Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

TRIÂNGULOS ESCALENOS

Daniel Gerhartz


Ela ouviu e viu. Eu não. Ela rendeu-se às convicções e postura obstinada dele - monopolizou antena; desconjuntou o discurso da entrevistadora em serviço. Ouvi-lhe o relato entusiasta. Contrapus, depois. Fui advogada diabólica ao serviço da análise crítica. Hábito/vício. Viciado? Gosto de pensar que não; todavia, reclamar imparcialidade limpa contrariaria o gosto de me pôr em causa. E sou lá mulher para me negar um prazer? Lados desiguais do triângulo com vértices na que viu, na que ouviu e no Presidente da Madeira entrevistado pela inefável Judite de Sousa.

 

Ele e duas elas. Está apaixonado por uma (por vezes desmente, nalgumas concorda). Da outra afirma-se ‘não amigo’ – defende impossível amizade entre uma mulher e homem que combina gostar e desejo. A outra afirma-se no contrário pelo bem-querer traduzido em gestos e no júbilo quando lhe vê sorriso na face e na voz pelo bem correr do amor. Entre ambos, ausência de cama ou tapete ou mesa ou bancada de cozinha como apoios dos corpos penetrados. Ele e a postada no terceiro ângulo partilham ideares quotidianos. Das banalidades às inquietações pessoais, nada é excluído durando as horas de encosto ao ouvido. Ligados sem fios. A palavra falada, que do falo e falta dele faz ganho analítico, é instrumento.

 

Surpreendeu-a ao dizer-lhe:
_ Tem-me interpelado prever o futuro contigo quando estiver em harmonia com a Isabel e existir quotidiano comum. Pela exclusividade de que preciso nos amores, como compatibilizar-te?
Ela, a outra, pasmou. Pela alegre experiência pessoal, desentendeu aquele entendimento de par. Hermético. Rodeado por grades. Postos à distância, alheios. Com prazo, os afectos/tangos de per si dançados hoje. Limite: ‘viver com’. Outro triângulo escaleno.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 10:30
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11 comentários:
De zeka a 26 de Fevereiro de 2010
O tri ân gulo do Jardim é (agora?) um quadr(ad)o redondo em que o seu um bigo centrudo menos ele culpa tudo: Sala zar e D. Carlos. Partindo do Estado Novo... a pér ola a gora era um ovo (d'ouro h linha).
Partiu-se. Os tais es tudos nunca foram ao seu en contro (não tinham pernas... p'randar). Os canalhas dos técnicos... nunca chegaram à madeira. Opor tunistas des aver gonhados. Quais Passos co elhos...

Já agora, otros locos, tri ângulos tão bem

http://www.youtube.com/watch?v=Oj3jqtzqNX8&feature=related

e tão mal

http://www.youtube.com/watch?v=BKc6FcYdPEA&feature=related

una, 2 y 3

http://www.youtube.com/watch?v=1F5ex2jSws8&feature=related
De Maria Brojo a 28 de Fevereiro de 2010
Zeka - ouvindo o Patxi Andion, ainda sob as impressivas imagens e palavras do último vídeo, quaisquer outros triângulos se desmoronam.
Estão guardados com cuidado.
De António a 27 de Fevereiro de 2010
difícil...

ao escaleno falha o ouro da perfeição proporcional mas, como aos demais, digamos, primos trilaterais, fenece o volume que dá corpo à vida por snubificação dos angulosos sólidos que se deixam sobrepor

a quadratura do círculo é objecto comum de investigação e para-investigação como de múltiplas e pouco lineares teorias da conspiração mas o plano triangular pia mais fino: por via aritmética apenas se alcança metade da circunferencial unidade

assim, ou pior um tanto, o que toca no piano e no forte do relacionamento humano se a amizade aquece em vida própria e enlouquece em escalenos afectos

e no entanto, a crer nos mestres, para quem acabar é começar, tudo pode dar certo

e por falar em ponto, linha, figura e matéria, impõe-se recentrar a busca no elemento impulsionador, no movimento, no ritmo, respiração afinal - hoje às 21H e amanhã às 16H, repetindo-se a dose nos próximos dias 4, 5 e 6 (http://www.cnb.pt/gca/?id=419) há Tango no Teatro Camões, ao Parque das Nações ainda Expo, em Lisboa, pelas mãos, pés e corações da Companhia Nacional de Bailado e de quem lá quiser encontrar(-se) o ânimo para boas geometrias dinamizadoras do físico e alimentícias da alma

;_)))






De zeka a 27 de Fevereiro de 2010
difícil... ficou agora: passar / não passar?

