Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

TONELADAS DE ÁGUA POR CIMA

 

Wojtek Siudmak

 

Parece ter havido menos clientes da vacina contra a gripe A do que o estimado. Grávidas e idosos com doenças crónicas, partes do grupo prioritário, foram cépticos. Em sobra, doses agora disponibilizadas para a população em geral. Não me candidato a ser injectada. Acredito na fiabilidade da vacina, mas quem me garante não ter sido já contagiada? Causa provável de sintomas compatíveis que experimentei, vai para dois meses.

 

Desengane-se quem julga obrigatória febre alta e demais itens do catálogo. Resultados de análise positivos para quem apenas sentiu arranhada a garganta e olhos secos, condicionam-me a escolha. Dispenso o par de tomas da mistura química preventiva. Que não seja exemplo para os demais: tenho matriz optimista e crente no «vou quando tiver de marchar», conquanto observe a responsabilidade do zelo pelo dom maior - viver. Natureza sem coincidência com temores do fatum.

 

Talvez pense de cor. Estivesse duas horas bloqueada no comboio Eurostar, toneladas de água do Canal da Mancha por cima, não adivinho o meu reagir. Presumo: conversaria com os vizinhos na carreira subaquática. Sorriso fácil e, porque não?, laracha (sem jeito) a (des)propósito. O livro e a moleskine (mania de reter momentos a qualquer momento) ficariam no saco. Há lá melhor oportunidade de entender pessoas, a minha em particular, do que risco partilhado com alheios/parceiros de ocasião?


CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 07:52
link | Veneno ou Açúcar? | favorito
19 comentários:
De António a 8 de Janeiro de 2010
a uns tantos mil pés de altitude, amiúde igualmente sem horizonte, é provável idêntica manifestação...

é então hora de procurar horizonte interior e refazer o dia, revisitar os momentos retidos sem caderno nem teclado, tão só os escritos a indelével tinta da cor dos afectos!

e olhar em volta, sim, partilhando atenções e histórias, porventura sem palavras ou alcançando mundividência ao gesto mais trivial

nessa altura, todo o sorriso, ainda que indecifrável, é ouro!!

água? gelo? neve?

vamos lá !!!


De Maria Brojo a 11 de Janeiro de 2010
António - «Bora» lá! Estou no ir ;)
De -pirata-vermelho- a 8 de Janeiro de 2010
Viajar sózinha, não é?
É um gozo que se pode tornar mania.

E é tal e qual como diz: um 'à solta' que agora não s'explica porque só passando por lá é que se sabe.
Como dzia a outra, " de perto..."
Não que viajar aos pares ou com amigos não seja divertido
mas!
os 'grandes acontecimentos' é quando se vai sózinho.


De Maria Brojo a 11 de Janeiro de 2010
Pirata-Vermelho - com justiça lhe digo:
_ Àmen grande «pitoniso»!
De Fata Morgana je suis Bonne Année de moi a 8 de Janeiro de 2010
Teresa, a liberdade de se viajar sozinha é incomparável, de facto :) e os momentos mais simples, mais autênticos, inesperados são os mais inspiradores e enriquecedores, tem toda a razão...
De Maria Brojo a 11 de Janeiro de 2010
Fata Morgana - tinha, tenho sempre, saudades de a ler. Que bom ter voltado!
De marta a 8 de Janeiro de 2010
Mais uma com a mesma mania, principalmente se é a primeira vez em qualquer sítio.
Descobrir e descobrirmo-nos
De -pirata-vermelho- a 8 de Janeiro de 2010
Olá, Marta!
´tá boa?
De Maria Brojo a 11 de Janeiro de 2010
Marta - que esplêndida mania partilhamos! «É cá das minhas».
De zeka a 8 de Janeiro de 2010
Ficção? Afinal, quando se está infectado com o vírus H1N1, o que se deve fazer?

