Sábado, 22 de Maio de 2010

DE FORA PARA DENTRO

Gustavo Fernandes

 

“Deixemos de lado miserabilismos e concentremo-nos nas coisas boas, não como escape mas como realidade. Vivi em Portugal há quinze anos. Agora, de volta, sugiro dez factos, entre muitos, que melhoraram em Portugal desde a minha primeira estadia. Não incluo o bom que era e ainda é fantástico (desde a forma como acolhem os estrangeiros até à pastelaria).

 

- Mortalidade nas estradas; as estatísticas não mentem _ o número de pessoas que morre em acidentes rodoviários é muito menor, cerca de 2000 em 1993 e de 776 em 2009. A experiência de conduzir na Marginal é agora prazer, não um terror.  O tempo do Fiat Uno a 180km/h colado a nós nas auto-estradas está a passar.

 

- O vinho; já era bom, mas a variedade e a inovação são notáveis, com muito mais oferta e experiências agradáveis. O mesmo sobre o azeite e outros produtos tradicionais.

 

- O mar; Lisboa, em 1994, era uma cidade virada de costas para o mar; poucos restaurantes ou bares com vista, e pouca gente no mar. Hoje, vemos esplanadas e surfistas em toda a parte. Muita gente a aproveitar melhor um dos recursos naturais mais importantes do país.

 

- A zona da Expo: era horrível em 1994, cheia de poluição, com as antigas instalações petrolíferas. Agora é uma zona urbana belíssima, com museus e um Oceanário entre os melhores que há no Mundo.

 

- A saúde: a qualidade do tratamento é muito melhor hoje em dia, apesar das dificuldades financeiras, etc. A prova está no aumento da esperança de vida, de cerca de 74 em 1993 para 78 anos em 2009.

 

- Os parques naturais; viajei muito este ano do Gerês a Monserrate; tudo mais limpo, melhor sinalizado, mais agradável. O pequeno jardim está, de facto, mais bem cuidado.

 

- O cheiro. Sendo por natureza liberal nos costumes sociais, não fui grande fã da proibição de fumar, mas, confesso, a experiência de estar num bar ou num restaurante em Portugal é hoje mais agradável com a ausência de tabagismo. E a minha roupa cheira menos mal no dia seguinte.

 

- A inovação; talvez seja fruto da minha ignorância do país em 1994, mas fico de boca aberta quando visito algumas das empresas que estão a investir no Reino Unido; altíssima tecnologia, quadros dinâmicos e _ o mais importante _ sem medo.  Acreditam que estão entre os melhores do mundo, e vão ao meu país, entre outros, para prová-lo.

 

- O metro de Lisboa.  É limpo, rápido, acessível e tem estações bonitas.

 

- As cores; Portugal tem e sempre teve cores naturais bonitas. Mas a minha memória de 1994 era o aspecto visual bastante cinzento das cidades, desde a roupa até aos carros. Hoje há mais alegria - recordo um português que me disse, talvez com tristeza, que o país estava a tornar-se mais tropical. Em termos de imagem, parece-me um elogio!”

 

Alexander Ellis, Embaixador Britânico

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:41
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