Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

BRANCO SUSPENSO NO AR


Autores que não foi possível identificar


Primeira pedra no chão. Onze dias passados. Avenida da Índia. Belém. Lisboa."Pavilhão de exposição em cristal e aço como testemunho da evidência do Homem no Universo". Autor: Paulo Mendes da Rocha, arquitecto brasileiro, prémio Pritzker, em 2006. Sugerido por Eduardo Souto de Moura.

 

A “caixa do tesouro’ tem conclusão prevista para Outubro do ano próximo. Sem interromper o eixo pedonal Ajuda-Belém, prolonga-o num passadiço com fim na Estação Fluvial. O ‘museu branco suspenso no ar’ apresentará dez metros de pé direito, parede branca suposta infinita, sala maior que relvado de futebol. Alojada a colecção de coches mais representativa no mundo: 130 viaturas, 54 das quais se encontram no actual Museu dos Coches e 32, das 76, do palácio de Vila Viçosa. No antigo museu - o mais visitado em Portugal - fica um núcleo de coches do século XVIII.

 

Solo projectado livre para não entupir a fruição ribeirinha. Quase cinco metros acima, aos passeantes nada impede o caminho. Preservar e engrandecer zona preciosa da 'Grande Alface' é notícia boa.

 

Ondas de choque se alevantam. Afirmado existir melhor destino para o custo estimado dos 31,5 milhões de euros. O movimento/petição “Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!” fundamenta:

- projecto ocioso que impede aplicar verbas urgentes e necessárias em projectos culturais de verdadeiro interesse público;
- o novo museu “constitui um verdadeiro 'terramoto' de efeito ricochete na museologia nacional, pois implicará a obrigação de deslocar os serviços do antigo IPA (actual IGESPAR) da arqueologia subaquática, do depósito de arqueologia industrial, para a Cordoaria Nacional e, por esta via, uma eventual transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a mesma Cordoaria, que é Monumento Nacional desde 1996.”

 

Requerido:
- intervenção rápida no sentido de travar o projecto em curso do novo museu dos coches, garantindo assim a manutenção, nos espaços actuais, do Museu Nacional dos Coches e do Museu Nacional de Arqueologia e a conservação da integridade física e técnica original da Cordoaria, enquanto monumento nacional de interesse internacional.

 

Duvido, como princípio derivado da experiência – o projecto do Centro Cultural Belém foi lição entre muitas – dos ‘profetas de mau agouro’ postados em «Restelos». Porque a concha da minha mão deixa escapar verdades, divulgo o novo e seu oposto. 

 

CAFÉ DA MANHÃ
 

 

publicado por Maria Brojo às 08:58
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6 comentários:
De daniel tecelao a 13 de Fevereiro de 2010
Não esperava isso de si!!!
De Maria Brojo a 13 de Fevereiro de 2010
Daniel Tecelão - saudades de o ler aqui, antes de mais.
Conhece, de entender, a Teresa desde o bem cedo do SPNI. Sabe que o novo não me assusta quando me parece ponderado. Por outro lado, feito antigo merece preservação. Daqui a apresentação de opiniões contraditórias. Como escrevi, não tenho a verdade na mão.
Volte sempre, caríssimo! :)
De António a 14 de Fevereiro de 2010
ouvi Paulo Mendes da Rocha na rádio, porventura no dia da primeira pedra do futuro edifício do novo Museu dos Coches, e fiquei com boa impressão pela desenvoltura despreconceituosa e "sem manias" nas explicações que deu para o seu projecto e para a sua envolvente na frente de rio mas sobretudo face à teia de complexos que se erguem quanto às intervenções construtivas em Lisboa

um olhar de fora pode ser de facto um bem valioso

há (xi... muitos!) anos, em Verona, dei-me conta do soberbo tesouro que as arcadas representam para as cidades, abrigando arejadamente e potenciando a circulação e a transição entre o edificado e o exterior - e como gostaria que Lisboa tivesse mais arcadas e utilizasse as que tem, atranvancadas que estão, abusivamente, de estabelecimentos comerciais ou pior

por isso, mas não só, a suspensão é uma ideia excelente, erguendo no ar um edifício sem roubar o chão à cidade e aos cidadãos

mais a mais, enobrecendo a paixão de Lisboa pelo Tejo

e os coches, pois então, hão-de voar pelo rio mais bonito da minha aldeia!

;_)))


De Maria Brojo a 19 de Fevereiro de 2010
António - penso termos ouvido, quiçá na mesma fonte!, a notícia.

Arcadas, espaços abertos no debaixo, Verona. Gostos meus. O rio, a margem de cá, ribeirinha, majestática na simplicidade da lagarta estendida ao sol. "Cidade Branca", chamou-a Alain Tanner. E é. Verona tem a pátina e muito mais. O romantismo. Falta-lhe largueza de água. Porém, a diferença encanta justamente.
De carlos a 18 de Fevereiro de 2010
Esta gata e demais
De Maria Brojo a 19 de Fevereiro de 2010
Carlos - se gostou, ainda bem.

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