Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

PRIMÍCIAS E HAVAIANAS

 

Chuck Law, Andrew Randall

 

A meio de Agosto, ainda praia e campo e remanso comandam dias. As primícias no desporto, animam. A Volta, os Europeus de Bucareste, enchem os olhos de beleza – paisagens divinas (és lindo Portugal!), cérebros e corpos esforçados e modelados por treinos sem detença no todo do ano. Mais e melhor, longe em menos tempo. E aqueles homens e mulheres conseguem proezas novas. Auguram esperança na progressão do corpo humano, exibem ideais que aos próprios e aos outros elevam. Subjaz indústria desportiva? Comércio? Que perfídia acarretam? Distorcem a verdade desportiva? Nas modalidades em causa, rejeito a existência de dolos graves que nos ensimesmem. Ensimesmados andamos mas por razões outras.

 

Ora, a 15 do mês oito é cedo para cismas cujo objectivo é incêndio dos ânimos políticos. Cedo para qualquer rentrée. A cultural tem início bem mais adiante, quando o povo regressar a casa – quem de lá saiu, porque à maioria não foi permitido, a bem do magro saldo bancário, arredar pés e tralha do poiso quotidiano. Nesta altura, rentrée política tem o condão de me inspirar maus sentimentos. Desprezo é um deles pela fatalidade do populismo exacerbado. Qual o partido que inicia as lides não importa – todos reproduzem guião semelhante. Mas incomoda a época. A interrupção nos espíritos que desligaram a corrente de menoridades já sovadas ao limite.

 

Este é o tempo de fruir dos afectos com tempo para o tempo da dedicação tranquila. Para leituras, para gozar o corpo liberto, para cozinhar prazeres, para assentar os pés em havaianas. Adeus saltos e arrebiques. Adeus complicações. Adeus ocioso, que Setembro está postado na volta do calendário.

 

CAFÉ DA MANHÃ

  

Mais um, Amiga, com a tua sensibilidade/assinatura.

 

publicado por Maria Brojo às 06:31
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37 comentários:
De perseu a 17 de Agosto de 2010 às 14:00
Mais e melhor,longe em menos tempo.
Exacto Teresa isso é o ideal do verdadeiro desportista,aquele que o pratica por gozo,e como actividade lúdica ,sei do que escrevo.
Industria ou lucro,isso são bastardias do desporto.
Corpos lindos e trabalhados no inverno,para bem parecerem no verão é ,no meu entender-e sem polémica- algo semelhante ao fabrico de frangos de aviário.
Repouso politico?Que mal lhe não pareça Teresa,mas existem politicos em Portugal?
De Maria Brojo a 18 de Agosto de 2010 às 16:58
Perseu - à quem assim designe alguns figurões e figurinhas. Políticos mesmo e bons temos, mas disseram adeus a tal submundo.
De Maria Brojo a 18 de Agosto de 2010 às 16:59
please, onde consta «à» deveria estar «há».
De Acúçar C. a 17 de Agosto de 2010 às 15:08
Glicée - Lamentando também as primícias da rentrée política (claro que los hay y buenos), fui espicaçado pelas havaianas do Chuck Law e lá fui à descoberta. E foi uma bela excursão. O artista bloga pinturas e sentimentos, quase compulsivamente. Fez-me lembra o Lobo Antunes. E já bem no fim do longo percurso (30 de Maio 2006) aparece a explicação! Valeu a pena. Esforço compensado ainda com mais uma descoberta sobre o tipo de reprodução assim batizada (http://chucklaw.blogspot.com/search?updated-max=2006-06-06T20%3A16%3A00-04%3A00&max-results=20).
De Maria Brojo a 18 de Agosto de 2010 às 17:20
Açúcar C. - fui ao sítio recomendado. Guardei algumas preciosidades que ainda não tinha. Obrigada.
De Pedro Neves a 17 de Agosto de 2010 às 15:57
Boa tarde,

O Sem pénis nem inveja está novamente em destaque nos Blogs do SAPO, em http://blogs.sapo.pt, por escolha da escritora Rita Ferro.