é difícil a turar o Min Dinho, fechado em casa por causa dos al ertas: como não pode ir ao Camões, vinga-se a esfregar a barriga (de riso) e no fim, vergado de garga lhar, des culpa-se ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=ykr-ltJADxk

ps - de castigo, vou obri gá-lo a rever a ar(i)t mética, pois ele não a tina na tal metade... da tal unidade ;>)
De zeka a 27 de Fevereiro de 2010
Min Dinho a tentar re abili tar-se

embaixadora dos mais pobres
http://tv.sapo.pt/gente/artigo/sandra_barata_belo/
De Maria Brojo a 28 de Fevereiro de 2010
Zeka - mulheres belas desde o coração! Assim, sim!
De António a 27 de Fevereiro de 2010
Belo, o gesto de Sandra!

ps - 180º, somam os tri ângulos!

na antiga geometria, a circunferência é a unidade (a perfeição), o uno, um

a sua divisão (linha diametral) faz o 2, e por sucessivas artes de magia (a inscrição do triângulo, do quadrado, etc.) a partir do círculo se acham os demais números ou partes (curiosamente, dentro da unidade, em vez de exteriores à unidade...)

mais tarde, os árabes deram outro valor ao círculo, inventaram o nada ou atribuíram-lhe um valor relevante e revolucionário, passou a haver zero (a numeração romana não tinha zero) e os números passam a ser concebidos de outra forma, múltiplos de outra unidade, por assim dizer

na numeração dos árabes o caso muda de figura mas a geometria (man)tem papel decisivo: o dito zero, círculo, a circunferência dos 360º, agora é apreciada de outro ponto de vista, valendo a ausência de ângulos; o algarismo 1 tem um ângulo, o 2 (em z) tem 3 ângulos, e assim adiantemente se faz a numeração dos algarismos árabes

claro que há quem ache uma patranha e mera coincidência a coincidência do número de ângulos com a forma dos algarismos, assim desvalorizando a relevância da geometria para a construção da numeração árabe

mas é perfeitamente plausível e muito provável que a representação numérica (ou toda a representação!) se relacione com alguma realidade - na numeração romana e nos nºs chineses, só para exemplificar, os nºs de 1 a 3 (na egípcia, de 1 a 9) são representados por traços, tantos quantos o que cada sinal representa, ou seja, o nº é o nº de traços, a representação é a realidade ou o seu exemplo directo (em muitos relógios, e não só, ainda vemos o 4 romano representado por IIII em vez do convencional IV) como é facilmente compreensível - pensemos, por exemplo, como um pastor conta e controla as suas ovelhas: se forem poucas, cada uma pode ser representada por uma pedrinha, mas se forem muitas, precisa de umas pedras diferentes, que representem grupos ou múltiplos, ou seja, precisa de estabelecer uma convenção e a representação passa a ser abstracta, sem correspondência directa com a realidade representada

obviamente, a geografia não é a única forma de conceber sistemas de numeração, que podem ter origem puramente convencional ou outra, por exemplos os nºs hebreus constituem (ou são constituídos pel)a ordenação da letra que representam no alefbeth

o sistema árabe evita a extensão gráfica da repetição, o que facilita e explica a generalização do seu uso mas, assim entendido, continua a corresponder a uma ordenação por repetição de conceitos ou realidades, neste caso ângulos - isto para além do zero, sem ângulos, na perfeição do círculo, que perfaz 360º, o dobro da soma dos ângulos do triângulo...

;_)))

De zeka a 27 de Fevereiro de 2010
Min Dinho sente-se (não é uma ordem) aNãoZinho e verga-se (pobe dele) ao peso do saber ex posto.

Para ele, Alfa Beta (outros dois traquinas) eram só os nomes das duas pri meiras letras do con junto grego que co meçou a operar há ~30 sé culos...

Mas co meçou agora a en tender que outros lhe (ao con junto grego) se guiram o exemplo e tam bém traba lham com sím bolos de ex pressão (muito anteriores ao Lopes da mota) ;-)

Assim já co meçou a a preender essa outra realidade:

ALEPH is the first letter of the Hebrew alphabet and has a numerical value of one. The meanings of Aleph are: THOUSAND, MASTER, TEACHING, OX. The Aleph makes no sound. The Aleph is composed of a Vav (6) and 2 Yuds (20). Their combined value is 26 which is the numerical value of the name of God - Yud (10) Hey (5) Vav (6) Hey (5)

BEIT is the second letter of the Hebrew alphabet and its numerical value is 2. The meanings of BEIT are HOUSE, HOME, CONTAINER. The Beit makes a sound like the B in Beautiful.
Torah begins with the letter Beit. It was chosen for this honor because it is closed on top, bottom and on the right. It is open on the left, the direction of the text, to teach us to look forward and not backward, in our daily lives.

When the time came to create the world all the letters of the Hebrew alphabet presented themselves to God in reverse order. Each one requested that God place it first in creation. God rejected each one in turn. The Beit then entered and suggested that it be put first since it represented the blessings - Brachot. God agree and thus Beit was put first in the creation of the world.

The Aleph is one of the mothers - that group from which emanated AIR (from Aleph), WATER (from Mem) and FIRE (from Shin). The 3 mothers in the universe are AIR, WATER and FIRE...HEAVEN was created from FIRE, EARTH was created from WATER, and AIR from SPIRIT (WIND) balanced between them. Aleph and Shin spell AISH - FIRE. Aleph represents AIR and Shin - FIRE. FIRE cannot exist without AIR.

NB - Min Dinho já tem para umas Luas ;-)
De zeka a 27 de Fevereiro de 2010
ps - e o pobre (que não 'pobe') assar a pantou-se com a geo grafia da numer ação... mas vamos a judá-lo a chegar lá
De Maria Brojo a 28 de Fevereiro de 2010
Zeka - o seu Min Dinho é imprevisível. Por este não esperava eu!
De Maria Brojo a 28 de Fevereiro de 2010
António - divulguei noutro lugar a sua informação sobre o "Tango no Teatro Camões". É desta que vou ensaiar tango sério e a sério!

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