«H1N1: infectados que não apresentam sintomas da doença são os maiores responsáveis pela disseminação do vírus»
«Os sintomas dependem das pessoas. Algumas podem ter a infecção e disseminar o vírus mesmo sem os sintomas da gripe. Chamamos isso de infecção inaparente. São essas pessoas que disseminam a virose com mais facilidade, porque não têm a doença.»
«Quem realmente disseminou a virose em nosso meio foram aqueles que vieram no avião, infectados, sem sintomas. A virologia tem essa magia da “virose inaparente”, que para cada um doente tem nove infectados, sem os sintomas, distribuindo os vírus.
Instituto de Ciências BioMédicas
http://www.icb.ufrj.br/index.php?option=com_content&task=view&id=660&Itemid=66

Parece grave!
Não é 'só' o «vou quando tiver de marchar» que está em jogo... e os outros que poderão ser infectados? :-(

Viajar sozinho... num avião, autocarro, comboio?
Num veleiro, numa avioneta, num automóvel, numa bicicleta... há diferenças!
Há 'manias' para todos os gostos.
Já experimentei o risco com companhia... diferenças?

As mega(tera?)toneladas de água (ou terra) por cima estão lá sempre... mesmo quando o combóio circula...
«só -e acompanhados- vamos quando tivermos de marchar»

Brindemos! À vida.





De Maria Brojo a 11 de Janeiro de 2010
Zeka - como princípio e prática concordo - "Não é 'só' o «vou quando tiver de marchar» que está em jogo... e os outros que poderão ser infectados?"
Toadavia, quando não faz a menor ideia se está infectado, se ignora ter sido contagiado, se análises sucessivas são injustificadas, se não tem vida profissional que lhe permita paragem à conta de reacção à vacina condicionante e comum em muitos casos, que fazer?

Dou de barato a minha insensatez. Mas, desta vez, noutras também, arrisco.
De zeka a 12 de Janeiro de 2010
Teresa C. - Não disse que teve testes positivos? E escolha condicio nada? Dispensou par de tomas de mistura química preventiva? Mistura química é vacina? Ou antibiótico?

Depois de tantas voltas... já passou por aqui?
http://www.pnetcronicas.pt/post.asp?id=2754
De Isabel Metello a 8 de Janeiro de 2010
Teresa, como preciso, também, eu de uma dessas viagens solitárias que só nos fazem reencontrar connosco próprios e vou estar off da blogoesfera por algum tempo, por necessitar de agarrar o tempo e de correr atrás de sonhos, gostaria de aqui deixar a minha sincera gratidão por todos os momentos em que aqui encontrei sábias palavras, discussões vivas, autenticidade, enfim.
Ainda bem que descobri o seu blog, as suas palavras constituíram, tantas vezes, para mim, um manual de sobrevivência, de resiliência vital.
Um abraço a todos que por aqui se encontram, por vezes, tão mais autenticamente do que em certos contextos de pretensa interpessoalidade.
De zeka a 8 de Janeiro de 2010
Isa - Volte breve e fortalecida ;-)
Esta interpessoalidade virtual crescente atinge um elevado toque emocional nestas suas reflexões.
Que esse correr atrás de sonhos seja voar alto em harmonia e consonância com 'o Essencial que há em cada um de nós'.

Agarrar o Tempo, sempre, que voa.

«Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria: "tempus fugit…"
Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será…" »
R. Alves
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempus_Fugit_(livro)

Autentica mente, grato ;-)
De zeka a 9 de Janeiro de 2010
Si j'étais moi

http://www.youtube.com/watch?v=9TOwEBUXi80&feature=related
De zeka a 9 de Janeiro de 2010
Uma vida inteira? Claro que não! Há mais Vida... por Viver!

http://www.youtube.com/watch?v=1YBPhYJj7wU&feature=related

De zeka a 13 de Janeiro de 2010
Para mais tarde recordar: Será que Oeiras tem menos en canto na hora da despedida?

"Saio agora. Saio deste frio imenso que se abateu sobre mim. Deixo um inverno em que fiquei congelado. Não sei o que há para lá do mar. Uma porta longínqua. Fujo de mim. Talvez me encontre. Fiquem bem."

http://expressodalinha.blogspot.com/2010/01/drive-you-home.html
De Maria Brojo a 11 de Janeiro de 2010
Isabel Metello - Admiro-a. Muito. Posssui espírito combativo, sólidas referências culturais, lógica invejável e um discurso escrito que me fascina.

Desejo-lhe tudo o que de melhor a vida lhe traga. Sente necessidade de se afastar? Afaste. Que ninguém e nada lhe contrarie o caminho. Ao voltar, encontrará intacto o meu apreço.

Beijinho já com saudade.
De Mininim a 13 de Janeiro de 2010
O melhor remedinho que puderas jamais usar, para carregar bem as baterias contra a gripe "mexicana" é, e sempre será:

O VINHO

Digo eu .

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