Boa continuação!

Pedro
De Acúçar C. a 17 de Agosto de 2010 às 16:54
Modernaço - Como estes corpos de aviário' ('http://shine.yahoo.com/channel/beauty/miss-universe-2010-2329933/#photoViewer=3)?

ParaBéns!
De Maria Brojo a 18 de Agosto de 2010 às 17:01
Pedro - muito obrigada pela notícia. Vinda a selecção da Rita Ferro sinto-me honrada. Muito.
Permita que lhe agradeça toda a eficiente assessoria da Sapo.
De perseu a 17 de Agosto de 2010 às 17:57
Desculpe voltar ao seu espaço Teresa.
Sem lamechas nem polimentos felicito-a pelo mérito achado no seu blog pela Rita Ferro.
Salientou quem sabe o que é escrever.
De -pirata-vermelho- a 17 de Agosto de 2010 às 19:28
...que porém não sabe do que escrever ou como, tal é a banalidade da prosa- estamos a falar da mnina Rita.

Assim-com'assim antes 'esta', aqui;
pelo menos tem graça -às vezes-
atira o barro à parede -mais vezes-
e
atira-se ela própria... ao barro -frequentemente-.
De perseu a 17 de Agosto de 2010 às 21:29
Camarada pirata tens o poder de 50kg de napalm.
Será mesmo necessário?
Hapy landing
De -pirata-vermelho- a 17 de Agosto de 2010 às 23:08
that's all folks, my friend
De Anónimo a 18 de Agosto de 2010 às 01:35
Quite Smarty - Who proves (axiomatically?) they don't really fly (http://www.youtube.com/watch?v=EnlCz1P95WM&feature=fvw)?

Quite Funny - He doesn't (http://il.youtube.com/watch?v=gF4kvYZNeKQ&feature=related)?

(shame on him )
De perseu a 18 de Agosto de 2010 às 07:53
yess lider!
De Anónimo a 18 de Agosto de 2010 às 12:12
Cada cavadela...

YESS Youth Educational Support Services

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Founder – President
Huey Barnett, Ed.D.

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Aproveite em Plymouth MN USA (http://www.sayyess.com/)

Aqui... só poderá 'vegetar'?

De Anónimo a 18 de Agosto de 2010 às 00:18
Olha que dois... ;-)
(pena não ser antes os 2 p's de happy)

Aqui ficam votos (na palma da ingenuidade e da miopia) para uma feliz aterração (na terra do nunca) e uma merecida sobrevivência utopicamente sustentavel (ao contrário da leveza do ser).

Baralhando de novo e voltando a dar, aqui ficam alguns trunfos (duques?) para se entreterem mutuamente: um (http://www.youtube.com/watch?v=T2SnDB_orzQ) ... dois (http://www.youtube.com/watch?v=j0gx4qVFZYU&feature=related) ... e três! (http://www.youtube.com/watch?v=W6oedP8X0SM&feature=related)
De Anónimo a 18 de Agosto de 2010 às 02:46
Dioptricamente - Cada um 'vê' o que lhe dá na real gana...

