Enfadam-me campanhas eleitorais. Candidatos ao poder afirmam-se os melhores, lustram galões puídos, brandem espada de antes do bronze, o mesmo é dizer de ferro carcomido pelo óxido de ferro III, a ferrugem comum, que a humidade desfigura. Por tal, quebradiça, incapaz de angariar votantes. Alguns acabam por atender o respectivo suserano, mais por reza/vício do que por fé. Os não crentes em senhores da terra que a receberam em mandato e tomam por bem oportuno consideram-nos figurantes circenses. Nem de protagonistas merecem o nome por ensaiarem papel destacado e nele representarem figuras tristes.
A democracia é tesouro. Quem dela usufrui benesses é sensato preservá-las. Mas que as instituições e instituídos reguladores mereçam respeito – não apaguem inépcias anteriores e actuais, não caiam no logro de reclamarem respeitabilidade imaculada pelos putativos bons serviços em favor do povo português. A história da galinha, o passado lutador, a competência económica no período do betão, a experiência nos corredores poderosos são paupérrimos argumentos que somente embaciam a confiança popular.
É necessário resistir aos insultos à inteligência individual, à fadista “Guerra das Rosas” para conservar a credibilidade democrática, para não ajoelhar perante o fácil ‘bota-abaixo’ de que o parágrafo primo faz prova. Agressões sistemáticas por quem pretende reunir condições de liderança têm efeito de salitre que até protectoras madeiras de castanho velho e chapas duras corroem.
infelizmente, a campanha presidencial em curso dura há 5 anos, desde Belém gerida até ao último dia da entrega da papelada, e recrudesce no televisivo mano a mano a começar da pior maneira, com dois candidatos que o não são, estafetas de corrida alheia, a quem nem sequer reservaram o condigno papel de lebre ...
há dias, um Francisco Lopes de vidro, estereotipado candidato de outros campeonatos ao nível da Secção, a quem o Comité Central nem ao menos autorizará o honroso desaparecimento do boletim a premiar o martírio a que tão piedosamente se submeteu, debateu contra moinhos reais perante um instrumentalizado Fernando Nobre, que dobrou o seu papel articulado e julga que o Gepeto alguma vez lhe agradecerá genuinamente
além da função primordial de dividir a esquerda para reinar o Cavaco, o lastimável resultado cumpre também a finalidade a que se propõem os respectivos mentores: desanimar o eleitorado e ampliar a propensão para a abstenção típica dos segundos mandatos presidenciais, aumento eficazmente a elevada probabilidade de reeleição do tabu
estes tristes estridentes fazem duramente lembrar o encomendado Baião Horta ;(
para isso, antes o circo televisivo de Garcia Pereira, Fernando Rosas, Carmelinda Pereira e Manuel Maxime (evitemos manchar o nome de João Vieira) que ao menos faziam rir os telespectadores e davam boas manchetes durante a campanha !
Pirata-Vermelho - é que Belzebu tece-as, dando-se o caso da cidadã comum s'envergonhar das desavergonhadas campanhas. Houvesse tino, não estaríamos nesta reles condição