Terça-feira, 13 de Maio de 2014

NA FITA DA VIDA

 

Na memória, o fabuloso Querelle. Jean Genet da ficção existencialista e homoerótica foi leitmotif. O porto de Brest, recriado artificial e provocadoramente ereto nas torres em forma de pénis, testemunha relações de paixão/ódio entre o marinheiro, Querelle, e os homens e mulheres da cidade. Desejo na procura, prazer na margem/crime. Volúpia transtornada.

 

Quem mergulha em Fassbinder espera e tem lateralidade das vidas. Sufocantes. Aprisionadoras. Feias. Vívidas. Por tudo, arrebatadoras. Encontra desgostos com recheio de amor insubmisso - no Querelle pintados com tons de fogo obsessivos. Ácidos como a autodestruição que retratam. Muitos dias assim na fita da vida. Num qualquer deles, (…)

 

Nota – texto integral publicado, ontem, aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:59
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