Escritora portuguesa, Rita Maria Roquette de Quadros Ferro Ochôa, filha do destacado ensaísta António Quadros e neta da escritora Fernanda de Castro e de António Ferro, um dos editores da Revista Orpheu, nasceu a 26 de Fevereiro de 1955. Frequentou um colégio de freiras onde terminou os seus estudos. Findos estes, Rita Ferro, não se sentindo atraída pelos bancos da Universidade, fez um curso de Design de Interiores do IADE, Instituto de que seu pai foi fundador.
Com apenas 20 anos, exercia já o cargo de redactora de publicidade nas Selecções do Readers Digest que manteve 22 anos e durante os quais assinou alguns dos seus trabalhos com pseudónimos - Marta Neves e Lúcia de Abreu.
A estabilidade aqui adquirida como Directora de Promoção não "aprisionou" Rita Ferro que, fascinada pelo gosto de novas experiências, muda de editora e assume um trabalho de freelancer na Editorial Verbo.
Com 35 anos, viu publicado o seu primeiro livro "Nó na Garganta" cuja venda ultrapassou os 50 mil exemplares. Dois anos mais tarde, edita "O Vestido de Lantejoulas", cujo êxito vai abrir as portas a diversos convites para colaboradora nas revistas Marie Claire, Ler e TV Guia e nos Jornais Semanário, A Capital e Diário de Notícias.
Diversificando a sua actividade, Rita Ferro, leccionou a cadeira de Publicidade Redigida no Instituto de Artes Gráficas, Design e Marketing, participou em conferências e colóquios e colaborou com o Programa 2 da RTP, apresentando "Quem conta um conto", com a emissora radiofónica TSF, através de "As Crónicas de Escárnio e Maldizer" e com a Rádio Renascença dando folgo e vida às "Conversas de Sala".
Escritos alguns textos dramáticos, de que se destaca "O Bom Partido", a autora agarra definitivamente a ficção e edita os títulos "O Vento e a Lua - História de Uma Vagabunda", "Uma Mulher não Chora", "Os Filhos da Mãe" e "A Meia-Irmã". As suas crónicas jornalísticas são compiladas sob o título "Por Tudo e Por Nada".
O bom relacionamento com a sua filha, Marta Gautier, vai proporcionar uma parceria na autoria do livro "Desculpe lá ,Mãe", no qual é feita uma abordagem das actuais relações entre mães e filhas e através do qual a autora pretende, conforme ela mesma refere "partilhar a ...experiência com as outras mães". Também em parceria, mas desta vez com a sua irmã Mafalda Ferro, elaborou a fotobiografia "Retrato de Uma Família: Fernanda de Castro, António Ferro e António Quadros". É autora também de "Por instinto".

a colecção (http://www.wook.pt/product/searchidautores/autor_id/22471/fsel/8066)
De Maria Brojo a 18 de Agosto de 2010 às 17:05
Anónimo - bem investigado e transcrito. Gostei e fez-se justiça.
De -pirata-vermelho- a 18 de Agosto de 2010 às 17:57
A acção de António Ferro foi muito mais quem a de fundador da Orfeu.
A neta nada terá (teria?) a ver com isso.
Quanto à avó também será menos urgente sublinhar.
O destaque fica nesta evocação dos avós...
a saber, porquê?
Então,
a acção de António Ferro destaca-se em outros domínios e a da Sra D Fernanda de Castro perde-se e não se destacaria senão por ter sido sua mulher.

As obras destacam-se dos autores e valem por si, pelo seu alcance; então,
a obra da Sra D Rita vale... não pelo facto de ser evocada a ancestralidade
nem pelo aprofundada abordagem do tema,
nem pela acutilância ou influência que exerce,
nem pelo seu pendor lúdico,
nem...

vale porquê?

Por ser, a Sra D Rita, neta do Sr António?

Ah, maldita desgraça de não se nascer só! que nem respirar nos deixam...
De Maria Brojo a 18 de Agosto de 2010 às 18:00
Pirata-Vermelho - considera verdadeiro o adágio "Quem sais aos seus não degenera"?
De -pirata-vermelho- a 18 de Agosto de 2010 às 18:04
Por vezes, quanto à aquisição de modos e princípios; não quanto a criatividade e competências.
De Maria Brojo a 18 de Agosto de 2010 às 18:07
Pirata-Vermelho - competências existem aprendidas desde o berço. E a criatividade, igualmente, pode ser estimulada desde cedo, ou estou enganada?
De Anónimo a 19 de Agosto de 2010 às 01:58
Verdadeiro ma non tropo... antes LaPalissiano?
De Maria Brojo a 19 de Agosto de 2010 às 13:45
Anónimo - a pergunta é-me dirigida ou ao Pirata-Vermelho?
De Anónimo a 19 de Agosto de 2010 às 22:25
Como o Pirata-Vermelho não gostará nada de expressões estrangeiras (ou gostará non troppo) não espero que ele assuma a iniciativa de comentar. Só me parece que 'sair aos seus' implica 'não degenerar' (tal como filho de peixe... ).

