Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

PILHÉRIAS ALHEIAS

John Rogers Cox, Colleen Ross

 

Gosta da pilhéria. Do exagero. Do não sistemático como prova do ‘eu existo’. Reparte-se entre o «está-a-dar» e a originalidade. Na obediência aos lugares-comuns, almeja graça. Segue caricatura de Miguel Sousa Tavares anterior às Scuts pagas.

 

“Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?

- Assim, como?

- Deserta, magnífica, sem trânsito?

- É, é sempre assim.

- Todos os dias?

- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?

- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

- E têm mais auto-estradas destas?

- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.

- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?

- Porque assim não pagam portagem.

- E porque são quase todos espanhóis?

- Vêm trazer-nos comida.

- Mas vocês não têm agricultura?

- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.

- Mas para os espanhóis é?

- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

- Mas porque não investem antes no comboio?

- Investimos, mas não resultou.

- Não resultou, como?

- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.

- Mas porquê?

- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

- E gastaram nisso uma fortuna?

- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...

- Estás a brincar comigo!

- Não, estou a falar a sério!

- E o que fizeram a esses incompetentes?

- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?

- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.

Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.

- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?

- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?

- Isso mesmo.

- E como entra em Lisboa?

- Por uma nova ponte que vão fazer.

- Uma ponte ferroviária?

- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!

- Pois é.

- E, então?

- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.

Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.

- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...

- Não, não vai ter.

- Não vai? Então, vai ser uma ruína!

- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?

- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!

- E vocês não despedem o Governo?

- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?

- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.

- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?

- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.

- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?

- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?

- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.

- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?

- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.

- Não me pareceu nada...

- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?

- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.

- E tu acreditas nisso?

- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

- Um lago enorme! Extraordinário!

- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.

- Ena! Deve produzir energia para meio país!

- Praticamente zero.

- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!

- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.

- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?

- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?

- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.

Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:

- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!”

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 06:19
link do post | Veneno ou Açúcar? | favorito
53 comentários:
De Veneno C. a 26 de Outubro de 2010 às 11:06
Pode continuar... ficamos a ganhar (a perder menos?).

Para manter o nível do SPNI, a espanhola podia ter sido evocada num bom par de pin-ups :-(

http://dianabronholo.wordpress.com/2009/08/18/mulheres/

http://www.thefabulousreport.com/wp-content/2010/07/V66_TXEMA-YESTE_LR3.jpg

http://www.thefabulousreport.com/wp-content/2010/07/V66_TXEMA-YESTE_LR4.jpg
De Veneno C. a 26 de Outubro de 2010 às 11:22
E para arrasar (arraçar) talvez uma bela bomba seja o que faz falta, deixando tudo liso em sãs condições de paz & progresso (P&P)

http://www.comicartfans.com/GalleryPiece.asp?Piece=477831&GSub=75047
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 17:05
Veneno C. - aprecio, em muitas obras, o Carlos Diez. Nesta, não.
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 17:03
Veneno C. - a primeira já tinha em arquivo; as beldades outras não aproveitei por não publicar fotografias, excepto pessoais.
De Veneno C. a 27 de Outubro de 2010 às 17:46
Ai se os meus olhos falassem...

diriam que já publicou (e há bem pouco?)

Aquelas estampas são obra de pintor (afamado?)

http://www.carlosdiez.com/
Carlos Díez es el mayor representante de los dibujantes de "Pin-ups" de España. Enamorado de aquellos míticos dibujos de Betty Page o de Marilyn Monroe, ahora resucita el género a su manera con las chicas de nuestros sueños.
Nacido en Madrid. España el 16-10-66. Tras cursar los estudios elementales se matricula en la universidad de Bellas Artes y Escuela de Artes Aplicadas para iniciar sus estudios artísticos, abandonándolos al cabo de un año tras comprobar que dichas instituciones no cubren sus inquietudes creativas.
Su ya larga formación autodidacta y su hábil manejo del aerógrafo le facilitan comenzar a publicar sus primeros trabajos desde finales de los 80 en agencias discográficas y publicitarias de renombre, por la misma época comienza también a dar clases de ilustración y dibujo poniendo así los cimientos de lo que más tarde será su empresa de educación artística C-10 Formación Creativa.

Pero su revoltoso espíritu de artista no se satisfacía con estos encargos, abandonándolos definitivamente para entregarse a su tema favorito, las curvas femeninas y la fantasía, siendo sin duda sus célebres Pin'Ups de famosas mujeres desnudas y "retratos eróticos" lo que más popularidad le han traído merced a su increíble realismo, y, sobre todo, a esa mezcla de la personalidad de sus modelos con las propias fantasías del autor.

