplo de vida. Autoritarismo em vez de pedagogia e acompanhamento. Pressão exacerbada para os rebentos continuarem ou elevarem os pergaminhos familiares – as projecções injustas contaminam-nos e acrescem culpabilidades de modo cruel.  
 
_ Fazemos isto para o teu bem.
_ Pressionamos pelo amor que te temos.
_ Esperamos muito porque são vários os sacrifícios que fazemos para teres futuro melhor que o nosso.
_ Não fazes mais nada. A tua obrigação é estudar. Se a cumprires, as notas finais condizem.
_ Vê se não deslustras o apelido que deves respeitar.
 
E os adolescentes divididos entre a sociedade do «curte», que vem a calhar, e a voz da consciência. Que abafam. Como o mesmo vêem fazer, quantas vezes, aos pais. Supostamente educadores pelo exemplo e coerência. Que não concretizam. Palavras desarmónicas com as práticas leva-as a brisa e os ventos. E se os miúdos atentam nelas! Se estão prontos a espetar dedo acusatório! Alijar culpas, aprendem cedo demais.
 
A par dos amores de Verão, aquelas e esta são causas sazonais para as fugas. O pulo das hormonas que a internet ajuda a ir mais alto e além, é razão outra. A polícia dá uns dias de espera. Regressam, invariavelmente, diz, quando a desilusão sobrevém, o dinheiro acaba ou o falta o «bem bom» habitual. Valha-nos isso! Tão medíocres as causas do voltar!
 
No entretanto, convém repensar que pais somos e filhos temos. Sem lamechices. Com objectividade.
 
CAFÉ DA MANHÃ
 
publicado por Maria Brojo às 09:33
link | favorito
De eu37 a 23 de Junho de 2009
"_ Fazemos isto para o teu bem.
_ Pressionamos pelo amor que te temos.
_ Esperamos muito porque são vários os sacrifícios que fazemos para teres futuro melhor que o nosso.
_ Não fazes mais nada. A tua obrigação é estudar. Se a cumprires, as notas finais condizem."
Cada uma das frases referidas foi já utilizada por mim, penso até que as usei todas ao mesmo tempo num dos vários reparos à minha filha...
Sei que sou exigente (autoritária?), disfuncional sou-o porque gostava de ter aproveitado as oportunidades que perdi, mas sobretudo não quero (e eu sei que não depende do meu querer) que a filha as perca, e com elas toda a vida por viver...
Assustam-me tanto estas palavras, os actos que lhe dão origem, o não saber educar... fico tão aflita, tenho medo de a perder... mas que posso, que devo fazer?
Ser objectiva enquanto mãe! Um objectivo, um dever, uma impossibilidade?
Certamente um caminho a percorrer...
De Sobral da Costa a 24 de Junho de 2009
Olá pessoal,

Tinha esquecido a língua. Faz uns dias vim aqui por primeira vez e gostei. Algo no ar. E comecei a ler e, até penso encomendar uma copia do VÊ SE ME ERRA, TA . Não quero igual claro, só a 'suspensão', à lápis por artista noviço. 40 paus.

Se digo à Graça? Ela já sabe por que eu contei para ela, as mulheres estão ai para isso e ela entende.
Que ando vendo coisas pela internet; que o que léio 'mencaixa' como si fosse coisa criada pel'O Lagarto. Se permitis, contar-lhes-ei as finuras do bicho. Tremendo bicharalhão. Parece como olhar e ver-los lá: 53 Cardeais em Púrpura, das cabeças à patas! Reptilíneo. Por detrás e para marcar, 3 janelas de ferro que dão para um horizonte com bosques e uma pintinha de azuli, com pássaros?

O bicho é réptil.
Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

últ. comentários

Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
Lembrai os filhos do FUHRER, QUE NASCIAM NOS COLEG...
Esta narrativa, de contornos reais ou ficionais, t...
Olá!Como vai?Já passaram uns meses... sem saber de...
continuo a espera de voltar a ler-te
decidi ontem voltar a ser blogger, decidi voltar a...
Autor que não foi possível identificar: Andrew Atr...

Julho 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

pesquisa

links

arquivos

tags

todas as tags

subscrever feeds