Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

DO ‘DON’ À COCEIRA

Fabian Perez e Amanda Jackson

 

Em terras espanholas, recuso-me a falar ‘portunhol’. Os autóctones são madraços no entender de línguas estranhas e fazem-no com orgulho – quem aqui entrar que se amanhe. Ora, sendo eu a exportadora de euros, por entendê-los com esforço mínimo, porque o português é facilmente percebido se o interlocutor, dito irmão ibérico, quiser, remeto-me à inflexibilidade. Não ignoro que se lhes enrola a língua ao falarem «estrangeiro», mas, ‘abóbora’ (bem à portuguesa)!, o problema é deles. Que treinem de pequeninos, que se apurem, que se arranjem pela condição de precisados do metal que, por modo diferente da Física, faz rodar o mundo. Além do mais, ficam mal nos registos pelo obtuso linguajar, em inglês como exemplo.

 

Não sendo admiradora entusiasta dos espanhóis – historicamente ludibriaram-nos vezes demais - reconheço-lhes méritos fugidos dos lusos: culturais, preservação da imagem do país, orgulho nacional. Alinho por ordem crescente de simpatia os idiomas palrados: castelhano, catalão, basco e galego. Palrar em vez de falar pelo volume e intensidade do débito – quem já viajou em ambiente confinado e rodeada deles, sabe as penas infligidas.

 

Ontem, foi a diferença: retorci-me pela vitória da Espanha. De algum modo também por homenagem aos nossos parceiros na Jangada de Pedra à deriva que Saramago, para sempre, legou ao imaginário. E foi alegremente que vi as beijocas da Rainha e as medalhas e a Taça levantada por encarnados e amarelos e, antes, as palavras do Don Vicente del Bosque, conquanto me façam cócegas tantos Dons. Elaborando, na proporção, talvez menos do que os nossos Doutores. E se o uso a esmo deste título me causa patriótica coceira! 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 10:40
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De -pirata-vermelho- a 12 de Julho de 2010
É claro que o seu discurso não toma em conta a estreiteza do espectro auditivo que na península não corre por igual, sendo o nosso o mais largo.
Os italianos também... também 'não ouvem' e por isso 'não falam'.
Quem mais ouve e mais fala somos nós , os russos e os alemães



(s'ufutbóle não viesse pra cá cantar eu ficava admirado)


(automatismos de vai tod'a gente e eu também !)


Você alguma vez jogou futebol na sua vida?
Ou
alguma vez fez algum desporto com continuidade e que metesse bola e fosse de equipa?


As pessoas perderam a vergonha de falar de longe e sem saber de que ou de quem falam - só vale o boneco!

Não tem vergonha?
De Maria Brojo a 12 de Julho de 2010
Pirata-Vermelho - deve estar envolvido num lençol de informação que não possuo; contudo, permita-me a expressão do meu pensar. Assinando a licença necessária, fico-lhe grata, creia.
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