Não foi mero acaso... pois não?
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 20:24
Veneno C. - não foi acaso, reconheço, conquanto as fantasias do Carlos sejam, obviamente, dierentes das minhas.

Quanto à Colleen Ross a fama e proveito são garantidos, sendo a ela que se refere.
De Veneno C. a 28 de Outubro de 2010 às 02:32
Pessoais (& algo mais...)

http://omg.yahoo.com/photos/2-hot-2-handle/4335?nc#OmgPhoid=1
De JFD a 26 de Outubro de 2010 às 11:41
Cara TC,

Uma vez que não vê o email do blogue com grande frequência vejo por aqui pedir-lhe que me indique o seu email de conta blogger (presumindo que ainda terá) para adicionar ao Oitavo Dia.

saudações.


De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 17:07
JFD - não tenho conta no blogger, que saiba. O resto segue por e-mail. Obrigada.
De perseu a 26 de Outubro de 2010 às 12:57
Resumindo; Um país de bananas governado por sacanas.
De Anónimo a 26 de Outubro de 2010 às 17:18
Devia pôr tento na língua aos seus comentadores,,,,,,,alguns, mesmo muitos, têm uma linguagem analfabruta , e depois ainda comentam que são os outros;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;Coitados!
Neste nosso Portugalzinho ainda existe muita gente que pensa que vive no século passado, vivem de saudades de tempos idos, que não aceitam as mudanças nem as opiniões dos outros!
De Anónimo a 26 de Outubro de 2010 às 21:39
Estranho que tenham sido apagados comentários. Sendo a escrita uma forma de liberdade de expressão, não deverá ser nunca unilateral, nem por conveniência de opinião, nem para agradar a quem quer que seja. Quem escreve publicamente deverá aceitar todos os comentários, mesmo os contraditórios!
De Anónimo a 26 de Outubro de 2010 às 22:52
Quem teria sido?
Por quê?
Será o fim?

choldra, marginais, Hermengardas, silicones, sacanas, bananas, violoncelo, capachinho, ... foi bom?

Parece que não!

Mas eu alinho nos carecas ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=dBZzzFxcwBI&feature=related
De Anónimo a 26 de Outubro de 2010 às 23:14
Carecas...em todos os sentidos....principalmente de espírito!
De Anónimo a 26 de Outubro de 2010 às 23:31
O outro que era cabeludo ficou louco ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=bpPBW7eTVVA&feature=related
De Anónimo a 26 de Outubro de 2010 às 23:33
Ora... o outro que era cabeludo ficou maluco ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=bpPBW7eTVVA&feature=related
De Anónimo a 26 de Outubro de 2010 às 23:47
Efeitos do caraças do cabelame

http://www.youtube.com/watch?v=4NiyOLhqwVs&NR=1

E valente até ao tutano

http://www.youtube.com/watch?v=1Lzs3acCtCY

De Anónimo a 26 de Outubro de 2010 às 23:57
Coitados dos que são cabeludos por fora, mas carecas por dentro....cá para mim, mais valia que fossem cabeludos por dentro..sempre jorrava mais qualquer coisa plausível para além de serem como os carneiros ----
De Anónimo a 27 de Outubro de 2010 às 00:08
Ca ganda confusão... por fora... por dentro... carneiros desses lá saberão como isso funciona... a jorros da coisa plausivel... canta Quim ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=w-5R7HIplxk&feature=related
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 20:39
Anónimo - invadiu-o coisa má? Só pode, após visualizar estes odiáveis links.
De Anónimo a 27 de Outubro de 2010 às 21:42
Como a qualquer mortal (que se preza?)... mas os 'pobres' links não são 'odiáveis'... são liberdade de ex pressão, são verdadeira arte p'ra pular (as audiências provam-no?).
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 21:49
Anónimo - desde quando audiências legitimam o popular? Popular é canto ou música ou instrumento com raízes fundas na tradição de uma localidade, região ou povo. E os links não são pobres. Paupérrimos são os 'lustrados' que deles se servem.
De Anónimo a 27 de Outubro de 2010 às 22:06
Não digo que legitimem... não é isso que está em causa.

Popular (também) quer dizer do Povo?

Não conhece os auditórios do Quim? Não o acha criativo, divertido, bem aceite?

