Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

LUZIU BOA NOVA

 

Jim Warren
 
Boas novas nem são tão raras assim. Perdido foi o fulgor nos espíritos de contrariarem a desgraça atávica pela qual nos habituámos a culpar as leis, os governos, o povo, o mundo, a malvadez da globalização*. Dá arranjo incriminar outrem ou o abstracto pelo não almejado por falta de vontade, coragem e trabalho. Muito Trabalho.
 
Em sete anos, de 2001 a 2008, nas estradas nacionais, houve uma redução de 47% de mortes. Juntamente com a França e o Luxemburgo, progredimos de modo substantivo nesta estatítica. Até 2010, escassos três pontos percentuais nos separam da meta de 50% a menos de vítimas rodoviárias. Objectivo imposto pela União Europeia. Em contrapartida, a Roménia e a Bulgária viram aumentar em 2008 o número de mortes na estrada.
 
Esta evolução positiva é peneira que não tapa a borrasca de, no ano passado, terem sido contabilizadas 79 mortes nas estradas por milhão de habitantes. Acrescendo os que falecem nos hospitais, a estatística aumentaria tragicamente.
 
O progresso registado tem componente decisiva: assistência médica mais eficaz nos vinte primeiros minutos após o acidente. Intervalo de tempo que é estrada curta entre a morte e a vida.
 
* Melhor reflexão sobre este tema do que aquela constante dos comentários no post de ontem, "Ora et Labora Dixit", ainda não li. Recomendo-a vivamente.
Aproveitei a sugestão do Zeka de voltar ao Jim Warrem. A prova está na imagem acima. De outra do mesmo autor farei texto amanhã.
 
CAFÉ DA MANHÃ
 
publicado por Maria Brojo às 10:04
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6 comentários:
De jotaeme a 25 de Junho de 2009
OLá Teresa! Estatisticas, são o que são, mas é sempre melhor que elas revelem melhorias nos seus objectivos do que o contrário!Até porque elas(as estatisticas, pois claro!), têm sempre um lado perverso, ou seja, se melhoram, é porque devem ser manipuladas, ou não contam com todos os factores possiveis e imaginários, se pioram, pois então, continuamos a ser uma cambada de asnos que nunca mais aprendem! Eu quero confiar nas estatisticas, e nesta temática das mortes no asfalto, gostaria de ver e sentir essa redução, convivendo com mais civilidade no trato e na condução das "máquinas" por essas estradas fora.... e aí o meu "feeling" é que ainda temos de caminhar um pouco mais!
Jorge
De zeka a 25 de Junho de 2009
Será que o CDS/PP vai contestar? São especialistas.
Para a redução também contarão a melhoria da tecnologia e as restrições provocadas pela crise.
E aí está: ainda temos de caminhar um pouco mais ;-)
De Pôncio Vileda a 25 de Junho de 2009
E três vivas ao Jim Warren.
eu cá continuo na minha: Alex Katz
De Teresa C. a 27 de Junho de 2009
Pôncio Vileda - lembrou-me uma pasta de imagens do Katz que possuo em arquivo. Há quanto tempo não lhe mexo! Irei cuscá-la.
De Teresa C. a 27 de Junho de 2009
Zeka - quando nada de novo há a oferecer, a facilidade pede contestação.
De Teresa C. a 27 de Junho de 2009
jotaeme - descontando os logros estatísticos, gostei de saber. É verdade ser sinuoso e longo o caminho a percorrer, nomeadamente na civilidade dos condutores.

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