Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

BARONIAS MUITAS

 


Paul S. Broen


Começou ontem. Final previsto: 7 de Fevereiro. A primeira de três semanas gastronómicas. Nesta, pontificam espargos, catacuzes e carrasquinhas em mesas acolhedoras do bem comer. Em Junho, serão as beldroegas; em Novembro, poejos, coentros, hortelã e demais aromas e sabores oferecidas pelos campos na forma de ervas.

 

O Ciclo Gastronómico “As Ervas da Baronia”, organizado pelo Município de Alvito, acumula quatro edições. Como mote, Vila Nova da Baronia – nome herdado, no dealbar do século XVIII, do donatário Conde e Barão de Alvito. Vila com gentes envelhecidas. Desertificada. Pobre. Merecedora de bailinho outro da Madeira, desta feita digno e justo. Anda o povo dobrado no cultivo dos campos, recolhe ervas que confiram diferença ao cação, ao borrego ensopado, às migas, sopas e às carnes de porco para da esforçada labuta fruir a rica ilha no Atlântico plantada.

 

A situação tem volta:

- políticos coerentes e com vistas longas em vez de politiqueiros imediatistas;   

- os ilhéus choramingas e pedinchões que contribuam para as «Baronias» multiplicadas no país.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 06:12
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4 comentários:
De António a 3 de Fevereiro de 2010
azeite - interioridades e insularidades prometem muito e bem quando é hora da ceia, sendo ervas, condimentos e aromas mezinhas maiores para apetites corteses, malteses e às vezes!...

vinagre - a justa repartição da riqueza é difícil sequer de conceber ("a cada um o que é seu" é mais difícil do que se possa imaginar, sendo admirável a proposta de John Rawls: quem reparte o bolo seja o último a servir-se) quanto mais de aplicar mas o caso mesmo é que se trata de distribuir o esforço para recuperação de equilíbrio, em ambiente de política miúda em que é conveniente evitar maus exemplos (Guterres fartou-se desse tipo de jogos e ainda hoje continuamos a pagar o preço das vaidades de que lucidamente a todos avisou) mas a eficácia acabará por definir as regras!!

soro - com o orçamento engripado, o País sujeita-se a pneumonias mas a hora é de tratar do que há a tratar, sem demora, reconhecer e agradecer as boas ajudas, fortificar o conjunto para acudir a diferentes realidades e necessidades e a RAM (sim, a pérola do Atlântico tem um baptismo administrativo de boa sonoridade) continua a ter zonas das mais carenciadas de Portugal, razões porque é bom lembrar: a quadratura do círculo exige persistência e ânimo, talvez o segredo esteja mesmo numas ervas ou, como diz António Castro no romance "A especiaria" (consta que há outro no prelo...) o verdadeiro poder é o sonho!!!


De Maria Brojo a 7 de Fevereiro de 2010
António - até que enfim o lugar comum, todavia elucidativo, "a César o que é de César" aplicado a personalidade que o merece!

Que a Madeira tem manchas de pobreza é facto - nem todos os madeirenses vivem no 'bem-bom' «jardiniano». Mas a média da Ilha envergonha lugares continentais. Precisados de atenção. E não me venham com centésimas orçamentais ou migalhas. Haja pudor!
De zeka a 3 de Fevereiro de 2010
Algo que faça recuperar da coma... pois com os aromas das ervas passei-me ;-) e não atino no bailinho outro da Madeira, digno e justo, nem na fruição do povo dobrado na rica ilha no Atlântico plantada? Será que já 'chegaram à Madeira'? Terão ido convencer o Jardin(h)eiro a contentar-se com menos financiamento? Até tinha graça ;-) Dêem-lhe catacuzes e carrasquinhas para ajudar a deseng(r)dar.

Quanto aos ilhéus choramingas... confiram que não são todos: há-os bem 'temperados' e muito trabalhadores (até nos Açores).
De zeka a 3 de Fevereiro de 2010
Ar fresco... já está: dos 3 comas possíveis (irre versível, carus, vígil) vejam só a minha sorte, saíu-me o último e o Min Dinho já me colocou na pista do mis tério. Já estou a topar o Marítimo... só p'ra 'crânios'
;-))

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