Terça-feira, 13 de Janeiro de 2015

QUAL CÂNDIDO DE VOLTAIRE

Marc Chagall - Over the city1915 a.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marc Ghagall – “Au dessus de la ville”, 1915. Nasceu em Vietebsk a 7 de julho de 1987 e morreu em França a 28 de Maio de 1985. Foi um pintor, ceramista e gravurista surrealista judeu russo/francês.

 

Pensamento – “A mais preciosa dádiva é o livre-arbítrio. E é sempre isto que o próximo mais deseja subtrair ao vizinho.”

 

Facto I: o acontecido ao Charlie Hebdo. Vozes se alevantaram: _ “Estavam a pedi-las!”

 

Facto II: o L. M., bom amigo, propunha-se ler calmamente a revista do semanário, refastelado no altar da «casinha». Metade do serviço aviado, abonou-se de papel para a limpeza intermédia que depois largou na cova do altar. Continuada a leitura enquanto mais não chegava, fez um golpe no dedo ao desfolhar o papel. Hipocondríaco, alcançou álcool e algodão, não entrasse “microbicharada” pelo golpe mínimo, quiçá infetando, pior, alastrando numa septicemia mortal. Tratou a ferida e remeteu o algodão à companhia do papel e do despojo intestinal. Acendeu um cigarro e continuou a leitura. Não havendo modo do resto arribar, lançou a beata para a cova. Só deu pela coisa quando o traseiro e os apêndices passaram de quentinhos a pasto de chama. Levanta-se de supetão agarrado ao essencial, desequilibra-se e bate com o cocuruto na esquina da bancada. Vai de charola para o hospital com as pudendas partes queimadas e a cabeça rachada. The End.

 

Livre-arbítrio: “possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante.” Isenção de condicionantes nos nossos atos, existe? Determinismo ou liberdade de escolhas? Sobre isto há muito a Filosofia anda às turras. Facto é a sociedade de hoje resultar do livre-arbítrio passado e de cada um se defrontar com os resultados das ações. Os membros idos e vivos das sociedades terrenas fizeram menos do que deviam em benefício do bem comum. Miséria, desemprego, violência não existiriam se outro tivesse sido o comportamento coletivo. Esta realidade permite a milhões o livre-arbítrio? _ Jamais! Assim sendo, a conceção determinista, segundo a qual todos os acontecimentos são consequência de circunstâncias anteriores, ganha terreno. Mas não foi o L.M. que decidiu desinfectar a ferida? E fumar? E ir para a «casinha» ler o jornal? Porém, foi à «casinha» sob imperiosa necessidade física que do arbítrio não dependia. É hipocondríaco sem que num amanhecer rezingão tenha decidido: _ “Vou tornar-me um apanhado por maleitas!”.

 

Num tempo soft & light como o nosso vinga o soft determinism (aceita a paridade do determinismo com a liberdade de escolhas). E trago a estória de Voltaire sobre o peregrinar no mundo de um sujeito chamado Cândido que (…)

 

Nota – Texto integral aqui

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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