Enche mais que museus e teatros e galerias...

Este tem um 'score' de 667.967 vezes

http://videos.sapo.pt/VEGFdpAzdawn7iQ1oPJn

Não me apoquenta a sua pobreza (é desopilante qb) quase tanto como o 'alivia-cabeças' (e menos caro... E MAIS SEGURO!)
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 22:12
Anónimo Qual - se mede pela audiência do Quim Barreiros o mérito de espectáculos sérios, que dizer?
De Anónimo a 28 de Outubro de 2010 às 00:23
Teresa C. a 27 de Outubro de 2010 às 22:12

Mais uma vez, não é a medição que está em causa.

O que é o mérito de espectáculos sérios?
O local? O preço do bilhete? A 'toilette' espectável/expectável?

Ou será o grau de satisfação conseguido?

Os festivais (de verão) têm mérito de sérios? Ou os jogos de futebol? Ou os Big Brother, etc... etc...

O Quim é um 'fenómeno da natureza':

Aos 9 anos já tocava bateria no conjunto de seu pai (Conjunto Alegria). Seu primeiro disco foi lançado em 1971, juntamente com o famoso guitarrista Jorge Fontes, quando apenas tocava acordeão e folclore minhoto. A sua fama estendeu-se já ao Brasil e à Galiza, e já actuou em quase todos os países onde existem comunidades de portugueses (Canadá, E.U.A, Venezuela, Brasil, África do Sul, França, Alemanha, Espanha, Inglaterra e outros).

Sai um 'Pagagnini'?

http://pontofinalmacau.wordpress.com/2010/05/28/musica-para-rir-e-levar-a-serio/

http://www.youtube.com/watch?v=jVJvB2zY5Uc&feature=related

Se todos gostassem do tango ou da Ana Moura... não haveria lugar para outras 'coisas'.
De Anónimo a 28 de Outubro de 2010 às 00:46
Teresa C. a 27 de Outubro de 2010 às 21:49

popular

1. Relativo ou pertencente ao povo.
2. Que é usado ou comum entre o povo.
3. Que é do agrado do povo.
4. Vulgar, notório.
5. Democrático.

espectáculo espetáculo

1. Objeto da nossa atenção ao ver (determinada coisa).
2. Contemplação.
3. Cena ridícula ou censurável.
4. Representação teatral.
5. Divertimento público em circos.

O seu 'paupérrimos' empata com os nossos 'deliciosos' e evoca tantas outras 'pelintrices' ;-)

PSQNSOQD
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 20:35
Anónimo - é dito dos carecas serem quem elas preferem. Será que pertence ao grupo? Delas ou deles?
De Anónimo a 27 de Outubro de 2010 às 21:52
Faço-me perceber?

http://www.avidasecreta.com/e-dos-carecas-que-elas-gostam-mais/

http://depoisdos25masantesdos40.blogspot.com/2009/01/dos-carecas-que-elas-gostam-mais.html
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 22:02
Anónimo qual? - e julga que eu entro em sítios com avisos «moralóides» à entrada? Nope! Tenho mais que fazer e ler e ver. O último? _ Chorrilho de lugares-comun!
De Anónimo a 28 de Outubro de 2010 às 01:36
Teresa C. a 27 de Outubro de 2010 às 22:02

Foi isso aí?

«Seja responsável!

Somos contra a pedofilia e a intolerância sexual, religiosa, social ou racial. Fique esperto!
Pedofilia e discriminação não!

Tags: Desejos Secretos, Erótico, Erotismo, Fetiche - Fetichismo, Homens, Sexo, Sexualidade»


Nossa!

Não precisa entrar... nem tem muito que ler... basta ver ;-)

De Anónimo a 28 de Outubro de 2010 às 02:01
Teresa C. a 27 de Outubro de 2010 às 22:02

Será que o terceiro compensa a banalidade do segundo? Sentir-me-ia melhor, se achar alguma originalidade/utilidade...

http://revistaalfa.abril.com.br/blogs/mulher-honesta/2010/10/19/homens-transam-da-maneira-que-comem/
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 20:33
Amónimo - discordo. Sou a moderadora em serviço ainda que, frequentemente, com atraso.

É conveniente não confundir liberdade de expressão com usurpação de identidade provada pelo 'sitemeter' através do I.P.

