Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

FORA DO EQUIPAMENTO MADE IN U.S.A.

 

Se barcos e duas ou quatro rodas há muitas ‘ó palerma’, neste (des)caso eu, por cá ter montada num Jeep Willys-Overland importado da origem é raridade/aventura que cumpre fruir. Validado como USMCUnited States Marine Corps (os fuzileiros lá do sítio) – acrescentou fantasia e apetite. Conduzir a estrela-símbolo, orgulho, não por remeter para os três ramos das forças armadas bandarilhados pela stars & stripes, Army, Marines e USFA, mas pelo gozo de possuir músculos em forma para guiar história. E se a condutora é pouco abonada em dotes motorizados… Arriscou sem mais pedir que chegar limpa de danos a viatura. Conseguiu. Qual descapotável, qual quê, qual ‘tetraciclo’ destapado? Melhor que ronrom amestrado, cruise control a soldo do computador de bordo que deixa o pé em remanso. Cabelo revolto por digna causa «estradista», vez primeira.

 

 

Na cópia melhorada do primeiro todo-o-terreno que apareceu provido da clássica tracção às quatros rodas, posteriormente adaptado a fins bélicos, sentiu interior que só não era espartano pelos botões e visores muitos. Ausente nesta variante de transporte o canhão antiaéreo de 9 mm montado na traseira. Digere combustível como a condutora se excede em abrunhos verdes. Duro na condução calma, mais ainda nos ressaltos certos pela vontade de experimentar o possível sem risco ou riscos que desfeassem pintura imaculada. E o osso que finda a coluna sem dar de si. Ela, travessa, sentada no caqui sobre metal.

 

 

Antiga matrícula portuguesa legaliza a circulação. Não passível de propriedade por anónimo cidadão nacional. Recuperado o estoicismo do Dia D pelo dístico que o canto inferior direito do pára-brisas sublinha. Registado o instante em que ela recobrava da ansiedade e esforço. Ao sair, cambaleou. Da Sweet Lizie, pela discrição, nada conseguiu saber.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:35
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17 comentários:
De Maria Brojo a 30 de Agosto de 2010
Perseu - aqui me tem como mulher com muitos destinos fantasia. As Ardenas, um deles. A sua comoção, a minha, a de alguns visitando o lugar seria imenso. Por isso e mais, raridade aqui escrita, coincido no 'Obrigada América'.
De Anónimo a 30 de Agosto de 2010
Outros tempos, não há muito tempo:

Havia leis de segregação racial nas forças armadas americanas. Os soldados negros eram considerados aptos apenas para trabalharem como motoristas de caminhões ou outras atividades logísticas. Claro que havia exceções, uma divisão de infantaria negra (a 92ª DI) estava lutando na Itália e várias unidades blindadas e de artilharia integradas apenas por negros batiam-se na Europa Ocidental.

Porém, o convite feito pelo General Eisenhower aos soldados negros para que entrassem em unidades brancas em absoluta igualdade de condições sofreu sérias restrições pelo General Walter Bedell Smith, chefe do Estado-Maior de Eisenhower. Citando regulamentos que estipulavam a separação das raças no Exército Americano, Smith insistiu que a integração dos negros em unidades de combate com brancos seria considerada ofensiva pelo público americano. Além disso, tal atitude indicaria ao inimigo que a ofensiva das Ardenas pusera o comando aliado à beira do pânico.

De Maria Brojo a 30 de Agosto de 2010
Anónimo - factos que ignorava. Por estas e mais, a minha empatia com os States é escassa, conquanto renda tributo ao bem feito.
De perseu a 30 de Agosto de 2010
Claro que foi assim,mas...
Omitiu o mais importante,por desconhecimento ou informação deficiente.
O Gen.Smith,porque não era brilhante,obstaculizou ,apoiado pelo congresso,a sugestão do Gen.Patton que cito:
"Agora que a bestialidade nazi está derrotada é tempo de seguir até Yalta e rasgar aquele humilhante tratado "
Resultado 50 anos de terror comunista,milhões de mortos.
De Anónimo a 30 de Agosto de 2010
Who loves America?

How could warlords Roosevelt and Churchill been so foolish and cowardly? Stalin had 12 million soldiers moving into Eastern Europe. Stalin's might intimidated Roosevelt and Churchill, causing them to replace one totalitarian dictator, Adolf Hitler, by appeasing an even more dangerous one, Stalin.

The Soviet Union had done the lion's share of fighting in Europe, destroying 75% of all German land and air forces, and naturally expected the lion's share of the spoils. When the Americans, British and Canadians landed at Normandy, facing them was the ghost of the once invincible Wehrmacht, fatally crippled by shortages of fuel, munitions, and armor, and without any air cover. It was amazing the Germans held out as long as they did on the Western Front

After German forces surrendered, US general George Patton was ready to turn his famed 3rd Army against the Russians in Eastern Europe. The US had the atomic bomb, Russia did not. But the US and bankrupt Britain decided to buy off Stalin. Eastern Europe paid the terrible price. Patton was relieved and subsequently killed in a still mysterious road accident.

Eric Margolis
Veteran journalist; Author
De Anónimo a 30 de Agosto de 2010
Mas...

Sua visão (de F. Roosevelt) também era igualmente uma visão de auto-interesse. A Segunda Guerra Mundial resultou na enorme destruição de infraestrutura e de populações ao longo da Eurásia, com quase nenhum país nestes continentes não afetado pela guerra. A única potência industrial do mundo que emergeria intacta após a guerra foi os Estados Unidos. Não somente isto, a guerra fortaleceu drasticamente a economia do país (bem como a economia de seu vizinho setentrional, o Canadá). Os Estados Unidos também iniciou um processo de tentativa de imposição de sua visão do mundo com a criação de novas agências governamentais americanas: o World Bank e o Fundo Monetário Internacional, que foram criados para assegurar uma economia aberta e internacional. A União Soviética optou por não fazer parte deste acordo.
De Anónimo a 30 de Agosto de 2010
Para que conste:

A veteran of many conflicts in the Middle East, Margolis recently was featured in a special appearance on Britain’s Sky News TV as “the man who got it right” in his predictions about the dangerous risks and entanglements the US would face in Iraq.

A native New Yorker (http://www.ericmargolis.com/biography.aspx)

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