Mas como já andam por aí tantas exigências de provar à evidência, de propor até verdades cartesianas... quero prevenir-me contra ataques de dúvidas metódicas para não ter de voltar à estaca inicial do 'só sei que nada sei' e do 'penso, logo existo'.

De Anónimo a 19 de Agosto de 2010 às 01:32
Porque vale o que vale, como tudo o que tem o seu valor

«4 & 1 QUARTO conta a história de um casal que, num momento de desejo ou tédio, esquece as convenções para atrair à intimidade um homem e uma mulher. São quatro numa cama, como se fosse natural.
Mas não será sempre natural, o sexo? E mesmo que fosse: brutalizará ele o amor? Aqui, as duas mulheres revivem um segredo da puberdade, os dois homens descobrem-se e atrevem-se, e, embora extraviando-se da identidade e da pertença, jamais se perdem do Amor.
Um romance simultaneamente cru, humano, brutal e perverso, que aborda questões sensíveis como a tentação homossexual, a ambiguidade da amizade entre mulheres, as tensões sociais entre pessoas de diferentes origens e a persistência do contencioso feminino, apesar da evolução dos homens. E não só: insinua que os pecados da carne, com a sua presunção de culpa ou inocência, gozam de menos impunidade do que quaisquer outros. Como se a moral respondesse a quem a desafia, a Natureza não perdoasse a quem a subverte e a sociedade actual, parecendo moderna, permissiva e livre, se conservasse tão inclemente como deuses no paraíso.»

críticas literárias (http://www.segredodoslivros.com/criticas-literarias/4-1-quarto.html)
De Anónimo a 19 de Agosto de 2010 às 01:45
Será útil?

Desculpe Lá Mãe, de Rita Ferro

Sinopse: Desculpe lá, Mãe! é o livro que Rita Ferro escreveu em pareceria com a filha, Marta Gautier, a partir de cartas verdadeiras, partilhando dificuldades de relacionamento, de diálogo e de aceitação, com uma abordagem leiga e uma clara intenção pedagógica.
À data, nem a Autora previu que este livro pudesse tornar-se, também ele, um best-seller, e muito menos um SOS para mães e filhas. Mas a procura que obteve junto de um público exigente, prova-nos que Rita Ferro, além de cronista, além de romancista, está também habilitada, pela sua própria experiência de mãe e de mulher, a falar em nome da sua geração.
Um livro que dá uma resposta sensível aos problemas que atormentam, isolam e revoltam os jovens.»

Aprovado e Recomendado por Tea and Literature (http://tea-and-literature.blogs.sapo.pt/73097.html)

De Maria Brojo a 19 de Agosto de 2010 às 13:47
Anónimo - útil, sem dúvida. Não li o livro que menciona, mas nunca é tarde para colmatar faltas.
De Veneno C. a 17 de Agosto de 2010 às 19:38
Hoc opus - Há Ritas e Ferros que dão que falar... por diversas razões e argumentos ;-))
Esta mostra bem o que vale, da escrita que se vê, mesmo sem som (http://www.youtube.com/watch?v=t7gpKNo-h9M)
De -pirata-vermelho- a 18 de Agosto de 2010 às 18:00
Nem mais, sr veneno c.
oh, copos! hoc labor est...



De Maria Brojo a 18 de Agosto de 2010 às 18:04
Veneno C. - não me diga mal da Rita F. Rofrigues que conheci ainda menina. É bonita e encantadora. Além do mais, sem saber que a Teresa C. esconde pessoa próxima, faz o favor de gostar do SPNI como recomendou no Expresso. Tem de ser pessoa generosa, só pode! ;)
De Veneno C. a 19 de Agosto de 2010 às 00:44
Não digo mal. Não gosto. Outros dizem...