Além do mais, não dispenso apagar comentários que me desagradem por ultrapassarem a picardia, pela falta de decoro, porque insultuosos. Nesta permuta escrita, também jogo, comando.
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 20:41
Anónimo - "devia"? Desculpar-me-á o atrevimento mas nomeei-o meu tutor?
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 17:08
Perseu - é uma opinião.
De Anónimo a 26 de Outubro de 2010 às 16:22
Esta também tem a sua graça:

Sem pénis nem inveja do sexo masculino
Sim urinar de pé facilita e ser menstruada não é uma dádiva divina que agradeçamos todos os meses. Mas convenhamos: o corpo da mulher é, sem dúvida, mais atraente e abençoado do que o do homem.
Sofia Rijo (sapato nº39) (www.expresso.pt)
10:30 Segunda feira, 5 de Julho de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=nO3CE8xTh7k&feature=player_embedded

De Anónimo a 26 de Outubro de 2010 às 16:47
Será a mesma Sofia? Quem diria...

http://sempenisneminveja.weblog.com.pt/arquivo/2007/05/porco_e_porco_n.html
De -pirata-vermelho- a 26 de Outubro de 2010 às 18:22
" Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos. "
- Isto é uma falsidade completa e disparatada.

De resto, 'a conversata' com a estrangeira, além de não acrescentar nada, não revela o essencial das questões abordadas.
O combobio está mal aproveitado, como tudo nesta terra de alarves mas não da maneira sugerida.



De António a 27 de Outubro de 2010 às 03:51
dac, Rubro

as estradas de má memória tinham mortes a mais no sinuoso CV macadâmico, um buracal por quilómetro linear e já para não falar, de mola no nariz, do pivetaço que eram as afamadas tascas de estrada com latrinas de arrepiar

claro que o comboio serve bem para ir de Lisboa ao Porto ou bice-bersa mas jamé para ir de Lisboa (ou Porto ou Sines ou Faro) ao Crato e Alpalhão (ai o Regata), a Igrejinha (ai o Prates), a Montemor (ai o Leilão) e por aí fora com ou sem volta por Alqueva, Marvão, Monsaraz, Vidigueira, etc, em passeio, visita ou para tratar de assuntos, né?

pué pué

;_)))
De -pirata-vermelho- a 27 de Outubro de 2010 às 14:18
É
mas falava-se do pendular fazer enjoar,
n'era?




O que não copiei não li...
livra!
De Anónimo a 27 de Outubro de 2010 às 15:16
Caso contrário tinha que ir gastar dinheiro a comprar comprimidos para o enjooooooooooooooooooo
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 21:12
Anónimo- mas houve acólitos na missa nauseabunda.
De Anónimo a 27 de Outubro de 2010 às 21:19
Meteu missa? Nausea bunda? É metáfora, espero.
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 21:40
Anónimo - no meio de tantos Anónimos sei que já me perdi. Foi metáfora, sim, com espinhos para um dos Anónimos que deles fizer seus.
De Anónimo a 28 de Outubro de 2010 às 01:16
Teresa C. a 27 de Outubro de 2010 às 21:40

Não é o caso. Nem missa. Nem nausea bunda. Nem acólitos. Nem espinhos. Ficarão para o dono.
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 21:11
Pirata-Vermelho - um enjoo o que não leu.
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 21:09
António - quando for crescida quero analisar e escrever assim. O pior é que não sinto inveja, apenas admiração.
De Anónimo a 27 de Outubro de 2010 às 21:29
O pior?

Então a admiração é inerte? E a inveja é que faz crescer? Não estava a vê-la por esse 'prisma' :-(

hehehehe

http://www.youtube.com/watch?v=MVZLMZbg-4s&feature=related
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 21:37
António - arremeteu o feitiço contra a feiticeira aprendiz que na resposta confundiu bugalhos com alhos. Esteve bem! A menina do vídeo encanta pela obediência ao estereótipo.
De Anónimo a 27 de Outubro de 2010 às 21:59
E se fosse sem 't'? Estaria ainda bem?
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 22:04
Anónimo qual? - estaria, claro! O mérito ou desmérito dos comentários não tem a ver com 'nick' ou ausência dele, mas com o conteúdo do escrito.
De Anónimo a 28 de Outubro de 2010 às 01:41
Teresa C. a 27 de Outubro de 2010 às 22:04

Obrigado!

Então eu vou mais longe: e se for sem 't' e com '+m' ?
De Maria Brojo a 27 de Outubro de 2010 às 20:45
Pirata-Vermelho - já por aqui escrevi semelhante ao que alinhavou, 'alembra-se'?

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