Quinta-feira, 24 de Julho de 2014

PORTUGAL É O 43º. SIZA VIEIRA O PRIMEIRO

   

Keith Mallet – “Black is Black, Female”    Siza Vieira – “Oscar Niemeyer”

 

Hoje, tem destaque a situação de Portugal no 43º lugar do ranking na ONU que mede o Desenvolvimento Humano em 187 países do mundo. O nosso, desde 2013, conserva a posição 43 neste ranking das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) - avalia a qualidade de vida com base em indicadores relacionados com saúde, educação e rendimentos.

 

No topo do índice, estão a Noruega, Austrália, Suíça, Holanda e EUA. No final, é flagrante o domínio por países africanos, como a Serra Leoa, o Chade, a República Centro-Africana, o Congo e o Níger. Portugal é o país menos desenvolvido da Comunidade Económica Europeia, todavia incluído nos mais desenvolvidos do mundo. Tenebrosa é a distância entre riqueza e pobreza extrema.

 

O documento prova existirem 1500 milhões de pessoas na miséria. Número que tende a diminuir pelo facto dos países nas funduras da lista evoluírem mais depressa do que os considerados desenvolvidos. Afortunada notícia.

 

Nascemos para manifestar
a glória do Universo que está dentro de nós.
Não está apenas em um de nós: está em todos nós.
E conforme deixamos nossa própria luz brilhar,
inconscientemente, damos às outras pessoas
permissão para fazer o mesmo.
E conforme nos libertamos do nosso medo,
a nossa presença, automaticamente, liberta os outros.
[Nelson Mandela]

 

Álvaro Siza Vieira

 

É notícia a doação do acervo do arquiteto Siza Vieira a duas instituições portuguesas, Fundação Gulbenkian e Fundação de Serralves, e ao Centro Canadiano de Arquitetura. Palavras de Siza Vieira: _ “É meu desejo que o trabalho de tantos anos seja de algum modo útil, como contribuição para o estudo e debate sobre a arquitetura, particularmente em Portugal, numa perspetiva oposta ao isolamento, (como já hoje sucede e é imprescindível).”

 

Pelo que ouvi e li, a opção de um dos nossos arquitetos maiores, tenho-o como o primeiro entre estes, tem como base a qualidade e capacidade das instituições para desenvolver ou alargar os arquivos. A perspetiva é a abertura à consulta, divulgação e participação num debate que não apenas nacional nem centrado no individual. O Centro Canadiano de Arquitetura (CCA) em Montreal tem visibilidade como instituição de experiência e prestígio ímpares. Carateriza-o experiência na preservação e apresentação de arquivos.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 12:26
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7 comentários:
De a.reis a 25 de Julho de 2014 às 22:03
A tendência de Portugal é piorar os seus indicadores e acredito mesmo que os dados fornecidos estão martelados.
Desde que se inicio o processo de globalização comercial e, com a queda das pautas aduaneiras, as nossas pequenas e médias indústrias de mão-de-obra intensiva, foram caindo uma a uma por terra, dado a concorrência dos países do oriente ser impossível de rivalizar, com consequente desemprego e nova debandada para a imigração da população portuguesa.
Apenas os países com indústrias de ponta, conseguem aguentar-se e, até melhorar, exportando os seus automóveis de luxo e maquinaria sofisticada.
As finanças públicas já não conseguem suportar as despesas de saúde e assistência como até há pouco anos, por falta de colecta de impostos, despesismo estatal durante décadas em obras faraónicas e agora a extrema divida publica. Iremos sempre ser nivelados para baixo.
De a.reis a 25 de Julho de 2014 às 22:10
O Arq. Siza Viera, teve ideia de mestre ,como ele é, poupa nas suas despesas de arquivo morto e previne que ao seu espólio técnico/artistico não seja sujeito a alguma incúria após a sua morte.
De Maria Brojo a 28 de Julho de 2014 às 10:48
A.Reis - Não conheço o suficiente a personalidade de Siza mas acredito piamente na informação que me prestou. Aliás, as suas informações são sempre fidedignas. Obrigada.
De a.reis a 28 de Julho de 2014 às 11:53
Não serão informações que a Céu Brojo possa rotular de fidedignas, pois não sou próximo ao tratado. Apenas me baseio em deduções lógicas e pessoais e também porque durante a minha vida profissional tive que lidar com arquivos da administração pública, alguns imensos e com documentação posta quase ao abandono. Tentei lutar contra a situação e na maior parte das vezes saí derrotado pelos altos responsáveis, dado os custos de manutenção que isso representa.
Na vertente dos espólio artístico e cultural de pessoas falecidas, já tive conhecimento de episódios locais, em que os familiares dos falecidos atiraram para o contentor do lixo um numero indeterminado de obras musicais escritas por uma professora de piano e outro caso de um professor que também era arqueólogo e investigador em que os seus "papeis" foram "guardados" num vão de escada húmido e quando alguém indagou sobre o seu paradeiro, deram-se com a acervo todo podre e impossível de recuperar.
De Maria Brojo a 29 de Julho de 2014 às 00:50
A.Reis - e por desleixo são pasto de fungos ou bicharada espólios que as gentes descuram.
De a.reis a 25 de Julho de 2014 às 22:15
Arte africana, só pela tez da pele dos modelos e do colorido, para mim os conceitos e perspetivas são da arte ocidental
De Maria Brojo a 28 de Julho de 2014 às 10:51
A.Reis - Tem a minha concordância. Publiquei o artista que muito admiro pela técnica, composição e pelo modo como se dedicou ao tema afro-americano.

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