«Foi na mais recente edição da revista Notícias TV, onde é cronista, que a eterna “senhora televisão” teceu duras críticas à cara de Companhia das Manhãs.

“Verdade é que é a Ferro que a Rita o deixa tocar na bola (a Francisco Menezes), porque esta Rodrigues não é a diva mas já cá anda há 17 anos! Uma veterana que nunca teve a felicidade de ter um êxito, mas teve a felicidade de nascer numa família de êxito” ou “A Rita não cria nem empatia, nem simpatia, nem alegria. Há falta de verdade nos seus muitíssimos ‘minhas queridas’ com que disfarça uma superioridade condescendente igual à das senhoras de antigamente quando queriam que as criadas lhe arcassem bem as pratas da família”, são algumas das palavras usadas por Teresa Guilherme para descrever a relação de Rita Ferro Rodrigues e Francisco Menezes, bem como para falar sobre o programa das manhãs de Carnaxide que, segundo ela, tem “todas as manhas, mas são muito mal amanhadas”.»

Quanto a favores... com favores se pagam. É isso?
De Maria Brojo a 19 de Agosto de 2010 às 13:44
Veneno C. - não se trata de permuta de cortesias, antes o meu atávico afastamento da televisão. Não assistindo, pronunciar-me sobre o desempenho da Rita F. Rodrigues é-me impossível.
De Maria Brojo a 18 de Agosto de 2010 às 17:02
Perseu - muito obrigada.
De António a 18 de Agosto de 2010 às 13:39
querido mês - subscrevo inteiramente, meados de Agosto é fazer a festa, intensamente, e fruir o momento, o calor, a disponibilidade, as boas companhias, festa é festa!




carpe diem - por falar em desporto e fruindo as boas notícias dos nossos jovens (muitos e muitos Parabéns!! ) em Singapura (entre outros, os medalhados Ana Rodrigues, http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1451603, e Mário Silva, http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1451761) há que reconhecer que o sábio Moniz Pereira avisou bem ao recomendar a fórmula "treinar todos os dias", seja em competição, sobretudo da alta, seja na prática desportiva em geral, seja no exercício/lazer em busca de uma formazinha razoável para se caber em calção (se for o caso, eh eh ... porque há casos e casos) do mesmo tamanho do Verão anterior!!!




De Maria Brojo a 18 de Agosto de 2010 às 17:04
António - fomos dois, fomos muitos que nos alegrámos com o esmero dos nossos jovens. Vivam eles!
De António a 22 de Agosto de 2010 às 07:25
com as devidas desculpas e vénias, volto à carga pela referência a Fernanda de Castro (o Sapo não me deixa fazer o comentário no sítio próprio... por isso vai aqui) que só agora li

- em primeiros, na época e na condição de esposa, fácil seria uma acentuada secundarização face à importância que augurou o citado António Joaquim;

- depois porque escreveu obra com algum (além da ficção e poesia, traduziu teatro e, de meu especial apreço, as "Cartas a um poeta", de Rilke, de vez em quando e em boa hora, de volta à ribalta) significado, continuada e prolongadamente - designadamente antes, durante e depois do Estado Novo; tendo já obra publicada antes do casamento;

- e ainda porque "fez" obra, na área da pedagogia e da protecção infância, tendo dinamizado o sistema de parques infantis - creio que cuidava, directamente, de alguns, entre os quais o da Tapada das Necessidades, em Lisboa, curiosamente chamado, salvo erro, "A colmeia", com subtil mas indesmentível aroma a união e a trabalho - tendo por destinatário um público infantil popular, na altura arrancado a ferros ao poder político de então, passando a mensagem apesar da ditadura

sempre é alguma coisa e, do escrito e feito, nada à pendura do sr. dr.

pode ser?


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